sexta-feira, 24 de maio de 2019

Passos Atuais - 70a Parte. A felicidade.


A felicidade é conseguida quando cada qual se torna administrador da própria existência, podendo estabelecer métodos de conduta saudáveis e segui-los.

Administrar a própria existência com sabedoria, envolve fatores sociais, políticos, econômicos, artístico, cientifico e cultural. Saber administra-los é saber conviver com suas oscilações, além das circunstancias existenciais que se alteram a cada momento.
As circunstancias existenciais são decorrentes do destino, que por consequência envolve as condicionantes cármicas.

O conceito de felicidade estática é um equívoco, pois deve-se considerar as variações do amadurecimento psicológico em face das experiencias armazenadas no transcurso da existência.
Em cada etapa da evolução biológica de um ser, os anos se passam e o desenvolvimento orgânico e intelectual alteram-se. Um momento de felicidade muda no segundo momento, pois as exigências e as necessidades passam a ser outras, então em função da faixa etária do individuo e as conquistas morais, espirituais, a felicidade passa a adquirir significados diferentes.

A felicidade é um sentimento que deve ser trabalhado em padrões de harmonia emocional, de vitória sobre os conflitos, de interiorização espiritual, a fim de saber-se o que realmente tem sentido, em relação àquilo que é de natureza secundária, e momentaneamente desfruta de especial significado.

O indivíduo com objetivos estabelecidos, empenhando-se em nunca desistir de seus sonhos (claro que de ideais nobres), mesmo que incompreendido, perseguido ou desprezado, experiencia a felicidade durante todo o período em que se demora na luta pela sua realização. Portanto, nem sempre a felicidade estará no término do objetivo perseguido, mas estará no transcurso da sua realização.

Vivemos nas grandes populações, encontros rápidos, superficiais, amizades fracas, muita falsidade, grandes ilusões, porque parece haver uma necessidade emocional de todos estarem vigilantes nesta relação pessoal com os demais. A felicidade passa desapercebida. É preciso favorecer o bem estar possível, mesmo vivendo nas grandes populações.

Quando uma pessoa  sente-se desamparada, ignorada, sem possibilidade de encontrar entendimento, logo se apresenta a inquietação, provavelmente a revolta intima, quando não resvala para a depressão.
Torna-se necessário o sentimento de solidariedade e a contribuição da amizade para que o grupo social seja mais ativo em relação aos seu membros. Um amparo espiritual e de ideias  pode gerar segurança e proteção. A solidariedade precisa ser cultivada. Proporciona ampliação da capacidade de conviver com diferentes condutas sem prejuízo da harmonia de um grupo. É um dos caminhos para a claridade da alegria de viver e da esperança de ser feliz.

A infelicidade está na ausência de controle sobre o próprio destino, a incerteza do futuro e na irregularidade do próprio comportamento.  
Uma conduta religiosa, destituída de fanatismos e de exclusivismo, é fator de segurança para o encontro com a felicidade, mesmo sob interferências difíceis que se tornam suportáveis com resignação dinâmica e coragem para suportá-las.

O espirito elabora o destino, sendo ao mesmo tempo semeador e o colhedor de tudo quanto se realize. É a base da evolução, portanto não materializar-se completamente, como a maioria faz, liberta a única coisa que permanece na eternidade.

Uma vida ativa, assinalada pela produção equilibrada de “serviços” (ao próximo), produz pensamentos favoráveis ao bem estar, por expressar autorrealização, utilidade existencial.

O homem lastrou-se em conceitos equivocados sobre o destino da Terra, tida, por muito tempo, como vale de lágrimas, lugar desagradável, paraíso perdido, criando assim arquétipos de infelicidade para ser feliz, num comportamento masoquista e doentio, sem nenhum sentido ético.
A Terra é escola de renovação espiritual e de dignificação moral, onde aprendemos a descobrir os valores adormecidos no íntimo, o Deus em nós, o Arquétipo Primordial.

As preocupações desordenadas e excessivas com a aparência como fator de autorrealização vem desviando as pessoas da sua realidade, da beleza interior que se reflete no exterior. Exigências descabidas nos padrões de beleza trazem efeitos devastadores na conduta psicológica, gerando atitudes infelizes que  não se justificam racionalmente. Tais pacientes, sem dúvida, encontram-se dominados por conflitos de inferioridade, procurando realizações externas ante a autodesconsideração em que apoiam, realizando projeções  do que gostariam de ser ou de como estar, impondo-se aflições punitivas.

A felicidade apresenta-se com simplicidade, destituída de complexidades que somente a enfeitariam, sem produzi-la em realidade, tal qual um mecanismo de fuga em relação à sua verdadeira conquista. Assim é possível desfrutar da felicidade em qualquer situação, desde que se estabeleça que esta não precise ter permanência duradoura, incessante, sem desafios emocionais e físicos, de trabalho e de renovação interior.

A vida física é de efêmera duração, sendo uma escolaridade para ser alcançada a plenitude espiritual em definitivo após o transito carnal.

O texto de Santa Joana de Angelis por Divaldo Pereira Franco, foi adaptado para os integrantes do Grupo H&F.
Hilton

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Passos Atuais - 69a Parte. Manifestação de uma Hierarquia.


Pouco sabeis da vida dévica e das hostes angelicais que, em sua Luz, permeiam o planeta. Mas aproxima-se o tempo em que sua presença será perceptível aos olhos humanos, e mesmo aqueles que ignoram essas sublimes existências, mas que acolheram na fé a pureza em seus corações, estarão diante dessas realidades e serão por elas elevados a patamares onde o resgate de suas consciências poderá ocorrer suavemente.
O trabalho dos seres angélicos possibilitará ao homem desanuviar-se da arraigada identificação com os planos materiais. Como em um sonho (porém muito mais real que toda a sua vida terrestre), ele estará diante de vibrações que, em uma redoma de luz, o trasladarão a espaços interdimensionais, onde o processo do resgate se consumará.

Portanto,  as cenas externas que se mostrarão na intensa perturbação planetária pouco refletirão o que realmente estará acontecendo na consciência dos seres resgatáveis.
Figueira.

Pois bem, o texto em si é claro e sem necessidades de maiores comentários.
Precisamos estar preparados, pois tudo muda.


Hilton