O
Reino Animal
Estágio
intermediário entre o
Reino vegetal e o humano, o Reino animal diferencia-se do
primeiro pela capacidade de locomover-se, e do segundo pelo predomínio da expressão
instintiva,
Os
animais em geral desenvolvem a energia da vontade e são sensíveis aos
estímulos à atividade. Sobre eles age também a energia da devoção,
expressa como domesticidade e estima a seus benfeitores.
Os
animais têm o estado humano como meta à qual, em algum lugar do cosmos,
deverão chegar. Deveríamos ser para eles os intermediários das emanações do
Reino espiritual. De certo modo representamos para os animais o que Deus
representa para nós. Portanto, maus-tratos e indiferença de nossa parte frustram
a natural devoção que esse Reino está pronto a dedicar-nos, o que retarda o
seu progresso.
A
agressividade do Reino humano seus pensamentos de ódio e destruição, sua
prática de massacre de milhões de animais — repercute negativamente
sobre os núcleos internos das espécies. Graves são os efeitos dessas condutas,
embora sejam parte do pagamento das dívidas cármicas que o Reino animal
acumulou em eras primitivas, quando seus espécimes gigantescos dizimavam os
homens de então.
Para
colaborarmos na evolução dos animais, precisaríamos evitar palavras e
pensamentos negativos e densos, co-responsáveis pela perpetuação da
selvageria e por muitos desequilíbrios na Natureza.
Ajudamos
a evolução de um animal ao fortalecer suas condutas mais próximas à humana.
Quando uma chispa em seu interior se torna sensível às características
humanas, ela começa a destacar-se da consciência grupal, e assim surge
uma alma individualizada.
É
nossa tarefa ajudar nessa individualização. A alma começa a ser formada com estímulos
nos níveis internos da consciência animal, e com o despertar dos seres humanos
para o nível espiritual.
Há espécies
que facilitam o surgimento de um embrião de alma: os cães, os gatos, os
cavalos e os elefantes, por exemplo. Quando estão desenvolvendo a alma, os
animais requerem tratamento distinto dos demais. Necessitam maior contato com o
ser humano para deixarem-se imbuir do estado de consciência que será o seu
próximo patamar evolutivo.
Nosso
convívio com um animal pode ajudá-lo não apenas a transcender o instinto
gregário que lhe é peculiar, mas a domesticar-se ou, em certos casos, a interagir
telepaticamente conosco.
A
formação da alma e o despertar de maior capacidade mental nos animais são
facilitados em ambientes onde impulsos instintivos não prevalecem entre os
seres humanos, onde há ordem e onde o amor incondicional é o condutor da
vida. Se a alma é desenvolvida no animal numa atmosfera de amor, isenta de
agressividade e de estímulos sexuais, ele vai transformando suas sensações, vai
passando de gregário a social vai estabelecendo relação pacífica com os demais
seres. A alma que assim se forma pode sintonizar com esferas de vida elevadas, mundos
onde no futuro iniciará sua experiência como indivíduo.
Figueira.
Pois bem, um número alarmante foi publicado recentemente: 56
BILHÕES de animais são mortos por ANO, para nossa alimentação, fora a
destruição predatória na caça e na extração de partes que saciam algum tipo de
interesse comercial. Se levarmos em conta a destruição de florestas,
mananciais, oceanos, entre outras coisas, percebe-se que a maioria dos seres
humanos não tem consciência sobre a importância da vida e sua relação com o
Criador.
A ONG que concluiu
estes estudos, propõem que cada um poderia, ao menos, deixar de alimentar-se de
carne por um ou dois dias da semana, o que poderia diminuir esta quantidade
extraordinária de assassinatos.
Nossa alimentação produz as energias que nos movimenta. Se
assimilamos energias de baixa vibração, como no caso da alimentação
sacrificada, nos tornamos seres de alta densidade material, ao invés de nos
sutilizarmos.
Desta forma, fica cada vez mais difícil intuirmos, sermos
inspirados, nos coligarmos e ascendermos para o Reino Espiritual.
A proteína animal, assim como a nicotina foram considerados
essenciais. Sobre a nicotina este mito vem se desfazendo, sobre a proteína
animal ainda não.
Como bem retrata o texto, o Reino animal prepara suas
espécies para seu salto ao Reino humano. Esta estrutura de Reinos, em que todo
ser vivo passa, vai agregando experiências importantes sobre a conceituação da
Vida.
O homem da Terra é completamente mal instruído sobre estas
considerações e sobre a sucessão das vidas, o que o torna um deus hipócrita e
sangrento na sua relação com os Reinos inferiores. A adesão ao livre arbítrio
levou sua arbitrariedade para o negativo e oposto ao caminho do Bem.
O próximo ciclo terrestre pertencerá ao homem desprovido do
seu livre arbítrio, com sua adesão incondicional à evolução espiritual.
Não podemos dizer que um cão domesticado e carinhoso será um
ser humano na futura reencarnação, pois há inúmeros estágios intermediários que
ele passará até que seja consagrado como ser humano. Ciclos em mundos distintos
irá prepara-lo para ter uma alma individualizada. No entanto experiências
positivas ao lado dos humanos o encaminhará para estes estágios.
O texto exemplifica que parte destes maus tratos que o Reino
animal sofre, provem de condicionantes cármicas acumuladas na “era dos
dinossauros”. Aqui cabe lembrar que o Reino animal contempla uma alma coletiva,
portanto carmicamente isto se distribui ao longo das espécies deste Reino. No
entanto, o homem também acumula carma com suas ações predatórias com os Reinos
animal, vegetal e mineral, devendo sanar com muita intensidade neste final de
ciclo terrestre, onde para a Natureza será atribuída esta solução.
Os
animais domésticos tem as melhores chances de desenvolver a “alma embrionária”,
no entanto, não podemos trata-los como da espécie humana, o que muitos fazem por frustrações e carências
que não conseguem resolver, desvirtuando procedimentos e ações que só confundem
e nada beneficiam estes animais domesticados.
O desconhecimento sobre estes assuntos fundamentais faz com
que nossos procedimentos sejam desconcertantes e confusos, para nós e para
eles, acentuando a ilusão e o erros se acumulam interferindo em todos os
Reinos.
É interessante a abordagem sobre a ausência da sexualidade,
tendo em vista a força poderosíssima que esta manifestação energética
manifesta. A ausência da vontade sexual no animal (via castração), o acalma e
faz com que certas ações instintivas poderosas sejam amenizadas dando chance
para que ele perceba outros sentimentos que precisam ser desenvolvidos na sua
escalada de ascenção evolutiva.
Enfim o acolhimento é uma manifestação que precisa
ser acentuada e praticada por todos e com todos, pois é caminho básico para ascender.
A recomendação da ONG pode ser uma forma de, aos poucos,
conquistarmos uma consciência mais clara, mas límpida, desanuviando a atual,
pois na medida que purificamos o ingresso de energias pelo alimento, nos
libertamos de muitos “fantasmas”.
Estudar, pesquisar, ser proativo, buscar informação é o
objetivo primordial da vida. Quando ganhamos conhecimento ganhamos Vida,
sequencias oportunas, oportunidades de novas convivências, de novos contatos,
de aprimoramentos e com isto iremos entender melhor nosso papel no Universo.
Precisamos quebrar este conceito esdrúxulo de que nosso objetivo ao estar vivo
é “ter”, “ser” e “poder”.
Hilton
Imagem: https://www.mundodosanimais.pt/gatos/gatos-melhores-amigos-homem/
