Simplificai
vossa vida e vossos pensamentos.
Figueira.
Simplificar é a postura ideal
nestes momentos de crise que estamos vivendo. Aliás, nunca ficamos sem crise.
Estas diminuem ou aumentam em função da demanda de necessidades que precisamos
para sobreviver.
Mas, por que vivemos sempre em
crise?
A humanidade sempre esteve muito aquém das fases que o planeta percorre. Esta defasagem gera crises pelo desalinhamento com as Leis que regem o planeta e seus reinos.
Neste momento a Terra está se
sutilizando, após intensa materialização como corpo celeste. A Terra está se
desmaterializando (no sentido da sutilização) dos moldes que a conhecemos para
que abrigue num futuro próximo, uma humanidade bem menos materializada e menos
confusa como a atual.
Esta condição requer que abandonemos
boa parte do que foi conquistado na vida material, pelo fato de que não serão
mais úteis na nova era.
Não estamos falando especificamente
de bens materiais, mas de conceitos, afirmações e parâmetros, em especial aqueles
que nos leva para uma ilusória “sensação de segurança”.
Com relação ao bens materiais, temos sido muito possessivos, avaliando-os, mensurando-os constantemente, como
sendo o único parâmetro de segurança e conforto. Uma das ilusões arduamente trabalhada pelo
sentimento do egoísmo no coração humano.
Atrelar-se a estas condições
possessivas pode induzir, neste processo de transição, a sensação de perdas
incríveis. O momento exige um amplo movimento de reformas intimas, internas e
externas para que possamos acompanhar esta fase tão especial do planeta.
Por outro lado, que tem noções da
transição em curso precisa mostrar muita disciplina, equilíbrio, conter-se
adequadamente para que não caia nas armadilhas colocadas pelas
Forças Involutivas. Estas aproveitam-se das nossas fraquezas, do nosso
desequilíbrio e da forma desleixada que nos comportamos, para criar uma
estrutura de fé ao consumo, à competitividade e ao materialismo.
Incrível como recebemos sugestões
para melhorar o planeta, melhorar o comportamento, melhorar o clima, melhorar o
relacionamento, mas a base de nossos anseios ainda clama pelo egoísmo e pela ganância,
fazendo com que todas estas sugestões de mudanças fique para gerações futuras.
Será que elas existirão neste contexto?
As mudanças externas exigem,
inexoravelmente, mudanças internas. A primeira não funciona sem a segunda.
A segunda exige grande estrutura
de fé e a fé exige uma manutenção intensa do conhecimento.
O conhecimento exige a busca plena
pela informação e a informação precisa ser aplicada. Para ser aplicada corretamente
precisa do discernimento, alinhamento e equilíbrio, ou seja, é um ciclo que
exige grande dedicação.
Esta dedicação não é complexa, é
factível e a vida, como neste momento da pandemia, reforça a inteligência para
que a criatividade e a fé restabeleçam a confiança em soluções inusitadas,
soluções que não estão na “cartilha dos procedimentos usuais”.
Vamos rever as intenções, as ações
necessárias; ponderar melhor as prioridades e daí veremos que muitas destas
prioridades podem ser descartadas; nos alinhar com pensamentos elevados; não se
desesperar por perdas materiais, se estas ocorrerem; acentuar a busca e por
fim, confiar...

