Uma alma não escolhe trabalho, mas oferta-se para empregar sua energia onde possa ser mais útil.
Figueira.
Quando uma tarefa “cai no nosso colo”, a primeira coisa que
fazemos é rejeitar. Este comportamento, que tem sido quase padrão para a
maioria, provem dos medos que tem norteado a vida material.
De forma geral sentimo-nos impotentes, antes mesmo de avaliar
melhor a tarefa designada e buscar possíveis soluções. Na matéria, com o trabalho é obrigatório, em que a situação torna-se questão de sobrevivência, contornamos melhor
estes medos, mas no geral os desconfortos se mantem.
Estes desconfortos começam a desparecer na medida que nos
entregamos para a superação da tarefa física designada, e com atenção iremos
perceber que somos capazes de superá-la e aperfeiçoa-la.
Nas tarefas sutis, ou espirituais, ocorre a mesma sensação, os
medos travam a possibilidade de assumi-las e, normalmente, as pessoas se
desviam, se omitem ou delegam a terceiros o que lhes foi incumbido. Como não há
um “patrão” físico, esta omissão ocorre com muita frequência.
Todas as tarefas, sejam as do plano material, como as espirituais,
veem até nós como teste, como confirmação de ensinamentos e informações que
precisam ser consolidadas e incorporadas na consciência. Da mesma forma, todas estas
tarefas são obras do destino, pré programadas e que acontecem exatamente no
momento que precisam acontecer.
As tarefas sutis tem sido contornadas e não realizadas pela “falta
de tempo”, pela ocupação com coisas insignificantes perto do que elas representam
para a evolução e para o futuro das reencarnações. Ora quem não tem tempo para
isto, simplesmente sobrevive para os carmas e não vive para evoluir.
Atividades desafiadoras onde o incerto e o improvável se misturam,
a audácia e a coragem precisam ser constantes. Nestes casos, as informações e o
que foi aprendido será colocado à prova e assim atiça os medos devido à
falta de fé. Tais medos podem ser fortes, paralisantes, mas no geral
aplica-se uma série de desculpas para abstrair-se destes desafios e responsabilidades.
No plano material a possibilidade de desviar-se é factível, mas
não exclui, o que significa que repetirá de tempos em tempos. No plano
espiritual compromete muito mais por ter a possibilidade de barrar novos
ensinamentos e perdemos o timing planetário. Perder o timing planetário pode nos
colocar na abstenção de uma transformação planetária, ou seja, aguardamos
alguns milênios do tempo físico para encontrar nova oportunidade de transição.
Vencer os medos ou controla-los é um dos aspectos do processo
evolutivo, portanto, aceitar o desafio de tarefas, materiais e sutis, com audácia, coragem e fé
são essenciais. Estes desafios não ocorrem sem que muita “ajuda” seja atraída
para o coração e a mente . Ao aceitar o desafio passamos a ser acompanhado por
estruturas inteligentes, seres, mestres, instrutores que nos conhecem, sabem
das nossas limitações e apresentam-se exatamente para ajudar a superá-las. Tais
tarefas serão sempre realizadas em conjunto: eu com a estrutura divina que me
acompanha.
Percebem como esta sensação de isolamento é uma ilusão?
Pessoas que se sentem magoadas, ofendidas, angustiadas, são pessoas
dominadas por medos quase irracionais. Estas se tornam limitadas e fecham-se em
círculos impenetráveis sendo alimentadas por forças involutivas que inflacionam
seus egos, afastando-as de convívios sadios das quais poderiam ajudar. Forma-se
egrégoras herméticas, impenetráveis que auto alimentam-se de frustrações de um
ego sempre insatisfeito.
Somos por princípio uma raça socializada via DNA, portanto, viver
socialmente é uma necessidade. Na transição planetária em curso, com o
aperfeiçoamento do DNA atual, esta socialização será muito menos intensa, mas
até lá o isolamento nada mais é do que o recrudescimento do egocentrismo.

