sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Passos Atuais 253a Parte. Aceite o desafio.

 Uma alma não escolhe trabalho, mas oferta-se para empregar sua energia onde possa ser mais útil.

Figueira.

 Pois bem, o texto afirma que somos capazes de realizar todos os trabalhos das quais nos deparamos.

Quando uma tarefa “cai no nosso colo”, a primeira coisa que fazemos é rejeitar. Este comportamento, que tem sido quase padrão para a maioria, provem dos medos que tem norteado a vida material.

De forma geral sentimo-nos impotentes, antes mesmo de avaliar melhor a tarefa designada e buscar possíveis soluções. Na matéria, com o trabalho é obrigatório, em que a situação torna-se questão de sobrevivência, contornamos melhor estes medos, mas no geral os desconfortos se mantem.

Estes desconfortos começam a desparecer na medida que nos entregamos para a superação da tarefa física designada, e com atenção iremos perceber que somos capazes de superá-la e aperfeiçoa-la.

Nas tarefas sutis, ou espirituais, ocorre a mesma sensação, os medos travam a possibilidade de assumi-las e, normalmente, as pessoas se desviam, se omitem ou delegam a terceiros o que lhes foi incumbido. Como não há um “patrão” físico, esta omissão ocorre com muita frequência.

Todas as tarefas, sejam as do plano material, como as espirituais, veem até nós como teste, como confirmação de ensinamentos e informações que precisam ser consolidadas e incorporadas na consciência. Da mesma forma, todas estas tarefas são obras do destino, pré programadas e que acontecem exatamente no momento que precisam acontecer.

As tarefas sutis tem sido contornadas e não realizadas pela “falta de tempo”, pela ocupação com coisas insignificantes perto do que elas representam para a evolução e para o futuro das reencarnações. Ora quem não tem tempo para isto, simplesmente sobrevive para os carmas e não vive para evoluir.

Atividades desafiadoras onde o incerto e o improvável se misturam, a audácia e a coragem precisam ser constantes. Nestes casos, as informações e o que foi aprendido será colocado à prova e assim atiça os medos devido à falta de fé. Tais medos podem ser fortes, paralisantes, mas no geral aplica-se uma série de desculpas para abstrair-se destes desafios e responsabilidades.

No plano material a possibilidade de desviar-se é factível, mas não exclui, o que significa que repetirá de tempos em tempos. No plano espiritual compromete muito mais por ter a possibilidade de barrar novos ensinamentos e perdemos o timing planetário. Perder o timing planetário pode nos colocar na abstenção de uma transformação planetária, ou seja, aguardamos alguns milênios do tempo físico para encontrar nova oportunidade de transição.

Vencer os medos ou controla-los é um dos aspectos do processo evolutivo, portanto, aceitar o desafio de tarefas, materiais e sutis, com audácia, coragem e fé são essenciais. Estes desafios  não ocorrem sem que muita “ajuda” seja atraída para o coração e a mente . Ao aceitar o desafio passamos a ser acompanhado por estruturas inteligentes, seres, mestres, instrutores que nos conhecem, sabem das nossas limitações e apresentam-se exatamente para ajudar a superá-las. Tais tarefas serão sempre realizadas em conjunto: eu com a estrutura divina que me acompanha.

Percebem como esta sensação de isolamento é uma ilusão?

Pessoas que se sentem magoadas, ofendidas, angustiadas, são pessoas dominadas por medos quase irracionais. Estas se tornam limitadas e fecham-se em círculos impenetráveis sendo alimentadas por forças involutivas que inflacionam seus egos, afastando-as de convívios sadios das quais poderiam ajudar. Forma-se egrégoras herméticas, impenetráveis que auto alimentam-se de frustrações de um ego sempre insatisfeito.

Somos por princípio uma raça socializada via DNA, portanto, viver socialmente é uma necessidade. Na transição planetária em curso, com o aperfeiçoamento do DNA atual, esta socialização será muito menos intensa, mas até lá o isolamento nada mais é do que o recrudescimento do egocentrismo.

 Viva e conviva com ampla abertura, se doe e se entregue, mesmo que sintas ser impossível, pois assim fazendo estarás sendo conduzidos para as mais altas consciências que amparam este planeta. (mensagem de Samana para este texto)








segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Passos Atuais 252a Parte. Libertar-se é preciso.

 Prosseguir com decisão e sem se desviar é indispensável em todas as etapas do caminho.

Figueira.

 Pois bem, utilizar a vida para evoluir e não somente cumprir carma é desafiador.

A maioria tem optado pelo caminho em que vida os conduz, tornando-se escravos das artimanhas e artifícios do carma e das forças involutivas, que os impede de progredir.

Este marasmo tem um preço muito alto, não é confortável, é altamente ilusório e coloca os indivíduos  na “roda gigante” da vida, num eterno sobe e desce sem sair do lugar. Nesta toada as iniciativas tem por base a riqueza e o conforto egoísta, onde a indiferença com o próximo e com o planeta é uma constante. No final da encarnação surge os arrependimentos e o medo de enfrentar a morte, dada a falta de passos evolutivos e de um destino fracassado.

Infelizmente esta situação ocorre com muita frequência.

Tem um ditado popular muito interessante e oportuno para completar o raciocínio deste pensamento: Deus ajuda a quem se ajuda.

A tão sonhada e esperada "ajuda" divina ocorre universalmente e para todos, mas há de se convir que no livre arbítrio temos de dar o primeiro impulso. O primeiro impulso é, basicamente, uma autorização para que as "ajudas" se manifestem. Sem este impulso crucial a soberania do livre arbítrio impede elas se manifestem.

A sonhada ajuda divina, na concepção da maioria das pessoas, deveria ocorrer expontaneamente, sem quaisquer esforços ou mudanças da nossa parte. Isto não funciona.

O indivíduo consciente da sua natureza evolutiva admite que está aqui de passagem, respeita a inteligência da Mãe Natureza, obedece seus limites, percebe a necessidade de se empenhar e do exercício da fé. Procura manter-se alinhado, condiz com os bons costumes, não como algo excepcional mas normal e obrigatório, além de manter certo equilíbrio e a esperança de que o que acontece sempre será útil e necessário para seu aprendizado.

As etapas do caminho são muitas, como se refere o pensamento, e fomos constituídos de um modo em que a idade cronológica estimula cada pequeno ciclo que percorremos numa reencarnação. Sendo assim, nada irá acontecer se não estiver preparado para que aconteça. Não passarei por uma experiência que condiz com meus 40 anos, com 20 anos de idade.

Neste compasso inteligente, posso me preparar com antecedência para cada etapa da vida. No entanto, se fico preso às ilusões da vida e ao planejamento de uma vida material rica e confortável, deixo passar as “ajudas” de Deus que seguem rigorosamente a idade cronológica, o destino e as experiências que devo realizar na presente reencarnação.

O planejamento divino é perfeito, correto e participamos destas escolhas pouco antes de reencarnar. Assumimos compromissos que poderemos realizar, sejam estes cármicos ou evolutivos.

É preciso prestar muita atenção em tudo que se passa ao redor, ser muito observador e estar convicto destes procedimentos para perceber quando a ajuda divina está se manifestando.

Não viveríamos sem estas ajudas. Seria impossível manter a vida física sem que estas manifestações divinas ocorressem diariamente. Estamos muito distraídos e confiantes somente nos planos materiais da vida, distraídos com as ilusões, sem se ater que nos mundos cármicos a dor e o esforço dominam os aspectos da sobrevivência física. Isto é aprendizado, é assim que se aprende nos mundos cármicos. Estes são passageiros e cada um de definirá o quanto aqui deverá permanecer.

Esta sensação de vida infinita na Terra, de que estamos presos a um único planeta, de que sofrer faz parte do mecanismo universal é mais uma das ilusões face ao pensar pequeno, limitar a consciência à reencarnação atual e planejar exclusivamente a vida na matéria.

Libertar-se é preciso.