Mesmo sabendo de todas as suas potencialidades latentes o homem
insiste reter o que deve ser desenvolvido.
Figueira.
Pois bem, sabemos que a capacidade do ser humano ultrapassa
limites inimagináveis.
O percurso que temos feito ao longo das décadas, dos séculos, dos
milênios, prova como a capacidade humana é incrível. Nos adaptamos rapidamente
a situações bem diferentes pois a mente e o corpo possuem enorme versatilidade
para adaptar-se às diversas mudanças.
No entanto, esta versatilidade manifesta-se quando é desafiada por
alguma situação de perigo. Isto prova, infelizmente, que a vida precisa criar situações
desafiadoras, que coloca em check a sobrevivência, para que alternativas possam
ser criadas no eterno processo de defesa natural.
No passado esta solução foi necessária e dela decorreu a evolução
humana na matéria. O intelecto desenvolveu-se o raciocínio expandiu-se e assim
pudemos sobreviver aos inúmeros desafios decorrentes dos movimentos da Mãe
Natureza.
Nos tempos modernos isto é não é mais um fato, não é mais uma
constante, ficou sazonal, ficou esporádico e quando ocorre, ocorre em locais específicos.
A luta pela sobrevivência mudou seu formato original.
Foi necessário. O homem precisava desenvolver, de forma espontânea,
suas novas qualidades e habilidades no novo tempo e no novo espaço cósmico que
a Terra vem percorrendo.
De certa forma aconteceu, mas de forma capenga, mantendo o crescimento
do intelecto e o raciocínio, sem o devido desenvolvimento e aprimoramento do espiritual,
deixando-nos aquém do estágio que deveríamos já ter alcançado.
Hoje, no coração, sentimo-nos incompletos, algo nos falta, estamos
insatisfeitos e estes sintomas são decorrentes deste distanciamento da parte
espiritual.
Retemos o que deveria ser desenvolvido junto com o intelecto, que
nos tornaria completos, com mais sabedoria e conhecimento para que a vida
pudesse ser melhor compreendia, administrada e desenvolvida.
Isto gerou e vem gerando inúmeras insatisfações, pois deixamos de
compreender diversas coisas e situações que vem ocorrendo entre nós, no planeta
e nos demais reinos.
Não podemos reter o que precisa ser desenvolvido. Não podemos
viver em cima de meias verdades, de meias soluções, de meias situações. Agindo
desta forma não encontramos e não encontraremos soluções para as situações advindas
de cada época e etapa da vida sobre a superfície terrestre.
Estamos defasados, pois vivemos situações que não compreendemos,
limites que não suportamos, exposições que nos confunde. Inúmeros exemplos podem
ser citados, como a desorganização social dos tempos atuais; a falta da paz
interna e externa; a acentuação dos medos e suas consequências em inúmeras variantes
emocionais; entre tantas outras situações que ao invés de gerar tranquilidade
gera desespero e instabilidade.
Não podemos continuar a ser como somos. Este modelo não serve
mais, tornou-se inútil, não atende as necessidades.
Temos de lutar arduamente para revelar o que precisa ser revelado,
o que precisa vir à tona, os novos modelos para analisar e compreender a vida.
Não faremos isto sem a presença da contraparte espiritual, sem dedicação,
sem grandes lutas internas, sem mexer nas feridas.
O intelecto, o raciocínio, elementos que a maioria se apoia
ardentemente, não atende e nunca atendeu completamente as necessidades essenciais
do ser humano. A busca pelo imaterial, pelo desconhecido, pelo sutil é a única
possibilidade de nos enquadrarmos nos tempos atuais, no lugar do cosmos que a
Terra, na Via Láctea, vem percorrendo.
Os tempos atuais são tempos de transição planetária, bem mais atípicos dos que foram até agora, portanto,
buscar outra opção além das ilusões para compreender o que somos e para aonde
vamos, é crucial.
A Terra tornou-se campo fértil de informações essenciais para que as
buscas tenham sucesso. Para cá, muito material informativo foi dirigido, muitos
seres de luz marcaram sua presença, indivíduos
de mundos evoluídos para cá vieram, enfim muita ajuda foi sendo ministrada em
diversos setores das sociedades criadas.
Estas informações estão disponíveis e não precisamos ter muito
trabalho para acessá-los, pois fluem em abundancia ao menor sinal de busca. Assim
é preciso e assim foi definido pelo livre arbítrio.
Liberte-se!
Solte o que em ti existe em abundancia, paixão pelo saber. (Nicolás)