quarta-feira, 8 de maio de 2019

Passos Atuais - 65a Parte. Ao servidor.


Seria pouco sábio pensar que, quanto mais o ser se eleva, mais recebe respostas externas e perceptíveis da Hierarquia. Na verdade, quanto mais ele cresce em consciência, mais deve andar com os próprios pés. Aquele que amadureceu internamente sabe que deve assumir a tarefa que lhe cabe, e não pedir ou esperar por ajuda.
O que seria do Serviço, se os servidores esperassem ser servidos?
Figueira.

Pois bem, o texto em questão mostra com clareza o grau de liberdade que os servidores podem ter.
No entanto a manifestação ao Serviço, a sensibilidade para o Serviço e a convicção do ato de servir, precisa, claramente, partir do servidor.
Aí é onde esbarramos na maioria das vezes.
Geralmente adota-se uma postura passiva, inerte, indiferente, que nos trava e nos desabilita ao Serviço.
É necessário levantar a cabeça, olhar para os lados, para as pessoas, sensibilizar-se e deixar fluir a necessidade ao Serviço.
No momento que esta postura é adotada, iremos nos coligar com o Plano Maior, as energias necessárias virão e as irradiaremos.
Geralmente o ato de servir vem provido de algum tipo de sacrifício, além da entrega necessária, pois sabemos que enquanto pertencermos a um mundo cármico, toda ação irá gerar uma reação de efeito contrário, oposta a ação exercida.

A atenção, a não distração, a vontade de ser útil, a vontade de realizar algo além do conhecido precisa esta pulsando dentro da gente.
Estamos acostumados a pedir, mas raramente prontos para receber, pois pouco se faz no aspecto da evolução.

O servidor precisa libertar-se da preguiça e manter sua atenção em ser útil, em doar-se ao próximo, sempre de forma discreta, silenciosa, para que os impulsos gerados possam, da fonte, alcançar os objetivos.
Quando necessário, tecer comentários que possam “abrir uma porta” e assim despertar algo que possa estar pronto para modificar o indivíduo que almeja seu processo de elevação  espiritual.
A atenção, a prontidão e o caráter do sacrifício são os princípios básicos do servidor.
Hilton

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Passos Atuais - 64a Parte. Fogo fricativo.


A fortaleza interna de um ser firmemente decidido por uma meta evolutiva assemelha-se aos mais imponentes castelos e fortes antigos. É dessa energia estável e claramente direcionada para o espiritual que se  beneficiam os que têm contato com seres como esse.
O trabalho interior é fruto do desenvolvimento do núcleo profundo do ser. Realiza-se independentemente da parte consciente  e, ainda que a  possa dele ser um instrumento, quase sempre está desvinculado da atividade pessoal do indivíduo. A base desse trabalho está relacionada à intensidade com que o ser despertou para a energia espiritual e aproximou-se da Fonte de vida, sendo, portanto, imperceptível aos sentidos humanos.
Figueira.

Pois bem, quando uma clara convicção de que a meta evolutiva está incorporado em nosso ser, frutos verdadeiros e legítimos serão produzidos.
Todo tipo de desafio se fará presente no percorrer desta meta. Como falamos em reuniões passadas, para tudo que fazemos sempre virá algo contra.
É assim que funciona a sistemática da vida num mundo cármico. Para cada ação haverá uma reação.
Tudo que faço, todo movimento, toda ação, todo pensamento, haverá uma reação contraria e equivalente.
Vivemos num planeta onde a energia fricativa, da fricção, do atrito, prevalece, portanto, para toda ação que estou desencadeando haverá uma reação contraria e do porte equivalente à ação desenvolvida.
Por isso que temos tantas dificuldades para realizar algo. Por isso que nossa convivência tem sido conflituosa.
Por isso que temos de empreender grandes esforços em tudo que fazemos.
Sob todos os aspectos, o conflito prevalece e após decisões corretas (no âmbito das Leis) o conflito se anula.
O texto de forma lúdica retrata os castelos, as fortalezas como sendo nossa convicção, nossa força interior, nossa fé, em vencer os obstáculos colocados pela energia fricativa.
A própria subsistência exige esforços, continuidade, demanda de grandes energias, pois nada acontece sem reações contrárias.
No entanto, quando nossos esforços vão além da simples sobrevivência, ganhamos significativamente, conhecimento, evolução, elevação.
Esta é a postura, não para atenuar os esforços exigidos, mas compreende-los, deixar de dar toda a atenção  a eles e assimilar informação.
Geralmente as pessoas se prendem aos esforços, limitam-se, lamentam, ficam estagnadas, desistem, ficando assim sob o efeito da lei do atrito e acabam vivendo muito aquém do necessário, com baixo aproveitamento evolutivo.
A lei do atrito existe para superarmos.
Ela não nos dá trégua, ela não diminui, ela não atenua, é constante e presente em tudo que fazemos, mas justamente por ela que evoluímos.

O texto cita a independência do trabalho interior e do desenvolvimento do núcleo profundo do ser, mas a convicção já se faz presente neste individuo que definiu como meta sua evolução espiritual.
O despertar para a evolução espiritual é o que determinará o potencial energético que será dispendido pelo individuo no seu processo evolutivo, portanto, externamente, estará encastelado em sua convicção para que o atrito e a forças contrarias não o enfraqueçam naquilo que fica exposto.
Hilton