Seria
pouco sábio pensar que, quanto mais o ser se eleva, mais recebe respostas
externas e perceptíveis da Hierarquia. Na verdade, quanto mais ele cresce em consciência,
mais deve andar com os próprios pés. Aquele que amadureceu internamente sabe
que deve assumir a tarefa que lhe cabe, e não pedir ou esperar por ajuda.
O
que seria do Serviço, se os servidores esperassem ser servidos?
Figueira.
Pois bem, o texto em questão mostra com clareza o grau de liberdade
que os servidores podem ter.
No entanto a manifestação ao Serviço, a sensibilidade para o Serviço
e a convicção do ato de servir, precisa, claramente, partir do servidor.
Aí é onde esbarramos na maioria das vezes.
Geralmente adota-se uma postura passiva, inerte, indiferente, que
nos trava e nos desabilita ao Serviço.
É necessário levantar a cabeça, olhar para os lados, para as pessoas,
sensibilizar-se e deixar fluir a necessidade ao Serviço.
No momento que esta postura é adotada, iremos nos coligar com o
Plano Maior, as energias necessárias virão e as irradiaremos.
Geralmente o ato de servir vem provido de algum tipo de sacrifício,
além da entrega necessária, pois sabemos que enquanto pertencermos a um mundo
cármico, toda ação irá gerar uma reação de efeito contrário, oposta a ação
exercida.
A atenção, a não distração, a vontade de ser útil, a vontade de
realizar algo além do conhecido precisa esta pulsando dentro da gente.
Estamos acostumados a pedir, mas raramente prontos para receber,
pois pouco se faz no aspecto da evolução.
O servidor precisa libertar-se da preguiça e manter sua atenção em
ser útil, em doar-se ao próximo, sempre de forma discreta, silenciosa, para que
os impulsos gerados possam, da fonte, alcançar os objetivos.
Quando necessário, tecer comentários que possam “abrir uma porta”
e assim despertar algo que possa estar pronto para modificar o indivíduo que
almeja seu processo de elevação espiritual.
A atenção, a prontidão e o caráter do sacrifício são os princípios
básicos do servidor.
Hilton