sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A prática do trabalho de cura planetária.

Existe um trabalho de cura  planetária a ser colocado em prática.

 Há algum tempo, estava passando uns dias em uma grande cidade, onde o rumor de fundo é constante e as pessoas andam pelas ruas preocupadas. A certa altura comecei a sentir algo estranho, como se houvesse um peso sobre mim, provocando certa pressão.
A princípio não entendi a origem nem o significado daquilo. Essa sensação durou alguns dias até que, em certo momento, procurei interiorizar-me. A pressão aumentava, entretanto prossegui na concentração até sentir meu centro interno — que não é um lugar, mas um "ponto" na consciência, onde se fica quieto, em silêncio. Ali permaneci. Por fim, comecei a ter clareza sobre o que estava acontecendo. Vi que a pressão vinha de fora, não era provocada por coisas  minhas. Decorre do estado psíquico coletivo, de uma condição geral, era algo que "estava no ar".
"Fazer o que, diante disso?" perguntei-me. O que estava a me pressionar era a situação planetária — a situação dos povos e nações, algo que não dizia respeito a um lugar específico, mas ao planeta todo.
No quarto em que me encontrava entravam os tons do crepúsculo, enquanto a cidade, longe de se acalmar, emitia rumores ainda mais fortes. De repente, percebi que havia uma forma de ser útil nessa situação. Vi que o amor pelos que me cercavam naquela cidade, pelos que ali se locomoviam em inúmeras direções, a ligação com a essência eterna presente em todos, trazia-me nova força e clareza.
Ali, em serena quietude, tive a impressão de que não era por vias materiais que os problemas do mundo seriam transformados. Dos níveis concretos, a solução não viria, porque esses níveis e suas construções mentais, emocionais e físicas estão aí para serem transformados por energias provindas do Alto, que têm função saneadora.
Conhecia pessoas que não conseguiram sair de estados de angústia enquanto insistiram em resolvê-los concentrando-se apenas nos níveis materiais da existência. Voltados para o mundo denso, não podiam afastar-se da situação caótica em que o planeta se encontra; porém, tão logo começaram a coligar-se com fatos sutis
amplos, foram entrando em harmonia.
Desde o princípio da Terra houve seres humanos conscientes desses níveis superiores; seres dedicados ao trabalho de colocar a mente, o coração. Uma comunidade espiritual que ainda sobrevive no Monte Athos, na Grécia, na época do seu apogeu tinha aproximadamente 2.000 membros. Então, esse grupo equilibrava o planeta inteiro com sua contemplação profunda. A inconsciência daqueles tempos era transformada pela concentração desses monges na vida além da matéria, na vida Maior, espiritual.
O que me estava sendo sugerido na experiência daquela tarde era colocar em prática esse trabalho de cura planetária. Na realidade, hoje são necessárias muitas hostes angélicas e milhares de homens para construir canais em proporção e com força suficiente para reduzir as graves adversidades mundiais.
Quem se dispuser a servir o planeta, sobretudo nos planos internos, saberá o que fazer. A forma de servir revela-se com simplicidade e, quando percebemos, já estamos dentro dela. Seja realizada de maneira solitária, seja em conjunto com outros, a sintonia com níveis de existência espiritual superiores tem enorme força de transformação.
Trigueirinho.

Pois bem, esta experiência aqui retratada, mostra que vivemos um problema que transcende os aspectos materiais da vida.
Poderíamos reorganizar o mundo que mesmo assim ele voltaria a se desorganizar, pelo fato de que a raça humana não atingiu os estágios evolutivos programados no seu arquétipo, para este final de ciclo.
Não atingimos padrões vibratórios e estados mentais onde o simples bom senso comum seria suficiente para organizar o mundo e prosseguirmos com os processos naturais e evolutivos. Hoje leis e mais leis são criadas para disciplinar o obvio, o natural, o correto.
A preservação da vida, do meio ambiente, dos reinos, em nosso planeta não faz parte do bom senso atual, mantendo-se nos estados de ignorância e da ganancia que aflora em muitos, ou seja há um estado psíquico coletivo auto destruidor.
A angustia predomina e esta característica decorre deste psiquismo destruidor.

Aderir a um Serviço colaborativo por quem quer que seja, precisa ser um ato consciente recheado de imensa boa vontade, disposição, fé e disponibilidade. Poucos tem se disponibilizado para estes Serviços pois é algo que não se mensura, não se vê resultados e não se sabe com Quem se lida.
De certa forma, o desconhecimento destas informações a respeito da grave situação global, pode ser uma forma de auto proteção e quem sabe uma maneira de se viver de forma mais focada nos aspectos e objetivos da matéria. O conhecimento desta informações aumenta substancialmente as responsabilidades e os compromissos, pois a omissão é algo grave e que não deve ser praticado.
Decisões a estes respeito precisam ser tomadas e cada um deve refletir bastante para que ao tomar conhecimento destas informações não seja omisso, indiferente ou presunçoso.

É um momento delicado e cada um tem sua responsabilidade.
Ao contrario do que alguns pensam, Deus não interfere e deixa sempre a vida seguir seu curso, pois o aprendizado deve partir da necessidade e da adesão de cada um. Temos a eternidade para aprender, portanto, elevar-se ou galgar estágios mais elevados será sempre uma decisão pessoal. Poderá ser nesta vida, na próxima, na seguinte, aqui, lá ou em algum canto qualquer do Universo.
É importante termos ciência de que neste estágio evolutivo somos nós que decidimos.

Fique atento.
Hilton

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O místico autentico.

O místico de hoje compartilha com todos as graças que recebe.

O misticismo é uma fase da evolução humana, e por ela todos, mais cedo ou mais tarde, temos de passar. E um dos processos de aproximação à alma, núcleo profundo e elevado do ser.
A certa altura da evolução, somos atraídos pela alma. A união com esse núcleo é, então, aos poucos desejada, e a atenção da personalidade se volta para ele. E aí que começa o misticismo. Sentimentos, pensamentos e ações interagem e se juntam em busca de algo maior.
No processo do misticismo, a alma vai se revelando cada vez mais à personalidade. Procura influir de forma que seja percebida, para que o eu externo possa seguir suas indicações e colaborar com o trabalho que ela está fazendo. Desse modo, os anseios profundos do místico revestem-se das coisas que ela mais ama.
O verdadeiro místico não procura consolo nem paz para si mesmo. A medida que ascende, compartilha o seu estado de alegria e bem-estar, Verte sobre a vida planetária o que lhe vem do mundo interior, embora nem sempre tenha consciência de estar fazendo isso. Se sua busca é de união superior, tudo o que lhe sucede reverte em ações benéficas.
            O verdadeiro místico não retém as graças que recebe. Mesmo que viva uma experiência profunda e importante para si, entrega-a ao Alto com desapego e a deixa fluir sem alimentar desejo de continuá-la. Sua principal função é a de irradiar para todos o que está desenvolvendo em si.
O verdadeiro místico deve permanecer tranquilo, neutro e impassível. Assim, por seu intermédio a alma pode canalizar energias. É importante frisar que ele trabalha de maneira efetiva também na vida externa, e pode-se ver que sua atuação é bem mais convincente e forte do que a das pessoas comuns.
Há casos em que o místico nem mesmo sabe que é místico. Atravessa longos períodos sem ter sinal  algum da vida interior. Mas persevera, sem nada ver, nada saber e nada sentir dos planos sutis. Mantém-se paciente, voltado para a alma. É observador e sabe valorizar o que de positivo vai acontecendo em sua vida, sem se esquecer de que a maior parte da sua atenção deve estar nos fatos interiores, ainda que deles não tenha indícios conscientes,
 Tal místico não despreza solicitações externas e está pronto a servir, sem perder sua sintonia com o mundo interior. Sua necessidade é a de ir para dentro de si, e precisa aprender a fazer isso sem deixar de realizar o que lhe cabe no plano material. Esses são os místicos práticos, cujas presenças representam uma grande força para o mundo.
 O místico prático tem de sintetizar sua experiência nos diferentes planos de consciência, fundi-los. Este é um dos seus trabalhos de hoje: manifestar algo que reúna sentimento, mente e alma. O resultado já não é tão pessoal, mas muito mais abrangente. É uma  expressão universal, receptiva e intuitiva. Os místicos  práticos não se submetem ao tempo material do mesmo modo que as pessoas comuns. Eles veem-se num eterno agora e, assim, mais próximos da realidade.
Os que vivem essa espécie de misticismo têm nesta época sua evolução acelerada. Apesar de tudo  o que se observa na sociedade, há muitas forças positivas introduzindo-se na Terra. Compete aos místicos práticos abrirem-se a essas novas energias e irradiá-las sem se darem a perceber,
Aspectos ainda virgens estão para ser descobertos no interior dos seres.
Trigueirinho.

Pois bem, o misticismo é inevitável na senda da evolução. Atualmente, deveríamos ter muitos místicos práticos, autênticos, mas o que temos são muitos embusteiros que fazem-se passar por místicos para atender suas ganancias e sua arrogância.
O místico tem absoluta convicção e não cede jamais aos infortúnios da vida, às dúvidas e as inúmeras provocações que recebe de muitos. Mantem-se fiel e centrado no que vem do Alto e vai com isso aprendendo a discernir de forma mais acertada, suas escolhas.
Recebe provocações, criticas contumazes e raramente ficará isento pois de certa forma, sendo místico autentico, vibra em uma sintonia que não o faz passar  desapercebido.
Se autentico faz a ponte entre o céu e a terra, acentuando o caráter evolutivo de toda uma raça.
O místico e o misticismo ocorreu em todos os tempos da raça humana e continuará sendo um elo importante entre dois mundos distintos.
O místico, como diz o texto e traduzindo mais informalmente, não vive no “mundo da lua”, mas cede a devaneios próprios da sua coligação, pois quando se “desliga” dos ambientes densos, irá buscar nos ambientes sutis o que for necessário para o bem comum.
É observador e esta é uma característica fundamental no místico autentico, pois tem como uma das suas funções “soltar” certos impulsos na medida da necessidade.
Não deve ter medo de exercer suas Tarefas, mesmo que duvidas pairam, pois sendo autentico será bem intencionado e certas correções de rumo serão feitas por “quem” o acompanha.
“Este é um dos seus trabalhos de hoje: manifestar algo que reúna sentimento, mente e alma.” Esta Tarefa é árdua pois a mente vem se desestabilizando sintomaticamente e rapidamente. O ser humano vem perdendo seu eixo, seu centro, seu equilíbrio e cada vez mais irá agir por impulsos sentimentais comandada por  uma mente distorcida da realidade Divina.

O papel do místico autentico nos tempos finais será essencial, para manter a sintonia e receber as orientações que virão, num lugar em que todos os parâmetros, paradigmas, conceitos e referencias deixarão de existir.
Hilton

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ser sempre igual. Uma postura fora da realidade.

Com humildade podemos ser ajudados no caminho espiritual.

No passado, as mudanças de etapa no caminho espiritual eram marcadas por cerimônias externas. Nas pirâmides e nos templos, o ser humano vivia de maneira consciente a etapa da senda em que se encontrava, bem como sua passagem para outra. Esses ritos eram conduzidos por sacerdotes.
Com o tempo, esse processo foi sendo levado para os níveis internos da existência. Hoje já não existem instrutores que nos possam indicar o momento de mudar de etapa e os cuidados que devemos ter para avançar com segurança. É dentro de nós mesmos que vamos encontrar essas indicações.
Se no plano externo buscarmos orientação de alguém, poderemos ter alguma desilusão. Hoje, cabe-nos manifestar uma vida superior, mas não há quem nos mostre externamente os detalhes de como fazer isso.
No caminho espiritual, precisamos estar atentos e observar-nos com rigor. E necessário extremo cuidado com palavras e pensamentos. Por aparentarem-se triviais, costumamos não dar a eles o correto valor. Se soubéssemos quão importante é o controle do que se diz e pensa, mudaríamos de atitude. Palavras e pensamentos enredam-nos em uma trama cármica de causa e efeito. É premente reconhecermos isso e nos depurarmos como personalidade,
Essa depuração tem por base o conflito, porque as tendências emocionais e mentais divergem muito do caminho superior. Grande é a ajuda espiritual que recebemos do Alto para atravessar essas etapas e suportar o que nos é trazido por meio dos fatos da vida.
            Mas a certa altura, começamos a progredir deixando certas lutas para trás; optamos por entregar-nos a uma guiança interior. Isso assinala uma nova etapa, fase de maior união com nosso ser interior.
Alcançamos esse ponto quando nos voltamos integral e decididamente para a meta interior, permitindo que nossa alma guie nossos passos. A clareza da  nossa definição é suficiente para fazer-nos avançar. Estamos resolvidos: a meta interior espiritual torna-se a nossa prioridade na vida.
Ainda que não saibamos o que isso representa em sua totalidade, já aprendemos que tudo está dentro de nós. Se permanecemos firmes nessa meta, todo o resto é secundário. É o momento de orar, de vigiar e de nos entregar nesse caminho.  É bom lembrar que o mundo circundante se encarrega de nos apresentar as provas em que teremos de confirmar nossa intenção. Oração, cânticos e mantras devem ser usados como apoio a todo esse processo de abertura e de elevação da consciência.
Mas uma ressalva deve ser feita: é a humildade que nos mostra quando de fato podemos deixar de pensar no caminho, quando podemos ficar apenas sintonizados com a meta para que a ascensão vá por si. Esquecer o caminho só é possível depois de a humildade e a entrega estarem bem vivas em nós.
Todo o planeta está em um ritmo de evolução  mais acelerado. São imprevisíveis as transformações  que podem ocorrer em nós, se estivermos permeados pela humildade e pela entrega. Reflitamos sobre isso,  pois quando é chegado o momento a humildade nos  diz: "Como você nada sabe, esqueça o caminho, entregue-se e deixe-se levar"
Enquanto pensarmos que somos muito evoluídos, que alcançamos algum grau elevado, ainda temos muito o que trabalhar. Mas a humildade dissolve o orgulho pelos passos que já demos. Desvela-nos um caminho de silêncio, de anonimato, e então as coisas passam a suceder bem rapidamente.
Trigueirinho.

Pois bem estamos sendo alertados sobre as mudanças que ocorrem no caminho espiritual.
Ninguém pode evitar o caminho espiritual, pois, aliás, só estamos aqui para percorre-lo. Não há outro motivo para estarmos aqui.
Infelizmente a maioria acha que não, acha que veio até este mundo para constituir familia, riqueza e prosperá-lo. Ora, a Terra não precisa da nossa prosperidade, alias somos os “algozes do planeta” na nossa prosperidade.
O dia em que todos tiverem esta consciência, não viveremos contra o planeta mas a favor dele e de nós mesmos, e em comunhão cresceremos igualmente.
Mas poucos percebem que o tempo passa e as mudanças acontecem independente da nossa vontade. Digamos que o relógio cósmico segue seu ritmo e ou acompanhamos ou lutamos contra, obviamente uma luta perdida.
A cada momento que este relógio anuncia mudanças, ou estamos preparados ou despreparados. Preparados acompanhamos, despreparados sofremos.
Como diz o texto, esta avaliação ocorre dentro de nós, mas precisamos estar atentos, preparados para que mudanças internas sejam processadas para identificarmos e acompanharmos as mudanças externas.
A informação, quando compreendida e assimilada, facilita sua aplicação na vida em curso.
“A meta interior espiritual torna-se a nossa prioridade na vida” : compreender o significado desta Lei é compreender o significado da nossa existência.

Temos passado, estamos passando e iremos passar por inúmeras transformações. A maioria não atenta para isto e luta desesperadamente para ser sempre igual. Não ser sempre igual acaba, erroneamente, como sendo uma perda de identidade. Ficamos desesperados quando perdemos o RG, pois nos acostumamos a manter nossa “eterna identidade” como sendo algo inexorável. A Vida inteligente, no entanto, muda continuamente nossa posição, convívio, sexo, pessoas, ambientes, países, quando reencarnamos, exatamente para variarmos os ciclos das experiências evolutivas em diversas circunstancias.
Desta forma, temos de aderir aos padrões de mudanças que a Vida oportunamente nos impõem, e dela extrair o máximo do aprendizado oferecido, sem se importar com esta questão de identidade.
O tempo está muito rápido. Temos de fazer em uma única reencarnação o que, no passado, fazíamos em várias.

A crítica, a rebeldia, o desanimo e o medo são posturas que detonam, pois transformam-se numa revolta aos desígnios que a Vida lhe impôs, com a finalidade essencial de lhe mostrar novas informações, novos caminhos, novas opções, novos aprendizados. Digamos que, superados estes aspectos, entregamos o caminho atual para um novo caminho, desconhecido, amplo, completo, audacioso.

Deixe de se identificar; não existe marca registrada no nosso destino; somos um eterno vir a ser.  
Hilton