Para penetrar mundos espirituais é preciso flexibilidade, desapego
e entrega.
Figueira.
Pois bem, penetrar mundos espirituais é voltar-se para realidades ainda desconhecidas. Voltar-se para novas realidade é sair das ilusões.
O contexto desta transposição exige, com certeza, ampla flexibilidade,
grande desapego e entrega.
A flexibilidade lhe permitirá ser cético com relação ao que os
cinco sentidos (olfato, tato, paladar, audição e visão) lhe indicam.
Normalmente limitamo-nos à percepção destes 5 sentidos. Estas
percepções constituem uma possibilidade muito limitante para a ilimitada capacidade
humana.
O homem provem, nos primórdios da civilização humana, de graus de
liberdade e percepções bem maiores que as temos agora. No começo da civilização material no
planeta, bem antes do homo sapiens, tínhamos graus de liberdade e percepção incríveis se
comparados com os atuais. Estes foram se decompondo pelo seu mau uso ou pelo não uso das capacidades originais.
Nos vários recomeços aqui na Terra, fomos perdendo estas
capacidades originais na medida que o livre arbítrio foi sendo utilizado em sintonia
com a Lei do Egoísmo.
A partir de certa etapa nesses recomeços, estas capacidades
começaram a se limitar para uso em indivíduos carmicamente comprometidos ou indivíduos
em missões especificas para o desenvolvimento da raça humana, tornando-os
brilhantes descobridores das técnicas da sobrevivência, da adaptabilidade e do conforto. Isto acabou por consolidar, na maioria,
o medo primordial da morte.
É conveniente salientar que homens brilhantes, brilharam por suas
capacidades além dos 5 sentidos.
O medo da morte foi necessária na etapa do povoamento da superfície
e da sua preservação. Foi a era do materialismo para consolidar ciclos de
experiencias necessárias.
Esta época passou, mas mantivemos até hoje a mesma estrutura e a mesma
postura da fase em que o materialismo foi imperativo.
Os tempos atuais são
tempos que já deveríamos ter avançado na desmaterialização.
Desmaterializar-se não significa sumir do plano material mas
voltar-se para as coisas sutis, para a espiritualidade, para os mundos
paralelos, para as demais dimensões. Perceber o universo em volta de si.
O desapego faz parte do processo como algo essencial, pois
apegar-se como nos apegamos só retém o que preciso ser liberto, solto. As
novidades, o novo, provém da libertação do passado, do que cumpriu sua tarefa e
deve ser superado. Reter nos atrasa, nos segura em padrões desatualizados que
não servem mais para o homem evolutivo.
A entrega é algo que deve acontecer em ato continuo, constante,
permanente.
Não sabendo entregar não sabemos perder, pois a perda é um
processo natural da renovação na vida universal, e assim acumulamos, e acumulados
no afogamos em modos de vida completamente desatualizados do ritmo planetário.
A Vida é um processo de transformações que ocorrem nas
vidas vividas.
Sendo assim o ser humano precisa mudar sua postura, suas
ideologias, seus conceitos e na prática da entrega, ofertar-se para que novos ritmos,
novas energias e novos conceitos preencham o vazio que vem se formando em sua consciência.
Este vazio na consciência é perigoso, traumático e pode enlouquecer. Por
origem divina temos a absoluta necessidade de renovar.
Atribua para si um novo ritmo, desapegue-se dos seus temores e
renovarás. (mensagem de Sto. Agostinho para este texto).
