terça-feira, 5 de maio de 2015

Temos de aprender a doar exatamente o que estamos sentindo falta.

Pensamento do dia

"Se por egoísmo caístes, por gratidão vos elevareis."
Trigueirinho.

Pois bem, creio que este seja nosso maior motivo de quedas.
O egoísmo tem se manifestado nas boas intenções também, quando por uma confusão entre amar e possuir, acabamos possuindo ao invés de amar.
Amar não retém nada, não exige contrapartida, é espontâneo, liberta, pois a pessoa que ama, simplesmente ama.

Para amar, temos de ser amado. Isto é uma Lei, mas precisamos considerar que o amor do Pai é intenso, eterno e nunca irá cessar, desta forma, todas as suas criaturas são amadas.

No entanto, misturamos este conceito elevado sobre o amor do Pai, entre nós, onde no intenso aprendizado que estamos fazendo ainda praticamos um amor precário demais para ser considerado amor.
Portanto, quando fala-se que para amar alguém este alguém tem de me amar, misturamos coisas que não tem nada a ver, pois não se compara o amor de Deus com o amor de alguém em amplo processo de aprendizado.
Se você ama, simplesmente ama.

No geral, “amamos” através dos sentimentos de posse e da contrapartida. Isto não é amor.
Esta forma de “amar” é egoísta, centralizadora, egocêntrica, onde muitas vezes produz vinganças, produz ações negativas, produz ódio. Claro que isto não é amar.
Quando o indivíduo atenta e começa a desejar evoluir, uma das primeiras coisas que deverá fazer será aprimorar-se no ato de amar, onde terá de vencer os sentimentos de posse, do egoísmo, do ódio, quando é contrariado.
A liberdade no amor é plena, permite que se erre, mas deverá acolher sempre.

O indivíduo que não se sente amado, deve amar intensamente;
O indivíduo que se sente magoado, deve acolher intensamente;
O indivíduo que sente frustrado, deve entregar-se intensamente;  

Quando temos um sentimento negativo em relação a alguém ou a pessoas, devemos suprir estes sentimentos negativos, exercendo intensamente aquilo que queremos receber, doando exatamente o que estamos sentindo falta.
Estes atos voltam a te equilibrar e você verá que para ser feliz você precisa estar bem com você e não com os outros. Pelo contrário, você estando bem com você terá boas possibilidades de suprir o que supostamente acha que falta.
Para se sentir bem, você precisa ser amado, mas este amor só poderá ser do Criador, pois este amor encontra-se num nível que o compreenderá sempre. Não será o caso do amor entre os humanos, mas é algo a ser conquistado.

Enfim o pensamento expressa o sentimento da gratidão, pois este sentimento te coloca acima das intrigas, oposições, negativismo, facilitando a superação de certas situações que consideramos injustas.
Por outro lado, podemos dizer que não existe injustiças, mas em outro momento poderemos abordar o tema.

Gratidão a todos.
Hilton



segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ainda choras o que "perdeu"?

Pensamento do dia, segunda-feira, 4 de maio de 2015

"Por que chorais a perda daquilo que, em realidade, vos prendia?"
Trigueirinho

Pois  bem, temos muita dificuldade em nos desligarmos do passado.
Tudo aquilo que tivemos acesso, sejam objetos materiais, como situações vividas, prendemos de alguma forma para mantê-los sob domínio.
Nos prendemos a pessoas e “prendemos” estas pessoas.
Isto acontece porque ainda vivemos intensamente sob o domínio da Lei do Egoísmo. A posse e o domínio participa intensamente da nossa vida.
Com isto retemos coisas, pessoas e situações que deveriam seguir seu caminho, evoluir, cumprir as condicionantes cármicas, se desobrigarem do que as retém e evoluírem.
Somos responsáveis por inúmeros atrasos do processo evolutivo de muitos, pois imputamos crenças desatualizadas, preconceitos, medos, ignorância e as retemos com medo de “perde-las”, como se fossemos donos de algo.

Pelo simples fato de não buscarmos, de não nos atualizarmos, de nos concentrarmos somente nas necessidades materiais e nas distrações da vida física, prejudicamos pessoas.
Nosso tempo livre tem sido dedicado somente para nos distrairmos.
Viagens, passeios, grande gastronomia, festas, etc., tem sido a tônica de todos no uso do tempo disponível. Sobrou pouco tempo para nos dedicarmos ao aprimoramento do conhecimento e da espiritualidade.
Só que, será o conhecimento e a espiritualidade que iremos levar na sequência das vidas futuras.
As viagens, os passeios, a grande gastronomia, as festas, ficarão e não mais serão utilizadas em nada das sequencias futuras, portanto, temos gasto nosso tempo livre para coisas que se perderão no tempo e no espaço, da qual não mais farei uso.
Poucos aliam viagens e passeios a roteiros que poderiam trazer conhecimento e espiritualidade, pois a diversão tem sido a tônica de tudo e quanto mais consumo melhor.
Vivemos muito pouco tempo. 80 anos, 90 anos é um tempo curto demais para compatibilizarmos as ações cármicas com as “novidades” que Deus disponibiliza a cada um de nós. A maioria se retém nas condicionantes cármicas ou nas distrações e termina a vida com um aprendizado quase nulo.

Outro aspecto fundamental é a regra básica de liberarmos o que somos e o que fomos, o que conquistamos, o que aprendemos, o que possuímos para que a renovação aconteça.
Não falamos aqui em jogar as coisas no lixo, mas libera-las. Libera-las e libertar-las para que a própria vida, de forma inteligente, as substitua pelas coisas novas.
Vejam como pessoas entram e saem de nossa vida. Isto acontece porque certos compromissos estavam pendentes e o destino nos reuniu para que  tivéssemos a oportunidade de sana-los. Pode resolver ou não, dependerá da nossa postura em relação a estes envolvimentos. Na maioria da vezes, estamos despreparados e acabamos por repelir as oportundiades, que terão de se repetir nas vidas futuras.
Da mesma forma, acontece com pessoas que vem à nossa vida para alavancar nosso conhecimento e nossa espiritualidade. Podemos aceita-las ou repeli-las.

Quando estamos conscientes que a vida é inteligente e reúne para cumprir as reais necessidades, aproveitamos estas oportunidades, mas para isso temos de estar dispostos a seguir este processo de renovação autentico, que será de acordo com a demanda interna de cada um.
Simplesmente, temos de aceitar.
Esta aceitação é um estado de fé, portanto precisa ser amplo e irrestrito.

Enfim, quando olharmos a vida como oportunidades, viveremos bem, caso contrário viveremos contínuos processos de repetição...


Hilton

domingo, 3 de maio de 2015

A "escuridão" - prenuncio de mudanças.

Pensamento do dia, domingo, 3 de maio de 2015

"Mesmo que a escuridão se faça em torno, sabei que dentro de vós a luz brilha."
Trigueirinho.

Pois bem, o pensamento retrata algo muito importante que na maioria das vezes não sabemos lidar, a escuridão.
Se ela existe, aparece e se faz presente é para notarmos que além dela existe a Luz.

Muitas vezes nos prendemos sob a escuridão. São momentos em que um processo de mudanças está às portas para acontecer.
A escuridão é um sinal claro de que sua jornada de vida no caminho que vem percorrendo, com as ferramentas, o conhecimento e as hipóteses que tem utilizado, não são mais suficientes para o que será em breve revelado a voce.
No entanto, somos relutantes, temerosos, preguiçosos, pois se está bom, médio ou aceitável, não queremos mudanças. Vamos nos confortando, nos adaptando, pois mudanças e novidades incomodam, atrapalham e exigem esforços.
No entanto, a vida e nosso destino nos conhece, e com ou sem nosso consentimento na vida material, muda as coisas, cria o impacto necessário, a escuridão nos envolve e nos encobre e de repente nos vemos impelidos a reagir, a nos esforçamos para sair destes momentos que nos assustam.
Previamente, tínhamos dado este consentimento, ao reencarnar, pois a lucidez no plano astral é muito maior do que a lucidez do plano material.
Tudo que somos, tudo que nos acontece, tudo que imaginamos, tudo que optamos ou somos induzidos a optar, são obras que Deus criou.
Nossos ciclos de vida são experimentais, portanto, as experiências são essenciais para nosso amadurecimento espiritual. Este amadurecimento nada mais é do que conhecer as obras de Deus, desta forma a Luz se destaca na escuridão, a Coragem nos momentos do medo, a Fé na ausência da credibilidade e da confiança, a Vida na sequência da morte, o Bem na convivência com o mal e assim por diante vamos tendo as oportunidades  de compararmos as polaridades divergentes.

Quando aceitarmos isto com naturalidade, a observação será a única coisa necessária, pois todos o resto será providenciado.
Obviamente isto é uma questão de fé.

Que assim seja.


Hilton