Pois bem, a dor é uma forma de comunicação genial que
independe de outras manifestações. Acontece no corpo físico, no corpo mental,
no corpo astral (pós morte) e no corpo emocional. Sua manifestação tem a finalidade de
preservar os corpos de qualquer desvio que ocorra, das Leis em curso. Um procedimento
que contraria uma das Leis Divinas atuantes, produzirá um tipo de dor. Sem a
dor não evoluiríamos no plano da atual consciência e da 3ª dimensão. Pode se
dizer que é um sentimento imprescindível, com efeitos físicos e emocionais que
salvaguardam a integridade do ser humano. A dor extrapola etapas da vida, ou
seja, pode persistir no plano astral (após morte) para que o individuo mantenha a busca pelo
alinhamento.
O texto a seguir foi extraído do Glossário Esotérico – 9ª edição – página 122 – Editora Irdin. O texto original está grafado em itálico.
Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram
acrescidas ao texto original.
Dor: De modo geral, a dor advém da sensibilidade
aos estímulos do mundo formal e é mais pungente quando o ser está
identificado com os corpos materiais. Ao desidentificar-se desses corpos,
contudo, percebe a dor sem a conotação que possuía, e pode então compreende-la
como parte da matéria e inerente ao carma planetário.
Obs. Aqui cabe esclarecer que o ser humano está sob dois efeitos
cármicos, o individual e o coletivo. O individual ocorre quando a pessoa quebra
procedimentos do destino a ele reservado e o
coletivo quando a comunidade a que pertence quebra o que o destino coletivo
havia reservado.
Por exemplo, diz Chico Xavier que o Brasil poderá ser a Pátria do
Evangelho e o Coração do Mundo. Caso seus cidadãos optem por outro formato que
desagregue esta intenção, irá gerar um carma coletivo por um desvio do destino planetário reservado ao Brasil.
Cada local, cada país, cada comunidade, tem um destino planetário
definido. Um país rico assume responsabilidades pelos países pobres para que estes possam recuperar as fontes da sua evolução. Um pais pobre acaba por atestar
ou não as atividades dos países ricos, conforme critérios da comunidade planetária.
Portanto, um servirá de experiência e teste evolutivo do outro. Neste quesito
a humanidade tem cometido falhas incríveis em todos os tempos. O livre arbítrio
desviou condutas da maioria ao submeterem-se à Lei do Egoísmo.
Atingida esta
clareza, embora seus corpo possam sofrer, a consciência ciente de sua realidade
imortal, permanecerá intocada. Isso traz ao homem novo relacionamento como
acontecimentos antes encarados como adversos, o que é positivo tanto no âmbito
moral como sutil; traz-lhe também maior capacidade de servir, sobretudo nestes
tempos de purificação intensa
Obs. Este aspecto é crucial e uma das grandes falhas no desenvolvimento
da consciência humana, tem sido a negação no continuísmo da vida após a morte. Muitos
continuam sem entender a amplitude de estar vivo para sempre, além de
bloquearem pensamentos que os levaria para outros planos da vida. Criou-se na consciência humana da maioria, uma etapa
temporal que limitou-se às atividades do corpo físico, onde tudo pode no livre
arbítrio.
Bem, como a consciência espiritual permanece intocada, o individuo
que despertou adquire ampla capacidade de servir, de ser útil, além de manter a
chama da esperança acesa, impulsionando-o para uma nova etapa planetária sob a
égide de novas Leis e Princípios.
Adquirida esta
espécie de domínio sobre si mesmo, ele transcende o sentido negativo da dor e
pode receber dela ensinamentos.
Obs. A dor, então, passa a ser um divisor de águas entre o certo e o
errado e o individuo ficará atento para identificar mudanças de
comportamentos e pensamentos. A intuição aflora e novos impulsos são incorporados, alinhando o ser com a sua alma.
Os seres humanos costumam prolongar a dor por estarem apegados ao
mundo externo e por não se entregarem ao movimento da própria essência.
Obs. Temos dentro de nós todas as diretrizes que alinham-se com as
Leis em curso. No momento que desapegamos e nos afastamos das ilusões da
matéria, fortemente protegidas pelo egoísmo, um novo mundo aflora-se no coração
do individuo e este passa a ter novas referencias para suas atitudes. Torna-se
soberano das suas vontades, alinha-se com seu destino evolutivo e supera o que precisa ser superado.
Tudo seria diferente se compreendessem que a dor tem
funções espirituais, morais e físicas e que por meio dela se evita a sua total
submissão às forças da matéria. Ademais, dor
e êxtase são aspectos extremos de uma única realidade; são instrumentos
para a lei criadora desvelar-se a quem, imparcial diante deles, se deixa tocar
por seu infinito amor. Ao unir-se com núcleos de consciência profundos, o
individuo constará que aquele que sofre não é ele, mas a parte do seu ser
resistente à transformação.
Obs. A dor identifica uma barreira no processo da evolução; algo se desajustou, o caminho está errado. No momento em que esta barreira é superada, a dor desaparece seja física,
moral ou espiritual. Costumamos chamar de milagre, o que não deixa de ser, mas de forma mais explicita refere-se ao realinhamento do individuo com suas funções evolutivas.
"Minha dor, foram suas dores. Deixei os ensinamentos para que não sinta mais dores." (mensagem de Jesus para este texto)