sexta-feira, 19 de julho de 2019

Passos Atuais - 82a Parte. Nossas duas partes.


Pois bem, como temos trabalhado com a atividade de cura, tenho observado comentários de diversas pessoas com diversas necessidades.
Uma das coisas que me chamou a atenção é o fato de que algumas destas pessoas entendem que vivem, digamos, bem dentro das “regras”.
Veganas ou vegetarianas, usando remédios naturais, com comportamentos rígidos, mantem um ritmo bem controlado de opções de consumo. Procuram ter uma disciplina saudável e aparentemente controlam os, considerados, sentimentos negativos.
De certa forma expressam grande auto controle nos seus modos, forma de ser e de viver. Pelo menos assim se nota quando as olhamos, conversamos ou as acompanhamos quando estamos juntos.

Tive um sonho onde uma pessoa com estes nobres requisitos se apresentava a mim com dores nas costas, fazendo menção à coluna vertebral.
O sofrimento era grande e estava inconformada pelo fato de que sua vida regrada, com todas as disciplinas físicas, alimentares, de postura corporal não condiziam com o que estava acontecendo.
Ao olha-la sob um ângulo mais profundo a vi da seguinte maneira:
Ela estava vestida com metade da roupa somente: metade de um casaco, metade de uma blusa, metade de uma saia, metade de um óculos, um único calçado. A parte coberta bem protegida e aparentemente saudável e a parte descoberta cheia de feridas, pontos roxos, pele azulada, aparentando sofrimentos e dores em metade do corpo.
Um detalhe é o fato de que o lado esquerdo estava vestido e o direito descoberto.

Ao conversarmos, quando ela virava-se para o lado esquerdo aparentava ser uma pessoa segura, equilibrada, consistente, senhora de si, dominadora e andando com muita firmeza. Ao virar-se para o lado direito, manifestava tudo ao contrário, sensível, muito frágil, insegura, dolorida, carente, balbuciando palavras, num andar capenga e desequilibrado.  

Algo estranho de se ver, mas percebe-se duas pessoas em uma. Não entro no mérito da personalidade, mas da aparência que denota um amplo antagonismo em uma mesma pessoa.
Podemos dizer que temos vivido em condições semelhantes na medida que nossa parte material representa um estado equilibrado e a parte espiritual desequilibrado.
Mas o que somos neste estado?
Acho que não somos nem uma coisa e nem outra. Creio que pulamos de um lado para o outro na medida que as situações aparecem na nossa vida e os detalhes do destino se manifestam nas provas necessárias que surgem de repente.
Perdemos a identidade pois temos nos identificado com estes dois aspectos a todo momento, mesmo estes sendo completamente contraditórios.
Isto é desequilíbrio.
Isto nos tira do sério, nos desarmoniza, nos confunde, nos faz uma pessoa  que vai do “feliz” para o “infeliz” em segundos.

Voltando para os comentários da pessoa “equilibrada”, descrita acima, percebe-se que regras, controles, disciplina, ou seja, viver literalmente dentro de regras sadias e da boa educação não, necessariamente, nos faz uma pessoa completa, harmoniosa e única (não divisível como no descrito no sonho).
É preciso viver na matéria com as regras do espirito.
O espirito é o centro, o foco, o comando, pois nele se dá o continuísmo da vida infinita. A matéria, variável em cada reencarnação, ao seguir as regras da vida espiritual se purifica também.

Temos tentado viver exatamente o contrário, a matéria procurando dominar o espirito. Isto é impossível.
Como um corpo material que morre, que some, desaparece no final de cada encarnação tenta dominar o corpo espiritual que ficará eternamente, que é o “ser verdadeiro” que somos?

É importante chegarmos a esta conclusão.
É importante vivermos esta conclusão e adotar as regras básicas das Leis Divinas. Isto irá curar a metade direita que hoje está doente, carente, dolorida e sofrendo.
Esta condição não se distingue em homens ou mulheres, crianças ou adultos, encarnado ou desencarnados. De forma geral a raça humana vem vivendo com duas metades desarmonizadas, uma contraria à outra. Isto não é normal.

Os trabalhos de cura tem como premissa básica, atenuar estes estados de sofrimento diante dos conflitos de duas meias partes em conflito.
O trabalho de cura visa atos de transformação. Considera que a pessoa em processo de cura precisa mudar sua forma de ser, de agir, de pensar, de manifestar-se. Ela precisa espiritualizar-se. Ela precisa dar o devido valor a sua outra parte, esquecida.
Quando isto ocorre as energias de cura alinham-se com os anseios da alma e um processo de transformação entra em ato. As duas partes são atendidas. A material começa a purificar-se a espiritual começa a manifestar-se em igualdade de condições.
Não necessariamente irá “salvar” a vida de alguém, pois não conhecemos o que o destino reserva para aquela pessoa, mas com certeza se seu destino é a desencarnação isto ocorrerá com outro significado, outra performance da vida física na Terra.
Não necessariamente eliminará todas as dores, mas elas serão suportáveis, pois as duas partes irão colaborar entre si.
Não necessariamente atingirá todos os objetivos pretendidos, mas com certeza muitos virão.

É fundamental percebermos a necessidade do alinhamento das nossas duas partes. Uma ajudará a outra. Uma se tornará o complemento essencial da outra e ambas formarão o “arquétipo” do homem, segundo a Ideia de Deus.

Obs: os sonhos são estranhos, mas cumprem sua parte. Gratidão.


Hilton

terça-feira, 16 de julho de 2019

Passos Atuais - 81a Parte. Pare para pensar!


A oferta do ser aos níveis superiores de consciência é aceita mesmo que de início seja limitada às condições impostas pelo ego, pois é esse o meio de, gradativamente, a vibração superior ir permeando os trajes e a consciência  material do indivíduo. É como se ele fosse atraído, pouco a pouco, para dentro da rede da total rendição. Uma vez seguro nessa rede sublime, sua entrega não poderá ser condicional, mas haverá de ser perfeita, assim como perfeita é a obra do Espírito.
Figueira.

Pois bem, a oferta é a base que nos leva para estágios superiores da evolução. Consequentemente ao trilhar o caminho evolutivo, a disposição ao Trabalho, ao Serviço (no ato servir) estaremos nos ofertando.
Adaptados a estas novas circunstancias nada do que fazemos nos incomoda, nos desalenta, nos inibe a fazer.
Graus de prioridades começam a mudar e muitas coisas que o individuo não abria mão, não cedia, diminuem sua resistência. Em decorrência desta nova postura as atividades de serviços passam a ocupar lugares de destaque.
E isto ocorre naturalmente quando há vontade no coração e esta vontade torna-se um desejo de expressá-la.
Vê-se neste contexto que muitas coisas consideradas imprescindíveis na vida e no cotidiano, passam a não fazer mais sentido, e uma delas será a “falta de tempo”.

O tempo se estende, dilata-se, torna-se mais longo?
Na realidade, quando a calma se instala, a ansiedade diminui e as prioridades passam a ser para atos mais elevados, como mágica, o tempo se adapta (se alonga) para as novas circunstancias.
O cérebro irá mensurá-lo sob novas regras e condições.
Com esta nova condição instalada os desgastes diminuem, os batimentos cardíacos seguem novo ritmo, o cérebro se ajusta para suas reais finalidades e o individuo torna-se sereno e tranquilo.
Muitas coisas que o afetavam, o tiravam do sério, do eixo, ter explosões de fúria, deixava-o confuso e com medo, cessam.
Evoluir é servir. Quando vivemos o oposto contrariamos regras inquebrantáveis das Leis em questão.
Vejam que uma simples mudança de postura, de atitudes, de ser e de pensar, reequilibra o conjunto.
O tempo é proporcional à serenidade ou a ansiedade.

Temos vivido às avessas. Queremos ser, queremos ter e queremos poder. Queremos, queremos e na maioria das vezes não merecemos, portanto uma luta inglória é travada. É inglória, pois pequenas batalhas podem ser vencidas pelo ego, mas sempre serão passageiras, finitas e desastrosas.
Queremos ser algo que pode estar contrariando o destino traçado. Isto por si só o torna inalcançável. Assim a maioria vive, tentando administrar suas frustrações.
Quando se oferta, tudo se ajusta ao destino traçado, tornando as conquistas reais.

Os tempos atuais são tempos de mudanças radicais, inovadoras (nunca vividas), envolvendo o corpo, a mente, a alma e o meio ambiente, ou seja, estamos vivendo algo inusitado.
Desadaptados para estas circunstancias, desatrelados da linha evolutiva (o ato de servir), concentrados somente no corpo e na mente, estamos vivendo uma escala progressiva do caos.
Estamos completamente fora do meio em que a Terra ingressou no seu caminhar pelo Universo. Somos peixes com água até a metade do corpo, lutando desesperadamente para tentar sobreviver. Isto é caótico.

É precioso rever esta postura se temos alguma intenção de passar pelas novas fases da transição planetária com um mínimo de equilíbrio, bom senso e adaptabilidade a mudanças tão profundas.
Esta chance ocorre quando entramos nas regras da evolução espiritual.

Pare para pensar!


Hilton