quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Passos Atuais - 120a Parte.............Um alerta!


Certa vez, reunido, um grupo ouviu a gravação de uma determinada música. Aqueles sons deram um grande impulso aos que ali se encontravam. Tocados pela energia, todos reconheceram que era o estado interior que os fazia perceber aquele impulso por intermédio da música, e por ele deixaram-se levar ainda mais longe.
Ao final do encontro, um dos presentes quis pedir uma cópia daquela gravação, para novamente poder escutá-la. Então, a sábia voz interna perguntou-lhe:

Podereis pedir que um parto se repita apenas porque o achastes belo? Ainda não aprendestes que não há dois momentos iguais? Se puderdes integralmente viver o que vos é dado a cada momento, conhecereis as maravilhas de estar vivo e plenamente servir.
Figueira

Pois bem, podemos considerar que indivíduos com certa vocação ao Serviço  manifestam-se da mesma forma, não agem sob o impulso quando estes se manifestam.
Pensam, repensam, analisam, avaliam, esperam ter tempo, selecionam épocas, datas, oportunidades, para depois, em outro momento, decidirem-se por fazer.
O impulso já foi, a vibração dissipou-se, a intenção afrouxou e a preguiça tomou conta.
No geral tem sido desta forma que temos conduzido nossa vida em geral, com ênfase na evolutiva.

Temos muita dificuldade em nos identificarmos.
Somos católicos? Quem sabe, não praticante.
Somos espiritas? Quem sabe, não praticante.
Somos muçulmanos? Quem sabe, não praticante.
Somos espiritualistas? Quem sabe, não praticante.
Somos budistas? Quem sabe, não praticante.

Ou quando nos expressamos numa religião, somo ritualistas mecânicos, onde a rotina e os procedimentos seguem regras mecânicas e costumeiras, onde a devoção e a entrega são eminentemente superficiais.
Esta falta de expressão verdadeira nos robotiza e nos faz adotar parâmetros desatualizados, padronizados para uma época remota e muito aquém do momento atual.
Este processo meramente analítico, prático sob certo ponto de vista vulgar, nada muda, faz com que nada aconteça, faz com que continuemos nos decepcionando e perdendo as esperanças, pois temos vivido sob intenso processo dominado por um comodismo gigantesco.
Abrimos as brechas e as forças involutivas apoderam-se das circunstancias, mantendo-nos na rotina arcaica, desatualizada e totalmente descompassada do atual ritmo planetário e universal.
Com isto vivemos do passado, das incertezas e inseguranças que foram as características do processo de aprendizado “lá de traz”.

Qual seria a dinâmica presente?

O que faz um astronauta?
O que faz um mergulhador submarino?
O que faz um explorador de cavernas secas e submersas?
Aventuram-se ao desconhecido. Partem em busca do que não conhecem, saem à procura do novo, da novidade, vivem intensamente sem saber aonde pisam, aonde nadam, aonde aquilo os levará.
São pessoas determinadas e convictas da sua fé, mesmo que os recursos sejam frágeis, insuficientes, incompletos, aventuram-se rumo ao desconhecido pois a sede do saber e do descobrir as leva para novos horizontes, novos patamares, novos tempos.  

É preciso ter esta dinâmica de vida, é preciso partir para novos horizontes, novas fronteiras, mesmo que nos sintamos incapazes, com dúvidas, com temor do desconhecido, do que virá.
Viver a vidinha de sempre, com as mesmas rotinas, ser um religioso não praticante, ser um ritualista “mecânico”, fazer o que todos fazem, não expressar-se por medo, por vergonha, não aventurar-se, limitar-se a seguir regras e roteiros descompassados, é, em certa escala, um suicídio ao ambiente totalmente inusitado que estamos vivendo e que está se  acentuando dia a dia na transição planetária em curso.

Não temos que flutuar no espaço, não temos que mergulhar nas profundezas oceânicas, não temos de entrar em cavernas escuras, mas da mesma forma temos de vencer os medos.
O medo nos aprisiona, nos torna apáticos, submissos, omissos e indiferentes.
O medo nos traz as crises e com medo não as vencemos.
De nada adianta ser um super praticante de milhões de orações se não temos a dinâmica da introspecção interna, de aventurar-se no mundo interno.
Estes são novos tempos. Nos aproximamos de fatos inusitados, de situações que nunca foram vividas pela maioria dos seres humanos em todas as reencarnações ocorridas na Terra. Não temos memória do ego (nem akashico) a este respeito, portanto será a grande aventura da qual já entramos mas não sabemos aonde iremos sair.   

Analise, reflita, veja o que você está fazendo com a sua vida.  
Use da sua absoluta sinceridade para se dar conta de que faz o suficiente para si próprio e para o meio em que vive.
Use sua criatividade, sai do lugar comum, aprofunda-se na sua caverna interior, nas suas profundezas oceânicas, no seu espaço sideral.
São tempos de ação, oração, entrega e fé.
Hilton

Não deixe que este texto seja mais um a ser “guardado” .
Use-o.
Podereis pedir que um parto se repita apenas porque o achastes belo? Ainda não aprendestes que não há dois momentos iguais? Se puderdes integralmente viver o que vos é dado a cada momento, conhecereis as maravilhas de estar vivo e plenamente servir.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Passos Atuais - 119a Parte. Estes momentos da transição.


Quando o indivíduo se doa à purificação, os obstáculos podem ser mais facilmente dissolvidos. O que nos tempos anteriores o acompanhava insistentemente (vaidade, ciúme, autoafirmação) pode desaparecer por ação de uma Graça. As coligações internas, com energias e consciências superiores, coligações essas que todos têm, fazem-se especialmente presentes nestes tempos, trazem percepção dessas ajudas e um profundo sentido de gratidão, de reverência e, também, de responsabilidade. Perceber isso é como observar a queda de um véu, é como se a entrega se completasse.
O ser, pode, então, doar-se livremente.
Figueira.

Pois bem, estamos em novos tempos.
Estamos numa etapa da transição em que esforços para o alinhamento, para o equilíbrio, para o contato estão mais simples, mais dinâmicos e mais fáceis de acontecerem.
Na medida que o final do ciclo terrestre vai caminhando, mais energias libertadoras manifestam-se. Tais energias manifestam-se e circulam face ao processo evolutivo da Terra, não especificamente da raça humana. São processos evolutivos distintos e com dinâmicas diferentes, mas o ser humano pode aproveitar estes momentos incríveis e alavancar a própria evolução.
Os seres humanos seguem ritmos, padrões e dinâmicas distintas do planeta, mas pode envolver-se na dinâmica da Terra se assim o desejar.
Percebam que nem todos os humanos tem esta disposição e vontade. Muitos preferem ser compelidos por forças e pressões individuais, onde o carma exerce um papel significativo nesta dinâmica, através da dor. Estes podem deixar passar as forças que estão alavancando o planeta e esperarem outro momento para continuarem sua linha evolutiva.
A maioria vem se mantendo inerte, exercendo uma neutralidade da qual podemos classificar de inconveniente, pois cada ciclo planetário é extremamente longo considerando nosso ritmo de vida atual.
No entanto, os que resolveram seguir o ritmo planetário, estão tendo nestes momentos finais do ciclo, oportunidades incríveis que só voltam a acontecer com intervalos de milênios.
Tudo está acelerado e acelerando. O ritmo está intenso, as mudanças internas tem sido profundas e as mudanças externas devem amontoar-se e eclodir em vários intervalos que serão explosivos nos próximos momentos que iremos viver no plano físico.
Nada está em desacordo com o que foi já profetizado inúmeras vezes.
Percebe-se que a maioria das pessoas não pensa e não quer pensar no assunto. Distraem-se como podem, acompanham as incômodas mudanças na Natureza sem atentar para o que realmente está ocorrendo.
A Terra vai mudar e isto está muito além das interferências humanas. Tais interferências (poluição, desmatamento, radioatividade, entre tantos outros descompassos) tornará mais intenso o que já estava previsto para acontecer. O planeta sairá da sua condição cármica para se tornar evolutivo, devendo assim, abrigar estruturas de vida compatíveis com sua nova linha de evolução.

A postura atual daqueles que percebem tais sintomas e se identificaram com as mudanças em curso, devem coligar-se, devem atrair energias e consciências superiores que as farão terem melhor percepção de tudo que está ocorrendo, para saberem se posicionar nestes tempos finais.
A gratidão, reverencia, responsabilidade, como cita o texto são posturas essenciais para que a calma e a tranquilidade manifeste-se em tempos tão conflituosos.
A paz precisa ser o foco da nossa busca e esta só acontecerá quando realmente nos posicionarmos corretamente para os tempos em questão.
Hilton