Quanto mais brilhante a luz interna de alguém, maior o seu
potencial para inspirar os outros nas tarefas universais para estes tempos.
Figueira.
Pois bem, os tempos mostram que as adversidades tornam-se oportunidades.
Talvez seja difícil pensarmos desta forma pois somos imediatistas
e limitados a umas poucas percepções, sensações e horizontes voltados quase que
exclusivamente à vida material e a vida atual deste corpo físico.
Abrindo horizontes mais longos e com boa imaginação poderemos começar
a perceber a gama de oportunidades dos tempos atuais.
Sabemos que esta etapa da transição é uma fase em que decisões,
cada um terá de tomar.
Sabemos que são decisões incomuns. Algumas já tomadas num passado distante
por poucos, mas é um fato de que decisões desta natureza incomum, tudo ao redor
voltava-se contra a decisão a tomar.
Como se repetiu, em textos anteriores, o medo nos aprisiona e a
dificuldade em fazer algo fora do comum acentua a insegurança.
Voltar-se para o eu interno, para a fé, é algo irrefutável e será
daqui para frente o único apoio que teremos.
Os apoios no plano material estão se desmanchando, os parâmetros
que tomávamos como referencia mostram-se ineficazes, o conhecimento adquirido mostram-se
insuficientes, as atitudes conhecidas para resolver e sanear questões
importantes tem sido duvidosas, portanto é o imponderável que pode manter a
vida ou originar a morte.
O câncer, a pandemia, são doenças que originam-se e proliferam-se
num único “veículo” – o carma coletivo produzido pela degradação humana.
Lembro-me a alguns anos atrás, comentários de Trigueirinho sobre os
vírus da SARS e o Ebola, que dizia: o
carma coletivo, incrivelmente, vem confrontando as Leis de Deus em curso no
planeta. Esta condição dá origem ao “veículo que pode dar vida” a vírus muito
resistentes e violentos. Este “veículo” que o faz proliferar-se provem da consciência
humana coletiva, na degradação.
Nos afastamos muito da nossa origem, das nossas virtudes e do
potencial espiritual que temos para a sequência evolutiva necessária.
Hoje poucos se atentam ao seu lado espiritual e quando o fazem
voltam-se para atender somente interesses materiais.
O carma coletivo gerado pela consciência coletiva é o que faz este
vírus, assim como outras doenças como o câncer, por exemplo, ter o “veículo”
necessário para viver e proliferar. Portanto, um esforço hercúleo deveria ser
feito por parte da humanidade para que este “veículo” originador e condutor
pudesse ser interrompido para que vírus e outros males que adoecem o corpo, cessassem
seu meio de proliferação.
É claro que o carma individual pode aceitar ou rejeitar a hipótese
do corpo adoecer, pois estas são decisões internas de cada um, mas numa
proliferação viral, por exemplo, podemos contrair e gerar carma positivo.
Quanto maior o estado de sofrimento da população terrena, causadas
pela degradação e desigualdade, mais poderoso e mais fértil será este “veículo”
como meio adequado para a evolução de formas de vida que nos necessitam como
hospedeiro.
O que temos feito até o presente, na esdrúxula tentativa de conter
estes processos, continua dentro do campo das ilusões e dos medos, gerando mais
caos, mais desarmonia, que irá trazer consequências nefastas para um futuro
muito próximo, em que, da economia à ciência,
tudo estará comprometido. É um deleite para as forças involutivas que convocam
com abundancia os formadores de opinião do caos. Estes vem se proliferando na
mesma proporção do vírus.
Não há o que se fazer coletivamente, mas individualmente pode se
fazer muito.
Temos de brilhar interiormente, exaltar a luz que provem da alma e
ilumina o coração, temos de ser confiantes, temos de crer e ter fé, temos de
orar, orar e orar.
A imaginação tem de ser positiva, temos de diminuir as ilusões e
solidificar as esperanças no milagre.
Temos de acreditar nestas ajudas internas e externas à Terra;
confiar, pois em todos os momentos de caos que a humanidade já passou, milagres
aconteceram e a vida se restabeleceu.
Creio que desta vez a vida será restabelecida em outras bases,
outras Leis, outras intenções dada a condição de transição planetária em que
encerra-se o período da Terra como planeta de expiação.
Não apoiar-se em falsas esperanças e ilusões de que algo está sob
controle da raça humana, pois nada está e nunca esteve.
Vivemos um momento impar em todos os sentidos, inclusive para os
sentidos espirituais que podem libertar-se e manifestarem-se, saírem de um
longo período de hibernação pela absoluta falta de estímulos.
Creio ser esta a intenção do Criador, pois sabemos que evoluir é aprofundar-se
em conhecimentos universais e eternos.
É preciso acreditar que tudo tem uma origem divina, uma motivação
primordial, um alcance eterno, um saneamento essencial para que o novo e o
inusitado apareçam.
Estamos numa fase difícil, talvez ainda não seja a pior, mas com
certeza teve um alcance destacado. Talvez esta seja uma preparação para
aprendermos que do caos nascem as oportunidades e é preciso grande e insistente
disposição para enxerga-las.
Nosso trabalho é importantíssimo. Temos de nos estimular com estes
aspectos positivos para estimularmos os que tem sensibilidade para o lado
positivo de uma crise.
A esperança e a mudança só ocorrem quando algo muda dentro de mim,
senão estas não se manifestam.
A oportunidade nos é dada e geralmente vem do caos, mas o impulso inicial
é nosso.
O tempo é importante nesta fase da transição, pois de nada adiante
arrefecermos ou nos entregarmos ao caos o que de mais valioso temos, a vida.
Algo tem de mudar e isto só será percebido quando buscarmos
oportunidades, não mais no meio físico.
Pense, mude, transforme-se, renasça, Eu estarei ao vosso lado.
Mostrei-lhe que a ressureição existe, pois extraia dela as forças que
necessita. (mensagem de Jesus)

