sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Passos Atuais 220a Parte. O essencial: a união da mente com o espirito.

 A atenção serena dirigida ao centro do ser supera distancias, remove dificuldades e traz a atitude correta para cada momento.

Figueira.

 Pois bem, vejam que é uma questão de foco, de concentração e equilíbrio para lidar com dificuldades.

 Somos muito distraídos e permitimos que nos distraiam  a toda hora. A velocidade dos tempos atuais tem a ver com a transição planetária, mas tem muito a ver com as distrações das quais somos diariamente bombardeados.

A internet, a mídia em geral, tem como objetivo nos manter eternamente ocupados e focados no consumo. Claro, é um trabalho intenso das forças involutivas, mas assim ocorre por sermos fracos, descrentes e iludidos.

 O individuo que busca serenidade, harmonia e equilíbrio, precisa reservar algumas horas do seu dia para si próprio, para suas reflexões, para pensar em algo que chamou sua atenção, sem buscar a internet para resolver, o que muitas vezes com um pouquinho de discernimento e equilíbrio, resolveríamos facilmente. Por incrível que pareça, a humanidade sobreviveu sem ela por milênios.

 Estas atitudes focadas na busca incessante por soluções nos meios de comunicação, tem tirado a oportunidade do desenvolvimento pensante, dedutivo e intuitivo, em especial.

Sabemos que, como a personalidade, as mídias buscam soluções ou informações no que é passado, muitas vezes no que é ultrapassado, além de confundir com respostas esdrúxulas e desviadas  completamente da realidade, dos tempos atuais  e dos argumentos necessários.

 Esta enorme dependência, tem suas consequências e uma delas é perdermos a autonomia de pensar e fazer. É uma posição muito ruim e concentradora, somente nos meios externos da vida deixando de buscar os meios internos.

A pandemia mostrou com clareza esta realidade, onde fomos massivamente informados por uma mídia avassaladora, que mudava de opinião, de pressão e de diretrizes a cada dia, a cada semana, mantendo uma confusão sem igual. Isto teve sérias consequências, pois pior que o vírus, foram os estímulos para que os medos aflorassem e incentivados, como se a existência humana fosse, essencialmente circunscrita, ao plano da matéria.

A fé foi abalada, e muitos desequilíbrios acentuaram o meio e o veiculo essencial por onde circulam nossas doenças e fraquezas, o medo.  

Com a exposição aos medos, as emoções desequilibram-se e afloram, estimuladas por esta confusa e perversa desinformação. O indivíduo perde o equilíbrio e fica à mercê de um ambiente agressivo.

 Uma atitude serena requer muita concentração em si próprio, com exercícios de auto concentração, de calma, confiança e fé.

Não desprezará as orientações, mas precisa se sentir seguro e ciente de que está sob a vigilância e proteção de Deus. Caso tenha de se envolver carmicamente, precisará manter a confiança e a força da fé, numa atitude de superação.

Uma mente equilibrada dobra as possibilidades de soluções para o problema que enfrenta, ao passo que desequilibrada e emocionalmente afetada, diminui as possibilidades por não aceitar as “ajudas” disponíveis. No livre arbítrio dependemos essencialmente do consentimento. Este aspecto é crucial para todo o processo da vida material.

Vejam, é uma postura que leva em conta a origem divina da qual procedemos unindo a matéria com o espirito. Nada se resolve e nada muda se este conjunto corpo-espirito não se reequilibre.

 A atitude correta para cada momento será intuída no individuo equilibrado e sereno. Nesta postura ele redescobrirá que possui inúmeros argumentos, se estimulados trará grande autonomia para que possa conduzir a própria vida sem a enorme dependência de ir buscar no passado e no ultrapassado.

 Ao entrar no caminho do céu, sereis alvo de luzes inspiradoras. Este caminho está dentro de ti. (mensagem de São Tomas de Aquino para este texto.


 

 








terça-feira, 20 de outubro de 2020

Passos Atuais 219a Parte. Vencer a si mesmo.

 Quando alguém se volta para a luz, é ajudado a vencer a si mesmo.

Figueira.


Pois bem, vencer a si mesmo parece ser um novo contexto, mas na realidade não é, pois dentro de mim é aonde ficam as maiores resistências.

Somos céticos e reticentes em aceitar algo novo por medo. Tudo que nos tira da zona de conforto, exige esforços, procedimentos, busca para aprender o novo e entender as novidades, a princípio recusamos.

É uma resistência histórica, primordial, do início dos tempos e já foi contada por inúmeros livros sagrados.

Sendo assim, raramente toma-se a inciativa por vontade própria. A vida encontrou uma maneira, em certo aspecto saudável, e utiliza-se de um mecanismo que não temos como anular a não ser dando passos para descobrir o que acontece, a dor.

Sem a dor não sairíamos do lugar. Seríamos eternamente manipulados por forças involutivas que criam barreiras para que o novo não aconteça. Manter sentimentos negativos é uma forma apropriada de alimentarem-se do negativismo que emanamos, consequência da preguiça de mudar.

É certo, também, que somos indivíduos com ampla capacidade de suportar. Isto foi concebido por estarmos num planeta de provações, mas aproveita-se desta elasticidade para sermos mantidos com a dor, e se for o caso estende-la ao limite do suportável. Assim passamos a ser fontes geradoras destes sentimentos negativos que por consequência nos mantem desequilibrados.

Acostuma-se a estes sentimentos de provações e assim passa-se a achar que é normal, que a vida é assim, que o sofrimento é um ato de Deus, quando na realidade é um impulso para sairmos de um estado que não nos atende mais por ser retrogrado e involutivo.

O individuo não pode se acostumar com a dor. Esta não tem limites e poderá ir se acentuando indefinidamente. Falamos aqui de vidas e não de ocasiões somente. Uma dor não resolvida passa para a vida seguinte e assim sucessivamente.

A dor não se resolve com remédios, sejam quais forem, se resolve com o equilíbrio do corpo, da mente e do espirito, por isso dela ser continua e constante ao longo das vidas sucessivas. Um corpo equilibrado, uma mente equilibrada e um espírito que evolui, não sofre, não pelo fato de não sentir dor, e sim pelo fato de compreender a importância da dor. A dor irá estimula-lo, pois  ele ainda não tem clara percepção do que é evolução, portanto é um instrumento precioso que mensura o sucesso e o insucesso no caminho.

Quando vencemos a dor, vencemos a si mesmo.

Vencer uma dor é uma batalha ganha de uma guerra longa e necessária, enquanto na 3ª dimensão. Após esta fase, ou em outra dimensão, a dor deixa de existir e outros mecanismos começam a agir para que o impulso evolutivo continue.

Na dor se agradece. Na dor se expressa os mais elevados sentimentos e assim ela se torna suportável ou se anula.

Mudanças externas não ocorrem sem mudanças internas. É comum as pessoas trocarem de ambiente, de companhia, de roupa, de país, de situações e achar que assim resolverão sua dores. Simplesmente troca-se uma coisa pela outra, mas se no mesmo nível da anterior, no máximo muda-se o nome e ela persistirá, quem sabe com mais intensidade.

A dor é um problema interno, é um problema evolutivo, é um problema de ajustes de critérios, conceitos, concepções, filosofias, que por motivos evolutivos desequilibraram-se. Portanto reequilibrar-se é necessário, ou em outra palavras evoluir é preciso.

Nem sempre se faz rapidamente, mas ao dar o 1º passo o mundo ao seu redor recebe o impulso para mudar. Se não mudar não irá perceber as mudanças, portanto mudar internamente é vencer a si mesmo, é um ato de fé.

 Todos tem as mesmas oportunidades, mas em graus diferentes por sermos diferentes uns dos outros. Um dos primeiros passos para vencer a si mesmo é a persistência, a convicção, vencer o desanimo, o cansaço, a incompreensão, o abandono, efetivamente é um ato de fé (crer no impossível). É abrir-se a fios de esperança que irão tornar-se cordas, que se tornarão pontes e depois avenidas para um percurso sereno, tranquilo e apreciador.

 A oferta do Céu é imensa, abundante, caprichada, mas um mínimo de respostas teremos de dar para que o impulso seja absorvido e a transformações comecem a acontecer.

Lamentar-se, menosprezar-se, culpar-se é retrógado, não muda nada e não estimula a estrutura de mudanças, portanto é preciso reposicionar-se com relação a vários sentimentos negativos.

 O céu se abre, as ajudas acontecem, os estímulos vem desde que a Luz passe a fazer parte da vida.

Abnegados Seres Divinos aqui estiveram, estimulando-os a aprimorarem vossa fé. Assim fazeis e assim vencereis. (mensagem de Sta. Terezinha do Menino Jesus para este texto)


 






 

domingo, 18 de outubro de 2020

Passos Atuais 218a Parte. A ajuda, não se preocupe, cairá do Céu.

 

Serás tentado em teus pontos fracos, e nessas provas, terás a oportunidade de te fortaleceres.

Figueira.

 Pois bem, é fácil percebemos que se uma coisa dá errada, outras situações começam a despencar. De repente estamos envolvidos numa sucessão de situações incertas e conflituosas.

Esta situação ocorre pelo fato de que o que fazemos na vida tem de ser marcante. Estamos numa fase do desenvolvimento físico espiritual em que as impressões precisam ser fortes.

Isto, se por um lado ajuda a prestarmos atenção ao que vem ocorrendo, por outro lado identifica que precisamos de situações fortes, impactantes, grosseiras, para dar a devida atenção, para atentar e darmos valor.

Esta falta de sutileza, de sensibilidade ocorre para mensurarmos em que fase nos encontramos. Quanto maiores os acontecimentos desagradáveis maior é a desatenção, quanto menores, mais atentos nos encontramos.

Identificado, o próximo passo é aprimorar este processo usando de mais atenção, de mais percepção, de mais concentração em tudo que se faz.

A observação de si mesmo e do que acontece ao redor, com o maior nível de detalhes, é a chave para o aumento da sensibilidade e da previsibilidade.

Sim, mediante observação detalhada chegaremos a perceber e quem sabe antecipar possíveis situações de que algo bom ou ruim  possa acontecer. Não significa que iremos mudar o que vem, pois o destino foi traçado, mas podemos nos preparar e acabar com a enxurrada de surpresas que manifesta-se diariamente.

 Parece que somos sempre surpreendidos. Isto ocorre pela desatenção dos fatos e dos acontecimentos que nos envolvem. Na seara de Deus a previsibilidade e os avisos ocorrem, com certos detalhes e em vários momentos, por antecipação. O que torna a vida surpreendente é a falta de atenção comigo, com os outros e com o mundo em geral. Aprendemos a viver com o nariz pra baixo e os olhos para os pés. A falta de uma observação abrangente, detalhada tem nos privado dos inúmeros avisos do Céu.

Quando somos surpreendidos, manifestou-se um ato involutivo. É uma ação decorrente da falta de preparação, da  falta de empenho na observação dos detalhes da vida em curso.

A vida contém o panorama das transformações futuras, mostra o nível da sua abrangência e identifica o que virá.  Quando percebermos parte destes aspectos poderemos nos preparar e assim disponibilizar os recursos disponíveis. Sim, disponíveis pois Deus não faz surpresas. Ele nos mostra com detalhes e antecipadamente prováveis situações. 

No geral desviamos a atenção com medo de compreende-la e ter de quebrar a monotonia, que, sendo boa ou ruim, nos acostumamos.

O ser humano é incrivelmente comodista e só age em cima do conhecido. Tem medo do desconhecido e não aceita o conceito da evolução continua e constante da vida material e espiritual. Vive mal, contenta-se com seu lado material e despreza sua contraparte espiritual por necessitar de esforços para compreende-la.

Tem medo da morte, mas nada faz para compreender o efeito da transição que dela decorre.

Mantem-se vivo com o mínimo que lhe é oferecido e acha-se suficientemente capaz de conduzir-se.

Contenta-se com escassos conhecimentos, por não perceber a abundancia da vida espiritual e a sua ilimitada fonte de recursos.

Inspira-se na seu próprio isolamento, apesar de viver num universo que se manifesta constantemente.

Limita-se, no máximo, ao que é conhecido e não faz a mínima ideia porque encontra-se neste contexto universal.

Primeiro invade, toma o que não é seu, para depois avaliar se será ou não aceito e faz isto no planeta e fora dele.

Deseduca o que já vem formado na sua prole e não percebe que atrapalha a própria evolução da sua espécie.

Mantem-se alheio aos movimentos estelares e usa do conceito da sorte para admitir sua existência e destino.

Vive, irresponsavelmente, destruindo o meio ambiente que o sustenta e não quer perceber seu processo de autodestruição.

 Estamos numa transição planetária, o planeta está totalmente envolvido numa operação que trará mudanças radicais em seu contexto superficial, e como somos seres de sua superfície, seremos totalmente envolvidos. Para encararmos tais ajuste há necessidade de intensa preparação. Esta preparação envolverá diversos tipos e diversos níveis de ajuda, pois trata-se de algo novo e de proporções inimagináveis pelo fato de que todos os cantos do planeta estão em vias de colapsar. Consequentemente aberturas para novos conceitos e paradigmas são necessários. Observando percebe-se que as velhas ações não resolvem mais, não mudam o que de fato está acontecendo além de mostrar que os parâmetros conhecidos não funcionam. Há, portanto, a necessidade de descobrir e aprofundar informações das quais temos desprezado por muitos anos, por medo, preconceitos, preguiça. O momento exige uma mudança radical de postura sobre o ato de viver.

 Não devo manter o que sempre fiz  e devo aprender o que nunca fiz. Desta decisão poderá surgir ideias e conceitos que, até então, não admitiríamos, mas a observação nos levará a perceber a grandeza das mudanças em curso e prever com certa exatidão as que estão por vir.

 Como cita o pensamento, a identificação dos pontos fracos, dos medos, dos bloqueios ocorre para serem superados. É a vida  mostrando com detalhes, o que precisa ser mudado, o que precisa ser fortalecido.

Perceba, admita e empenhe-se. Nada mudará sem a sua decisão e o seu empenho. A ajuda, não se preocupe, cairá do Céu.