terça-feira, 20 de outubro de 2020

Passos Atuais 219a Parte. Vencer a si mesmo.

 Quando alguém se volta para a luz, é ajudado a vencer a si mesmo.

Figueira.


Pois bem, vencer a si mesmo parece ser um novo contexto, mas na realidade não é, pois dentro de mim é aonde ficam as maiores resistências.

Somos céticos e reticentes em aceitar algo novo por medo. Tudo que nos tira da zona de conforto, exige esforços, procedimentos, busca para aprender o novo e entender as novidades, a princípio recusamos.

É uma resistência histórica, primordial, do início dos tempos e já foi contada por inúmeros livros sagrados.

Sendo assim, raramente toma-se a inciativa por vontade própria. A vida encontrou uma maneira, em certo aspecto saudável, e utiliza-se de um mecanismo que não temos como anular a não ser dando passos para descobrir o que acontece, a dor.

Sem a dor não sairíamos do lugar. Seríamos eternamente manipulados por forças involutivas que criam barreiras para que o novo não aconteça. Manter sentimentos negativos é uma forma apropriada de alimentarem-se do negativismo que emanamos, consequência da preguiça de mudar.

É certo, também, que somos indivíduos com ampla capacidade de suportar. Isto foi concebido por estarmos num planeta de provações, mas aproveita-se desta elasticidade para sermos mantidos com a dor, e se for o caso estende-la ao limite do suportável. Assim passamos a ser fontes geradoras destes sentimentos negativos que por consequência nos mantem desequilibrados.

Acostuma-se a estes sentimentos de provações e assim passa-se a achar que é normal, que a vida é assim, que o sofrimento é um ato de Deus, quando na realidade é um impulso para sairmos de um estado que não nos atende mais por ser retrogrado e involutivo.

O individuo não pode se acostumar com a dor. Esta não tem limites e poderá ir se acentuando indefinidamente. Falamos aqui de vidas e não de ocasiões somente. Uma dor não resolvida passa para a vida seguinte e assim sucessivamente.

A dor não se resolve com remédios, sejam quais forem, se resolve com o equilíbrio do corpo, da mente e do espirito, por isso dela ser continua e constante ao longo das vidas sucessivas. Um corpo equilibrado, uma mente equilibrada e um espírito que evolui, não sofre, não pelo fato de não sentir dor, e sim pelo fato de compreender a importância da dor. A dor irá estimula-lo, pois  ele ainda não tem clara percepção do que é evolução, portanto é um instrumento precioso que mensura o sucesso e o insucesso no caminho.

Quando vencemos a dor, vencemos a si mesmo.

Vencer uma dor é uma batalha ganha de uma guerra longa e necessária, enquanto na 3ª dimensão. Após esta fase, ou em outra dimensão, a dor deixa de existir e outros mecanismos começam a agir para que o impulso evolutivo continue.

Na dor se agradece. Na dor se expressa os mais elevados sentimentos e assim ela se torna suportável ou se anula.

Mudanças externas não ocorrem sem mudanças internas. É comum as pessoas trocarem de ambiente, de companhia, de roupa, de país, de situações e achar que assim resolverão sua dores. Simplesmente troca-se uma coisa pela outra, mas se no mesmo nível da anterior, no máximo muda-se o nome e ela persistirá, quem sabe com mais intensidade.

A dor é um problema interno, é um problema evolutivo, é um problema de ajustes de critérios, conceitos, concepções, filosofias, que por motivos evolutivos desequilibraram-se. Portanto reequilibrar-se é necessário, ou em outra palavras evoluir é preciso.

Nem sempre se faz rapidamente, mas ao dar o 1º passo o mundo ao seu redor recebe o impulso para mudar. Se não mudar não irá perceber as mudanças, portanto mudar internamente é vencer a si mesmo, é um ato de fé.

 Todos tem as mesmas oportunidades, mas em graus diferentes por sermos diferentes uns dos outros. Um dos primeiros passos para vencer a si mesmo é a persistência, a convicção, vencer o desanimo, o cansaço, a incompreensão, o abandono, efetivamente é um ato de fé (crer no impossível). É abrir-se a fios de esperança que irão tornar-se cordas, que se tornarão pontes e depois avenidas para um percurso sereno, tranquilo e apreciador.

 A oferta do Céu é imensa, abundante, caprichada, mas um mínimo de respostas teremos de dar para que o impulso seja absorvido e a transformações comecem a acontecer.

Lamentar-se, menosprezar-se, culpar-se é retrógado, não muda nada e não estimula a estrutura de mudanças, portanto é preciso reposicionar-se com relação a vários sentimentos negativos.

 O céu se abre, as ajudas acontecem, os estímulos vem desde que a Luz passe a fazer parte da vida.

Abnegados Seres Divinos aqui estiveram, estimulando-os a aprimorarem vossa fé. Assim fazeis e assim vencereis. (mensagem de Sta. Terezinha do Menino Jesus para este texto)


 






 

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