Quando alguém se volta para a luz, é ajudado a vencer a si mesmo.
Figueira.
Pois bem, vencer a si mesmo
parece ser um novo contexto, mas na realidade não é, pois dentro de mim é aonde
ficam as maiores resistências.
Somos céticos e reticentes em aceitar algo novo por medo. Tudo que nos tira da zona de conforto, exige esforços, procedimentos, busca para aprender o novo e entender as novidades, a princípio recusamos.
É uma resistência histórica,
primordial, do início dos tempos e já foi contada por inúmeros livros sagrados.
Sendo assim, raramente toma-se
a inciativa por vontade própria. A vida encontrou uma maneira, em certo aspecto
saudável, e utiliza-se de um mecanismo que não temos como anular a não ser dando
passos para descobrir o que acontece, a dor.
Sem a dor não sairíamos do
lugar. Seríamos eternamente manipulados por forças involutivas que criam
barreiras para que o novo não aconteça. Manter sentimentos negativos é uma
forma apropriada de alimentarem-se do negativismo que emanamos, consequência da
preguiça de mudar.
É certo, também, que somos indivíduos
com ampla capacidade de suportar. Isto foi concebido por estarmos num planeta de
provações, mas aproveita-se desta elasticidade para sermos mantidos com a dor,
e se for o caso estende-la ao limite do suportável. Assim passamos a ser fontes
geradoras destes sentimentos negativos que por consequência nos mantem
desequilibrados.
Acostuma-se a estes sentimentos de provações e assim passa-se a achar que é normal, que a vida é assim, que o sofrimento é um ato de Deus, quando na realidade é um impulso para sairmos de um estado que não nos atende mais por ser retrogrado e involutivo.
O individuo não pode se acostumar com a dor. Esta não tem limites e poderá ir se acentuando indefinidamente. Falamos aqui de vidas e não de ocasiões somente. Uma dor não resolvida passa para a vida seguinte e assim sucessivamente.
A dor não se resolve com remédios, sejam quais forem, se resolve com o equilíbrio do corpo, da mente e do espirito, por isso dela ser continua e constante ao longo das vidas sucessivas. Um corpo equilibrado, uma mente equilibrada e um espírito que evolui, não sofre, não pelo fato de não sentir dor, e sim pelo fato de compreender a importância da dor. A dor irá estimula-lo, pois ele ainda não tem clara percepção do que é evolução, portanto é um instrumento precioso que mensura o sucesso e o insucesso no caminho.
Quando vencemos a dor, vencemos a si mesmo.
Vencer uma dor é uma batalha
ganha de uma guerra longa e necessária, enquanto na 3ª dimensão. Após esta
fase, ou em outra dimensão, a dor deixa de existir e outros mecanismos começam
a agir para que o impulso evolutivo continue.
Na dor se agradece. Na dor se expressa os mais elevados sentimentos e assim ela se torna suportável ou se anula.
Mudanças externas não ocorrem
sem mudanças internas. É comum as pessoas trocarem de ambiente, de companhia,
de roupa, de país, de situações e achar que assim resolverão sua dores.
Simplesmente troca-se uma coisa pela outra, mas se no mesmo nível da anterior,
no máximo muda-se o nome e ela persistirá, quem sabe com mais intensidade.
A dor é um problema interno, é um problema evolutivo, é um problema de ajustes de critérios, conceitos, concepções, filosofias, que por motivos evolutivos desequilibraram-se. Portanto reequilibrar-se é necessário, ou em outra palavras evoluir é preciso.
Nem sempre se faz rapidamente, mas ao dar o 1º passo o mundo ao seu redor recebe o impulso para mudar. Se não mudar não irá perceber as mudanças, portanto mudar internamente é vencer a si mesmo, é um ato de fé.
Lamentar-se, menosprezar-se,
culpar-se é retrógado, não muda nada e não estimula a estrutura de mudanças,
portanto é preciso reposicionar-se com relação a vários sentimentos negativos.
Abnegados Seres Divinos aqui estiveram, estimulando-os a aprimorarem vossa fé. Assim fazeis e assim vencereis. (mensagem de Sta. Terezinha do Menino Jesus para este texto)

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