Pensamento
do dia, sábado, 20 de fevereiro de 2016
"Não
podemos avançar se não renunciamos ao ponto que já alcançamos. "
Trigueirinho.
Pois
bem, eis outro posicionamento que a maioria não aceita, luta contra e alimenta
fartamente seu egoísmo.
Entregar
o que alcançou é algo absolutamente normal e natural em mundos adiantados.
Aqui
na Terra, quando tem que acontecer com alguém, na maioria das vezes é
compulsório, ou seja a pessoa “perde” algo sem a opção de querer ou não querer.
Geralmente
as perdas materiais e emocionais são as mais comuns, para termos a oportunidade
de aprendermos que se entregássemos de forma pacifica e ordeira, tudo seria
mais fácil.
As
perdas emocionais se dão nos relacionamentos, nos casamentos, nas amizades, na
família, etc.
As
perda materiais se dão na perda de bens, objetos, valores, que esvaiam-se sem
possibilidade de retermos.
Só
que as pessoas não conseguem pensar e aceitar que a perda de “algo” acontece
porque este “algo” já cumpriu sua parte e precisa de renovação. Sempre imaginam
que a perda é punitiva, cruel, injusta, desnecessária, azar, e vai por ai
afora.
Esta
renovação compulsória que temos de fazer todas as vidas que reencarnamos
torna-se algo pesado e ruim, pois não aceitamos perder nada.
Adquirir,
ter, possuir, somar, elevar, dominar são as ações que temos praticado em todas
as vidas, baseada na lei do consumo, da competividade e do egoísmo que adotamos
aqui na Terra como sendo soberanas e sagradas.
Esta
forma de se viver tem arrebentado com nosso humor, nossa saúde, nosso futuro,
nossa paz, nossos relacionamentos, pois criou-se uma base de falsidades, além
de uma ideologia que arrebenta com nosso processo evolutivo espiritual.
Evoluir
passou a você “ter, ser e poder”, quando na realidade evoluir é ser menos, ter
menos e poder menos em termos materiais.
Hoje
não conseguimos compartilhar. Foi preciso criar-se leis, regulamentos,
decretos, prisões, punições, para que algo possa ser compartilhado, pois a
sensação é que “o que é meu é meu”.
Na
realidade não temos nada, nem o corpo que habitamos é nosso. Usamos por
empréstimo um corpo que pertence ao reservatório atómico deste planeta e ao
sairmos daqui não poderemos levar sequer um único átomo deste corpo. Levaremos
somente nossas experiências, a evolução que ocorreu nesta superfície planetária
e o nível de consciência alcançado, mais nada.
Assim
é e assim sempre será em todo o circuito evolutivo que faremos em inúmeros
planetas deste nosso universo.
Então
porque tanta preocupação, tanta mesquinharia, tanto egoísmo, tanta posse, se
entregamos tudo sempre que morremos?
A
posição contraria que a maioria adota só confunde e nos torna escravos das
nossas posses, objetos e domínios, mesmo que saibamos que a entrega será
inevitável.
Nos
gabamos de ser inteligentes mas temos nos comportado como “portas”, nestes
aspectos.
A
competitividade tem sido a grande alavanca da ignorância profunda que nos
encontramos. Isto só vai passar se for radical e acontecerá quando perdermos
tudo que “imaginamos” possuir.
É
preciso começar a pensar diferente. Precisamos estar mais alinhados com a
nova era, com as novas Leis.
Precisamos
superar, pois este final de ciclo conterá uma perda compulsória e absoluta de
tudo, com todos.
Nestes
momentos, o apego será igual a você carregar uma pedra de 100 kg, num momento
em que a velocidade e o novo objetivo poderá estar ao seu alcance, desde que
você esteja desprovido de tudo.
Teríamos
de viver conscientes de que tudo que usamos, inclusive nosso corpo físico
acontece por empréstimo.
Se
nos emprestaram, cabe a nós conservá-lo e usá-lo da melhor forma
possível.
Para
isto teríamos de viver sob a forma mais elevada possível, vibrando em níveis
elevados, com paz, com amor, enfim com as regras básicas que se aplica em todo
o universo.
Podemos
dizer que deveria ser quase o inverso de como temos vivido.
Pedir
isto a todos, sem chances, mas aqueles que se conscientizaram desta
necessidade, que o pratique
Sei
que poucos irão admitir esta possibilidade, então só resta aguardar e conferir.
Para
nossa reflexão.