A inércia é irmã das trevas e inimiga do plano divino sobre a
Terra.
Figueira.
Pois bem, no geral nos dedicamos intensamente a solucionar carmas.
Pessoas reencarnam, sendo que a maioria dedica-se para cumprimento das manifestações
cármicas.
Cumprir carma é essencial, ou seja, é um objetivo da qual,
compulsoriamente, assumimos ao nascer.
Prender-se única e exclusivamente a este objetivo compulsório é
uma opção. Entretanto, quando limitamos a consciência e o conhecimento somente para
estas atribuições compulsórias, corremos sério riscos de só cumprir carmas e
gerar novos carmas.
Muitos acabam gerando novos carmas além de não cumprirem integralmente os que foram
designados. Outros empatam, e a minoria cumpre e consegue realizar algum tipo de evolução.
É triste “acordarmos” no plano astral e tomar conhecimento de que na recente encarnação deixamos de cumprir vários carmas e adquirimos novos, ou só cumprimos e não realizamos mais nada
além disso. É frustrante e assim tem sido com a maioria. Esta decepção se
estende por um bom tempo e alonga o processo de recolhimento, entre uma vida e outra, com sensações de arrependimentos
e pesadelos.
No entanto, como temos a opção da escolha, podemos diminuir ou até
quem sabe anular estas sensações ruins do pós morte, quando em vida adotamos o
caminho do aprendizado e da prática do aprendizado.
Aqui fala-se muito da falta de tempo, das ocupações da vida
cotidiana, da sobrevivência. Isto ocorre quando decidimos ser escravos dos
desejos, da ganancia, da posse, etc.
Aquele que resolve voltar-se para o que realmente importa,
torna-se dono do seu tempo, da sua ocupação e do itinerário da vida evolutiva.
Neste caso, a vida se reorganiza, se realinha e lhe dará e trará todas as condições
necessárias para que seu sucesso no caminho evolutivo seja pleno. Isto ocorre
pelo fato de que passaremos a ser inseridos no atendimento das Leis Evolutivas.
Eventualmente, neste caso, carmas podem ser anulados com carmas
positivos, ou podem ser postergados para outros momentos ou outras vidas, ou
são simplesmente sanados sem que percebamos, para que nada nos atrapalhe no
caminho correto.
A falta de tempo enquadra-se no principal argumento da preguiça e
da inércia, pois não somos adeptos a esforços, mesmo que estes representem
mudanças do longo caminho repetitivo que temos percorrido.
Como foi dito, a inercia é irmã das trevas e inimiga do plano
divino, no entanto tem prevalecido ao lado da maioria que se volta para a
realização dos desejos e ilusões.
Quando nos focamos no antônimo da inercia, movimento, ação, atividade, na luta por conhecimento, o tempo pode parar, pode evoluir lentamente, além do que a vida se rearranja, pois estaremos cumprindo o único objetivo que interessa ao "eu interno". Isto pode ser traduzido para: o cumprimento das metas de Deus.
Tem sido difícil as pessoas acreditarem neste rearranjo da vida pessoal, mas acontece, isto existe, é real.
Exercemos precariamente a energia da fé, pois ao menor sinal de alguma provável ilusão da derrota, desmoronamos.
Os tempos são tempos intensos, são tempos perigosos onde a propensão para a inercia é real e se coloca em tudo que fazemos.
Os tempos são tempos de rever posições, posturas, objetivos, são
tempos de perdas materiais mas com larga compensação dos ganhos espirituais.
Não há tempo a perder, mas também não há falta de tempo, tudo se concentra na reorganização do mesmo, baseado nas prioridades que definirmos.
Reavalie suas prioridades. Não seja escravo do tempo. Não ceda gratuitamente seu precioso tempo de vida.

