quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Passos Atuais - 89a Parte. O que é necessário.


A pressão do psiquismo coletivo terrestre não mais pode ser suportada por muitas pessoas, que acabam por apresentar desequilíbrios nos níveis da personalidade: cada corda tem a sua tensão máxima. Muitos tem ainda o que doar de si até os momentos finais da transição planetária; outros já estão atingindo os próprios limites; e alguns, pela Graça, estão sendo ajudados a transcender a si mesmos.
É como se a Terra estivesse "segura por um fio". Enquanto os homens caminham sobre um solo aparentemente estável, línguas de fogo correm sob ele. Hoje, é imprescindível existir uma disponibilidade ao serviço; e para isso basta que o silêncio e a oração tenham lugar na consciência do ser.
Figueira.

Pois bem, creio que a maioria tem esta percepção. Estamos vivendo uma anarquia velada, onde os parâmetros e as referências existentes, não estão sendo válidas para as situações que vem ocorrendo.
Da mesma forma, a medicina que basicamente trabalha com estatísticas na administração de drogas e tipos de tratamento, tem percebido que cada ser humano possui características distintas e únicas entre si, mas não consegue diferenciar os tipos de tratamentos de acordo com as características individuais.
A política, a governança, a cidadania, a sociedade, enfim nosso sistema de vida, por ter se apoiado em bases contrarias às Leis de Deus, apresentam escancaradamente, colapsos, antes fragmentados, hoje consolidados em situações generalizadas por todo o mundo.
Poucos tem se entendido, verdadeiramente. Há embates sociais, religiosos, políticos, de gêneros, enfim estamos vivendo nos moldes da anarquia, muito bem descritos na narrativa da “Torre de Babel”, da Bíblia, que conceituou o processo da crise mundial.
Há o que se fazer? Não. Estamos na fase da irreversibilidade das situações em andamento.

A transição está em curso e o elemento fogo será o elemento transformador do que existe. O fogo é um elemento purificador, transformador, mas ao mesmo tempo dá a oportunidade para o surgimento da Fênix ( o pássaro que ressurge renovado, das cinzas).
É um fato em todos os meios científicos, o aumento descomunal do aquecimento planetário (o elemento fogo em ação). Isto comprova a transição em curso, pelo elemento fogo, assim como a agua foi o elemento de transformação e purificação do continente da Atlântida.
No entanto, não podemos esmorecer, pois uma nova fase, uma nova humanidade e um planeta renovado surgirão da transformação em curso.

Desta forma, em níveis globais, nada a o que fazer, mas nos aspectos individuais muitas tarefas são necessárias.
É preciso ter esta consciência e estar disposto a usar a contraparte espiritual, para que as tarefas se apresentem. As tarefas, neste momento, são atos de preparação para a nova etapa da humanidade e do planeta.
É um momento de exercitar a fé e a esperança, esforçar-se no que é estritamente necessário, abandonar o supérfluo, dedicar-se ao que une e reúne, diminuir as discórdias, aumentar a tolerância, focar-se no que pode ser transformador, pois a velocidade dos acontecimentos vem aumentando dia a dia.

O momento exige novos níveis de atenção e foco no que é necessário. O que é necessário diz respeito a cada um, portanto, devemos fazer uma reavaliação das nossas metas, necessidades e avaliar os esforços que devem ser empregados naquilo que cada um classificou como necessário.
Esteja sempre disposto a reavaliar o que considerou necessário e não tenha receio de mudar, pois à medida que tudo fique mais claro, o necessário poderá ser diferente do anterior.

É o momento.
Hilton




quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Passos Auais - 88a Parte. Ser um tutor.


Pois bem, o assunto em pauta tem o objetivo de lembrar nossa função ao nos pré dispormos a ajudar alguém.
Há diversos tipos de ajudas:
1ª opção: Ajudas restritas ao plano material, onde algo passa a ser suprido por um determinado tempo. Cessa imediatamente assim que a ajuda termina. Raramente transformações acontecem no paciente.
2ª opção: Ajudas no plano espiritual em que objetivo é a transformação do paciente. Estende-se por períodos longos, pois nos tornamos referencia para assuntos em que o plano material não atende.
Denominaremos, para a 2ª opção, a quem se dispor a fazer, o titulo de “tutor”.
Sendo assim, passaremos a discorrer um pouco mais sobre o que vem a ser um tutor para este aspecto da caridade:

Um tutor (do latim tutore,[1]" protetor ") consiste numa pessoa envolvida na gestão da informação e outras funções. Esta forma especial de informação é, também, chamada "tutoria", "tutoriat" ou "tutorial": nela, o tutor observa os problemas dos tutelados e ajuda, prestando assistência de forma mais célere, eficaz e imediata. O tutor pode ser, ele próprio, ainda um estudante. Este fato tem a vantagem de propiciar um contato menos formal junto ao tutorado de forma a que a mensagem transmitida seja mais rapidamente compreendida e assimilada o que facilita o acesso ao conhecimento, e que numa relação demasiado formal poderá ser dificultada ou mesmo impedida.

A aprendizagem tutorial exige estrutura predeterminada e predefinida. Este tipo de aprendizagem tem suas raízes no cognitivismo. O tutor guia o tutorado com auxílio de um fio condutor que atravessa uma grande parte das informações. O tutor conhece as necessidades e possíveis soluções, pelo fato de ter vivenciado semelhantes dificuldades e por conhecer formas de superá-las. Ele pode ser um grande amparo em todo o momento em que o tutorado estiver com muitas dúvidas, intervindo e auxiliando-o. Esta estratégia de condução da aprendizagem agrada, porque sentem-na pouco restritiva, pouco limitadora, simplesmente porque acabam por aprender a dominar uma informação de maneira muito eficiente.
Wikipédia

Pois bem, o papel de um tutor, na forma que o estamos concebendo nas atividades de cura, assume a tarefa de informar, acompanhar e recuperar as condições de estabilidade, equilíbrio e esperanças de quem atravessa determinados percalços no caminho da vida.
Não se trata de um papel omisso, eventual, burocrático no sentido de preencher determinado formulário para atividades consideradas internas.
O tutor assume com o tutelado o conjunto das novas possibilidades, das novas esperanças no processo que ele vem passando.
O tutor compartilha aspectos que não são considerados no rol de informações tradicionais para o tutelado, pois estas dependem de graus de conhecimento que a maioria ainda não teve acesso ou oportunidades para isso.
O tutor passa a ser um guia, um orientador, um ombro amigo, pois alavanca esperanças, lembra a fé e permite que impulsos ocorram no processo de desdobramento que o tutelado passa a receber.
O tutor não desiste, não se cansa, mantem a chama viva através da comunicação constante, enquanto houver receptividade. A receptividade também depende do grau de interesse que o tutor deverá despertar em seu tutelado, pois parte-se do principio que o mesmo está em ampla desvantagem ao informar e viver problemas que o desequilibre.
O tutor não pode fazer desta atividade uma rotina. Precisa apresentar sempre algo que ilumine e desperte o interesse do tutelado e para isto precisa estar afinado e alinhado com as informações que recebe. Não pode ser omisso, ter pressa, fazer por fazer ou ver esta atividade como mais um encargo da vida que leva. Se for este o caso, desista desta atividade.
O tutor, naquele momento, passa a ser um guia quando todo o resto não responde às necessidades do tutelado, pois nem sempre o paciente compreenderá que eliminar certos problemas ou encarar certas situações dependerá de mudanças profundas que precisam ocorrer.
O tutor não deve prometer cura, mas acompanhar o desenvolvimento da estabilidade do seu tutelado.

Vivemos num cenário de abandono, no âmbito mundial, pois tudo tem sido abandonado. É sempre uma questão de tempo para que o abandono seja sentido por todos.
O tutor não pode cometer o mesmo erro, mas não pode criar dependências em torno de si, desta forma, precisa educar seu tutelado que seguir em frente é uma narrativa necessária e pessoal, face ao destino de cada um.
O tutor não pode ser indiferente (talvez o maior erro que se comete), pois ao faze-lo irá despencar os esforços exercidos ao longo do tempo.
O tutor tem de manter elevado o interesse pelo aprofundamento do tutelado em informações que o faça seguir adiante na busca pela compreensão do ato de viver(aqui considera-se a desencarnação com um ato da vida).
O tutor pode receber confidencias do tutelado e isto desanuvia cargas pesadas, negativas que o mesmo não consegue se livrar. Precisa manter sigilo absoluto estas confidencias.

Ser tutor é uma experiencia magnifica pois qualifica o individuo a compartilhar o aprendizado da vida,  as questões sobre a vida e a forma de viver que poucas vezes acontecerá na sua vida isolada e restrita às suas experiencias pessoais. É um Serviço, pois precisará aprofundar-se para explicar o que não tem sido explicado.

É uma forma interessante de evolução, pois se for um tutor na sua expressão correta, estará em Tarefa pelo período em questão, com destaque para que as ajudas internas sejam processadas no seu meio e na sua mente. 
Finalmente, outro aspecto acontece, pois irá compartilhar dos impulsos que o tutelado irá receber no seu processo de transformação, portanto, podemos dizer sem erro que um estará ajudando o outro.

Hilton

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Passos Atuais - 87a Parte. O homem na Lua nos fez olhar para o céu.


Há indivíduos que se comportam como alguns desportistas que, tendo recebido medalhas e troféus, permanecem adorando tais objetos, presos aos lauréis das vitórias passadas, sem perceber que se cristalizaram no que, alimentado por suas próprias ambições, ofuscou-os com seu brilho.
Esses tomam suas experiências interiores como troféus; carregam-nas e revivem-nas como se  fossem as únicas e as maiores, deixando assim de viver aquilo que o Espírito lhes estaria reservando a  instante — a fresca água da Fonte que não deixa de jorrar e que sempre nova se apresenta.
Nessas recordações, que para a vida verdadeira não tem valor algum, percorrem anos e anos, senão vidas, até que uma Vontade Maior os arrebata dessa ilusão e os leva a finalmente despertar. Enquanto permanecerem cultivando as experiências interiores como prêmios conseguidos, estiveram, em verdade, amando o próprio ego em lugar de amarem Àquele que em Amor lhes doa vida.
Figueira.

Pois bem, o tema do texto tem sido o comportamento de muitas pessoas que se dão ao luxo de dizerem que sabem das coisas.
Na realidade estamos num nível, do aprendizado universal, extremamente infantil, grosseiro e de pouca repercussão nos níveis internos da Vida.
Nossas conquistas sequer rasparam o imenso cabedal de cada conhecimento.
É preciso estar consciente destes fatos, pois a mente humana perde-se com facilidade no pouco que conhece.
O que conhecemos nunca será suficiente, no entanto ao nos darmos conta de que sempre mais será necessário, alavancamos imensa ajuda para fazermos o CERTO no exato momento de fazer o que precisa ser feito.
Os grandes feitos da humanidade, aqueles que trouxeram qualidade de vida, que alavancaram impulsos no desenvolvimento da matéria, tiveram sempre interferências do Plano Maior. As ajudas que vieram das estrelas, apoios de inteligências extraterrestres, estalos espetaculares da ciência, beneficiou a humanidade como um todo em vários aspectos do seu desenvolvimento material e espiritual.
O homem na Lua nos fez olhar para o céu, para as estrelas, para as fronteiras além do horizonte terreno conhecido.
Era preciso que isto acontecesse pois a humanidade precisava ser preparada para o contingenciamento da transição planetária.
Nossas conquistas em todos os campos da ciência, da tecnologia, da mente, tem sempre como principio alavancar as possibilidades da evolução espiritual. A reencarnação funciona com este mesmo princípio, começa como a oportunidade de alavancar novos conhecimentos e princípios e termina quando estes ficam rodando sem novidades.
Claro que aproveita-se para sanar as falhas anteriores e corrigir os rumos equivocados, mas o princípio básico é a conquista de novos fatores evolutivos no campo da espiritualidade ou da eternidade.
Quem não compreende estas condições, não consegue compreender o motivo da sua existência. Com isto não poderá ajudar alguém, pois não ajuda a si próprio. Torna-se assim um elemento desnecessário ao todo.
O que temos conquistado não pode “empoeirar”, não pode servir como júbilo ou regalias. Os recordes serão sempre batidos, pois a humanidade encontra-se em evolução e evoluir é sempre uma nova conquista.

 — a fresca água da Fonte que não deixa de jorrar e que sempre nova se apresenta. Temos de estar sedentos desta água fresca. O que sabemos hoje serve para hoje, para amanhã precisamos aprender hoje o que será necessário.
É interessante como nos desinteressamos facilmente e como temos uma tendência muito forte em cair na rotina.
Ocupamos nosso tempo e espaço com as rotinas do dia a dia, enfaticamente trancadas no mundo material. Bastaria poucos minutos por dia, para que aspectos espirituais viessem à tona, quando nos dedicamos a busca-los.
Podemos começar algo com um bom entusiasmo, com muitas vontades, mas rapidamente colocamos na rotina, tornando-os mecânicos, repetindo, repetindo e em cada repetição anula-se a criatividade, ou seja, desprezamos a água fresca da Fonte para tomar a água parada e estagnada.
   
Precisamos compreender o significado da Vida. Não estamos aqui para passar o tempo, estamos aqui para aperfeiçoar o que aprendemos e para aprender novas possibilidades. Tudo que fazemos precisa ter um significado espiritual, pois sem este significado a atividade será uma perda de tempo, em uma vida tão curta e tão valiosa.
Hilton