quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O significado e a função do sofrimento.

Compreendendo o significado e a função do sofrimento.

O passo inicial para compreendermos o sofrimento é tomar consciência de que sofreremos sempre que desejarmos algo. Mas é quase impossível deixar de ter desejos enquanto estamos na vida, porque o desejo é como uma secreção sutil do corpo emocional. Assim, como produto da própria fonte de emoções, o sofrimento sempre reaparece, de uma forma ou de outra, na existência humana.
Há milênios, Buda revelou que o sofrimento é produto do desejo. Nós o engendramos ao querer coisas, ao nos envolver emocionalmente com algo ou com alguém e ao fazer experiências puramente pessoais, sem um motivo nobre e elevado.
Contudo, podemos iniciar um trabalho de libertação se canalizarmos os desejos para finalidades e objetivos cada vez mais elevados. Essa é a forma direta de mitigarmos ou de anularmos em boa parte do sofrimento. Pouco adianta confrontá-lo diretamente.
                A purificação ou o refinamento dos desejos dá-se por etapas. Começamos com o desapego das coisas materiais; a seguir, praticamos o desapego das ligações afetivas e, por fim, o desapego dos preconceitos e esquemas mentais. Á medida que os apegos mais grosseiros são superados, o desejo é canalizado para coisas mais nobres. E, numa etapa mais adiantada desse trabalho de libertação, passamos a desejar não ter desejos.
É então que podemos relacionar-nos inteligentemente com o sofrimento. Compreendemos, por fim, que ideias, tendências e anseios equivocados retêm o fluir da vida ou nos desviam do curso correto, distanciando-nos das leis universais, espirituais, que deveríamos seguir.
Há vários tipos de sofrimento, e cada um tem a sua função. Um deles é o chamado sofrimento espiritual. Constitui-se das provas pelas quais passamos em nossa busca do Espírito. Apesar de mais sutil que outros, o sofrimento espiritual também é gerado pelo desejo. Ele existe devido ao nosso anseio de nos tornar espiritualizados. Mas quem padece dele não se queixa, porque sabe, no íntimo, que tal sofrimento o levará a uma maior compreensão da vida e das coisas.
O sofrimento espiritual não é limitante, como se possa crer, mas fortalece a pessoa que o experimenta e a deixa receptiva a realidades mais amplas. Uma das suas funções é despertar a fé.
Outro tipo de sofrimento é o de natureza moral. Forja e purifica o caráter, faz com que deixemos de ser dúbios ou tépidos em nossos sentimentos mais básicos. Todos os que têm caráter adquiriram-no vivendo diferentes gradações desse tipo de sofrimento.
Durante o sofrimento moral temos a possibilidade de fazer opções importantes para a vida do Espírito. Quando o caráter já está bem depurado, não lamentamos esse sofrimento, pois sabemos quão precioso é o aprendizado que dele advém. Sabemos, também, que o padecimento aumenta com a queixa. Com lamentos, desperdiçaríamos a energia que nos foi dada para suportar o sofrimento. Ele, em princípio, nunca é maior que a nossa capacidade de vivê-lo.
Por fim, há o sofrimento físico, que quase sempre nos quer mostrar o que devemos mudar em nossa vida. Este também é proporcional à capacidade de suportá-lo, mas em alguns casos agrava-se pelo fato de não o aceitarmos e, assim, pode tornar-se excessivamente pesado.
Precisamos considerar o sofrimento como uma oportunidade de sanar desequilíbrios antigos causados por nós mesmos, e abandonar a errônea ideia de que ele vem como mera punição.
Trigueirinho.

Pois bem, numa dosagem extremamente equilibrada, o texto converge e explica os tipos de sofrimento.
Compreende-lo é essencial, pois nesta 3ª dimensão o sofrimento é uma constante.
Como foi dito o desejo alavanca o sofrimento, sendo assim ao trabalharmos nosso controle para amenizar certos desejos, podemos evitar muitos sofrimentos.
A competitividade é a força motriz dos desejos e ao contrário do que muitos pensam é absolutamente prejudicial. No geral, materializa o indivíduo que deveria estar se desmaterializando.
Se pensarmos nos aspectos evolutivos, a materialidade é o lado mais grosseiro do espirito, portanto, um dia seremos todos espíritos . Neste dia não haverá materialidade pois esta se sutilizou completamente e condensou-se no espirito.
Podemos dizer que o nosso corpo físico  é o lado grosseiro e rudimentar da alma. Desta forma, a sutilização da matéria é inevitável, portanto, de forma inteligente, na medida que diminuímos os desejos, diminuímos os sofrimentos e estaremos, assim,  sutilizando nosso corpo (entende-se por corpo o conjunto corpo-mente).

Portanto, mudanças de posturas, agregação de novos conceitos, mudança de hábitos, diminuição da competitividade, silencio, interiorização, tendem a nos ajudar na diminuição dos desejos e consequentemente do sofrimento.

São tempos de mudanças internas e externas.
Hilton

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Jejuar.

Tipos de jejum e a importância da moderação.

Normalmente compreendido como abstinência total ou parcial de alimentos físicos, o jejum, todavia, pode ser feito em vários níveis. Se for inspirado pelo nosso mundo interior e isento de expectativas, tanto o jejum de alimentos quanto a abstinência de palavras, de sentimentos e de pensamentos ajudam na nossa transformação, na purificação do organismo e até mesmo a trazer saudáveis simplificações à vida.

A intenção de purificar-nos, quando autêntica, cautelosa, persistente e tranquila, constitui importante parte do jejum e determina seus resultados. Em algumas pessoas, essa intenção é suficiente para provocar na consciência mudanças que em geral se conseguem pela abstinência ou pelo controle.

Como o jejum é uma via de equilíbrio para nos relacionarmos com as vidas externa e interna, podemos perguntar-nos também: "Como aplicá-lo para encontrar equilíbrio na maneira de lidar com os bens materiais?"
O procedimento é o mesmo  adotado  no jejum de alimentos, no de sentimentos, no de pensamentos     no de ações e no de palavras. Algumas vezes jejuamos de bens materiais pela abstinência; outras, pelo  uso moderado deles ou pela austeridade.

Quando alguém recebe a ordem interior de dispor de todos os seus bens, é porque está pronto para isso. Sabe que tanto para seu próprio caminho como para o serviço evolutivo é a atitude mais indicada.
Sempre houve, através dos tempos, os que agiram assim. Entretanto, esse não é o caminho da maioria. Contudo, em qualquer circunstância, é possível treinar a moderação.
Podemos perguntar-nos: "Utilizo os bens materiais para tornar a vida de meus semelhantes mais digna, menos desgastante? No dia a dia levo em conta que mais da metade da humanidade se encontra em estado sub-humano, sem teto, sem alimentação básica, sem higiene e sem educação? Trato com o devido respeito a água, a energia elétrica, as habitações e as coisas com que lido?"
Reflexões como essas ajudam-nos a não abusar dos bens materiais. E não abusar dos bens materiais é usá-los com desapego e, ao mesmo tempo, sem desperdício.

Para alguns, a moderação é mais dificil que um período de abstinência total. Em princípio, a moderação requer humildade: requer que sejamos verdadeiros conosco e que nos reconheçamos falhos em certas circunstâncias. Essa atitude leva-nos a pedir orientação ao nosso ser interior antes de fazer qualquer coisa.
Por outro lado, a moderação requer também ousadia. Precisamos levar em conta que, se estivermos receptivos à luz interior, nossos recursos serão adequados, mesmo que imperfeitos.
A sabedoria da vida tudo ajusta quando estamos entregues à vontade do nosso ser interior, e até inclui as imperfeições da personalidade. Mas é preciso ousar fazer o que é para ser feito.
Só damos passos realmente quando nos dispomos a ir um pouco além do que estaria ao nosso alcance.
Se buscarmos a moderação, reconheceremos que ousar não é agir irrefletidamente. É confiar no potencial que temos dentro de nós, entregando-o à condução da nossa alma. Ao agirmos permeados desse espírito, descobrimos o sentido de jejuar em ações, de atuar na justa medida para a luz interna revelar-se.
Por último, a moderação requer desapego. E preciso realizar tais ações sem se prender a elas, agir como um semeador que lança os grãos na terra e os deixa entregues à chuva, ao vento e à dinâmica da força de vida que há em seu interior.
Trigueirinho.

Pois bem, o texto esclarece o conceito do jejum, basicamente atribuído por quase todos ao jejum de alimentos.
A vida, muitas vezes, nos imputa o jejum ou a moderação de forma compulsória. Poucos aceitam. A maioria se revolta por não entender que estamos aprendendo a utilizar de forma correta o que nos foi “emprestado” pois desperdiçamos, negligenciamos e não utilizamos corretamente o que é necessário para sobreviver.
A simples aceitação deste tipo de jejum ou moderação compulsória nos ajudará a compreender melhor nossa existência.
A revolta é inútil, perniciosa, frustrante e não irá ajudar em nada, mas quase todos se revoltam, lutam contra, se sentem esquecidos, pois não consideram o que já foi feito com a abundancia que temos, desde que saibamos usar.
O jejum de palavras, creio ser algo muito oportuno para os dias atuais, pois “matamos” com palavras e observações inúteis o crescimento dos semelhantes.
É comum não calar-se, é comum não escutar, é comum dar palpites sem necessidades, é comum brincar com sentimentos, é comum sobrepor-se a alguém, é comum opinar sem necessidade, é comum corrigir mostrando soberba.
É duro calar-se, mas necessário. O momento é de irrestrito silencio para que a alma possa se manifestar e esta se manifestará após o nosso equilíbrio e isto poucas vezes tem acontecido.
Ficar desequilibrado, emocionado, tem sido a postura padrão. O jejum, de forma geral, alivia a tensão e nos ajuda a retornar para este ponto de equilíbrio. A razão e a sensibilidade, no equilíbrio, voltam ser conduzidos pela alma e o Serviço acontece.

Alinhe-se, equilibre-se e silencie-se.
Hilton

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O elemento "água".

Nestes dias de escassez, o poder da sagrada água.

Na época presente, de grandes transformações, já se fazem notar mudanças na vida geológica da Terra, entre elas certos movimentos das águas da superficie e do subsolo. Percebem-se alagados surgirem espontaneamente em alguns lugares, enquanto outras águas estão prestes a ser conduzidas a grandes altitudes por leis magnéticas que a ciência terrestre ainda ignora.

A água é um elemento essencial à vida e à purificação dos seres que habitam a Terra — homens, animais e vegetais. Acolhe principalmente uma energia vital que a antiga medicina hindu denominou "prana". Cerca de 70 % do organismo humano, por exemplo, compõe-se de água, e sua reposição é para ele imprescindível.

Desde a Antiguidade, é conhecido, além de suas funções vitais, o potencial curativo da água, Ela exerce efeitos terapêuticos não apenas ao ser ingerida, mas também ao ser usada externamente em banhos e compressas. Combate as mais variadas doenças, dores, traumatismos, e auxilia no tratamento de distúrbios emocionais. Contudo, a falta de maior entendimento do homem sobre a necessidade de interação harmoniosa com a natureza tem posto em risco essa fonte de saúde e vida.

Muito embora alguns tenham despertado para isso, a grande maioria permanece inconsciente, e o que em geral se vê é a falta de respeito para com esse sagrado líquido. A destruição paulatina do meio ambiente, incluindo o desmatamento, a contaminação das nascentes, dos rios, dos lagos e dos oceanos, provoca desequilíbrios de graves proporções, que o homem se tem negado a considerar.

O mau uso que as pessoas fazem dela, desperdiçando-a e sujando-a desnecessariamente, interfere no equilíbrio do reino mineral e também no equilíbrio dele com outros reinos da natureza. Urgente seria aprendermos a usar a água corretamente.

A água também é, por excelência, veículo para condução e armazenamento de cargas magnéticas, tanto negativas quanto positivas. Quando pura, conduz energias universais sob a forma de vitalidade; quando poluída, é meio de proliferação de micro-organismos, não apenas físicos como também energéticos. Quanto ao teor magnético da água, ele se deve a fatos que estão além do plano físico.

Na extensão de toda a Terra há uma rede magnética responsável por muitos setores do seu equilíbrio. O poder magnético da água é tal que, não por acaso, a maioria dos vórtices dessa rede se encontra nos mares e nos oceanos. No manto líquido, transformam-se as forças densas da aura da Terra. Transformam-se e elevam-se algumas tendências desregradas ainda presentes na humanidade e ao mesmo tempo dissolvem-se, em boa parte, as emanações psíquicas humanas e do reino animal.

O elemento água é um símbolo dessa rede magnética, que absorve e irradia energias e forças. Exprime maleabilidade e adaptabilidade, e por isso simboliza também o plano emocional terrestre e o corpo emocional do ser humano.

O poder renovador da água pode ser reconhecido até mesmo pelo que proporciona um banho após um dia exaustivo, efeito que pode ser potencializado se o banho se realiza sob certas condições. Além de revitalizar a aura magnética do ser, a água possibilita maior circulação de energias curativas.

Como o estado vibratório da água é um pouco mais elevado que o do elemento terra, ela absorve o que liga o ser humano às vibrações telúricas e assim o libera para ingressar em níveis de consciência mais sutis.
Trigueirinho.

Pois bem, ainda não conseguimos dar a devida importância para o elemento água.
Mas, independente desta desatenção, este elemento continua fornecendo os aspectos essenciais para nossa sobrevivência, seja no plano físico como no plano sutil.
Prevê-se um remanejamento total da superficie alagada do planeta, no próximo ciclo, onde áreas secas irão submergir e áreas alagadas ficarão secas.
É notório que a agua doce do planeta, vem se recolhendo para o subsolo, como forma de manter-se preservada das mudanças radicais que haverá na geografia planetária. Isto preservará a capacidade de manter a vida na nova Terra.

Individualmente podemos receber muita coisa da água que nos banhamos, ingerimos e utilizamos para os devidos fins.
Ao a utilizarmos com a energia da gratidão, transformações podem ocorrer nas suas moléculas, ativando campos de Luz que irão irradiar em nosso organismo.
Ferver a água é inconcebível sob o ponto de vista esotérico. Deveríamos utilizar outras fontes de purificação e descontaminação, pois de certa forma, “matamos” a água que ingerimos.


Enfim há muito que se pode pesquisar e descobrir a respeito desta fonte da vida, no entanto, ressalta-se que tudo que fazemos através da energia da gratidão, potencializamos a Luz ali imanente.