Temos repetido as
informações anteriores pelo fato de serem sequenciais, facilitando a formação
da linha de raciocínio.
Hilton
Continuação (4)
Pensamento
do dia 19 de julho de 2...
(1)
Existe um significado mais elevado?
Todos
nós temos prioridades diferentes. Cuidar daqueles próximos a nós de forma sábia
e amorosa e ter um trabalho significativo dá grande satisfação. Perder-se em
empreendimentos criativos é libertador para muitas pessoas.
Família,
trabalho, amigos e atividades nas horas de lazer preenchem nossos dias. Isso
pode trazer conteúdo e sentido por muitos anos.
Mas
quando envelhecemos – se não antes – podemos perceber que algo importante está
faltando.
Uma
pergunta pode estar surgindo diante de nossa consciência: Existe um significado
maior para o ser humano? Existe uma outra finalidade, compartilhada por todos
os seres humanos, para a nossa vida na terra?
Paul
Brunton.
Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos próximos
pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.
(2)
O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma
verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais
elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é
apenas semiconsciente.
PB.
Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de reencarnarmos.
Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada reencarnação, prestando
atenção somente às nossas necessidades ilusórias. São ilusórias, pois são
perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda continuamente
suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos aspectos
físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo de
tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”, “ter” e
“poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o continuísmo
da vida que é eterna.
Nos preocupamos com as aparências e significativamente com a
vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade é frágil,
inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que acontece na
vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na dedicação
aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na curiosidade,
entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a interiorização
do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria ser a
atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a maior
parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento, por isso
que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao mais
elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades
essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações,
respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias,
repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria normal.
Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade,
determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem sentido. Me
deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que a vida me
reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no azar, no
acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.
Todos nós precisamos de um redirecionamento de prioridades pois as
consequências tem sido cada vez mais graves e mais contundentes. Isto só tende
a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela que será a grande decisão,
continuar ou abdicar do livre arbítrio.
(3)
O processo de evolução humana serve a um propósito duplo. O primeiro é
desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais. O segundo é
levar o indivíduo a investigar, e se tornar plenamente consciente de, sua
origem divina.
PB.
Pois bem, PB descreve com objetividade, a meta da evolução humana:
Desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais
para que isto nos leve a investigar, e nos tornarmos plenamente consciente da
nossa origem divina.
Creio que a maioria parou no primeiro passo e se deu por
satisfeito, ou vem, quase indefinidamente, dedicando-se a envolver-se
cada vez mais nos aspectos físicos, emocionais e intelectuais julgando que é o
suficiente.
Misturou religiosidade com emoção e intelectualizou,
racionalizando que a religião deve atender necessidades e atributos da vida
material. Criou inúmeras ilusões e fantasias a este respeito, por imposição de
“domínio sob medos” com indivíduos fracos que ao longo do tempo
fomentaram e profissionalizaram estes falsos atributos.
Sabemos que os atributos físicos, emocionais e intelectuais
deveria nos levar a investigar nossa origem divina, universal e cósmica.
No entanto, a Vida sendo criativa, inteligente porque provem do
Criador, usa de atributos que criam barreiras, dificuldades, empecilhos que
atropelam nossos interesses físicos, emocionais e intelectuais, para
percebermos que o outro lado ( nossa origem divina) precisa dos mesmos esforços
para desenvolver-se.
A investigação é essencial, assim fazemos e fizemos ao longo das
eras, mas a maioria reteve-se nos planos físicos, emocionais e
intelectuais. Poucos seres humanos deram-se ao trabalho de desenvolver a busca
pela espiritualidade e a compreender o continuísmo da Vida, não como física,
mas como essência, como síntese do Todo, do Criador.
Independente dos nossos esforços, tivemos ao longo das eras,
diversos Seres iluminados que em todas as raças, continentes, religiões, vieram
assegurar-se de transmitir ensinamentos que pudesse nos levar a este
continuísmo investigativo.
A maioria optou por deixar ser conduzido, “comprando” ideias e
ideais e pagando um custo altíssimo, estacando a curiosidade sadia da pesquisa
sobre nosso eu.
É preciso retomar este aspecto investigativo, precisamos nos
autoconhecer, sair do lugar comum, crer nas nossas infinitas possibilidades.
Voltar-se para dentro, para o eu interno, para este novo horizonte
poderá despertar nosso Instrutor Interno, nos libertando deste ranço ilusório
que esgotou já a muito tempo suas possibilidades, coerências e perfeccionismo,
voltando-se tão somente, para as vaidades.
O autoconhecimento é um eterno vir a ser. É algo sem fim, pois a
cada conhecimento adquirido um novo iniciará, onde novos parâmetros, novos
conceitos e novas verdades complementará o que foi aprendido.
Viver precisa ter este significado senão não é viver, é repetir.
(4)
Estamos aqui no mundo físico para um propósito mais elevado que o óbvio
propósito físico da autopreservação, pois mesmo este contribui para ele.
Estamos aqui para evoluir na consciência do Eu Superior. Toda experiência
física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
PB.
Pois bem, podemos dizer que a autopreservação faz parte dos
instintos, ou seja, desenvolvemos nos primórdios da civilização na Terra. Hoje
é algo arraigado em nosso ser.
Como exemplo, podemos citar que não precisamos comunicar ao nosso
coração que pulse continuamente, que o fígado filtre o que entra, que os
pulmões aspire e inspire, mas devido a inúmeras indisciplinas na manutenção da vida
humana, não saímos da fase instintiva, mesmo tendo agregado a fase
mental/intelectual.
Na etapa atual do ciclo planetário deveríamos estar entrando na
fase da conscientização da vida plena, espiritual, no alinhamento com o Eu
Superior.
Defasados como estamos, perdemos inúmeras percepções e impulsos originados
nas esferas superiores, nas Hierarquias, nas Consciências Elevadas que emanam e
não encontram campo fértil na mente humana, para desenvolverem-se.
Isto vem exigindo grandes esforços dos indivíduos para que tais
percepções possam ser sentidas, mesmo que parcialmente.
Não é à toa que tanta “ajuda” tem se manifestado, nos dias atuais,
para que possamos nos orientar para este confuso final de ciclo terreno.
A principal característica desta situação é a insatisfação que
borbulha dentro de nós. É uma insatisfação voltada para a confusão, para a ausência,
para a necessidade de algo que não conseguimos identificar e muito menos encontrar.
Isto ocorre porque nos voltamos, e tão somente, para as ilusões da vida
material.
O pensamento é claro neste aspecto: Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento
espiritual.
Se este aspecto não se torna relevante, nada acontece (Lei do
Livre Arbítrio).
Hilton