sexta-feira, 21 de julho de 2017

A vida tem outro sentido além do que praticamos? (4)



Temos repetido as informações anteriores pelo fato de serem sequenciais, facilitando a formação da linha de raciocínio.
Hilton

Continuação (4)

Pensamento do dia 19 de julho de 2...

(1) Existe um significado mais elevado?
Todos nós temos prioridades diferentes. Cuidar daqueles próximos a nós de forma sábia e amorosa e ter um trabalho significativo dá grande satisfação. Perder-se em empreendimentos criativos é libertador para muitas pessoas. 
Família, trabalho, amigos e atividades nas horas de lazer preenchem nossos dias. Isso pode trazer conteúdo e sentido por muitos anos. 
Mas quando envelhecemos – se não antes – podemos perceber que algo importante está faltando. 
Uma pergunta pode estar surgindo diante de nossa consciência: Existe um significado maior para o ser humano? Existe uma outra finalidade, compartilhada por todos os seres humanos, para a nossa vida na terra? 
Paul Brunton.

Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos próximos pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.

(2) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de reencarnarmos. Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada reencarnação, prestando atenção somente às nossas  necessidades ilusórias. São ilusórias, pois são perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda continuamente suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos aspectos físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo de tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”, “ter” e “poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o continuísmo da vida que é eterna.

Nos preocupamos com as aparências e significativamente com a vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade é frágil, inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que acontece na vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na dedicação aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na curiosidade, entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a interiorização do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria ser a atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a maior parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.  
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento, por isso que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações, respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias, repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria  normal.

Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade, determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem sentido. Me deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que a vida me reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no azar, no acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.

Todos nós precisamos de um redirecionamento de prioridades pois as consequências tem sido cada vez mais graves e mais contundentes. Isto só tende a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela que será a grande decisão, continuar ou abdicar do livre arbítrio.

(3) O processo de evolução humana serve a um propósito duplo. O primeiro é desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais. O segundo é levar o indivíduo a investigar, e se tornar plenamente consciente de, sua origem divina.
PB.

Pois bem, PB descreve com objetividade, a meta da evolução humana:
Desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais para que isto nos leve a investigar, e nos tornarmos plenamente consciente da nossa origem divina.
Creio que a maioria parou no primeiro passo e se deu por satisfeito, ou vem, quase  indefinidamente, dedicando-se a envolver-se cada vez mais nos aspectos físicos, emocionais e intelectuais julgando que é o suficiente.
Misturou religiosidade com emoção e intelectualizou, racionalizando que a religião deve atender necessidades e atributos da vida material. Criou inúmeras ilusões e fantasias a este respeito, por imposição de “domínio sob medos”  com indivíduos fracos que ao longo do tempo fomentaram e profissionalizaram estes falsos atributos.
Sabemos que os atributos físicos, emocionais e intelectuais deveria nos levar a investigar nossa origem divina, universal e cósmica.

No entanto, a Vida sendo criativa, inteligente porque provem do Criador, usa de atributos que criam barreiras, dificuldades, empecilhos que atropelam nossos interesses físicos, emocionais e intelectuais, para percebermos que o outro lado ( nossa origem divina) precisa dos mesmos esforços para desenvolver-se.  

A investigação é essencial, assim fazemos e fizemos ao longo das eras, mas a  maioria reteve-se nos planos físicos, emocionais e intelectuais. Poucos seres humanos deram-se ao trabalho de desenvolver a busca pela espiritualidade e a compreender o continuísmo da Vida, não como física, mas como essência, como síntese do Todo, do Criador.
Independente dos nossos esforços, tivemos ao longo das eras, diversos Seres iluminados que em todas as raças, continentes, religiões, vieram assegurar-se de transmitir ensinamentos que pudesse nos levar a este continuísmo investigativo.

A maioria optou por deixar ser conduzido, “comprando” ideias e ideais e pagando um custo altíssimo, estacando a curiosidade sadia da pesquisa sobre nosso eu.
É preciso retomar este aspecto investigativo, precisamos nos autoconhecer, sair do lugar comum, crer nas nossas infinitas possibilidades.
Voltar-se para dentro, para o eu interno, para este novo horizonte poderá despertar nosso Instrutor Interno, nos libertando deste ranço ilusório que esgotou já a muito tempo suas possibilidades, coerências e perfeccionismo, voltando-se tão somente, para as vaidades.

O autoconhecimento é um eterno vir a ser. É algo sem fim, pois a cada conhecimento adquirido um novo iniciará, onde novos parâmetros, novos conceitos e novas verdades complementará o que foi aprendido.
Viver precisa ter este significado senão não é viver, é repetir.

(4) Estamos aqui no mundo físico para um propósito mais elevado que o óbvio propósito físico da autopreservação, pois mesmo este contribui para ele. Estamos aqui para evoluir na consciência do Eu Superior. Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
PB.

Pois bem, podemos dizer que a autopreservação faz parte dos instintos, ou seja, desenvolvemos nos primórdios da civilização na Terra. Hoje é algo arraigado em nosso ser.
Como exemplo, podemos citar que não precisamos comunicar ao nosso coração que pulse continuamente, que o fígado filtre o que entra, que os pulmões aspire e inspire, mas devido a inúmeras indisciplinas na manutenção da vida humana, não saímos da fase instintiva, mesmo tendo agregado a fase mental/intelectual.

Na etapa atual do ciclo planetário deveríamos estar entrando na fase da conscientização da vida plena, espiritual, no alinhamento com o Eu Superior.
Defasados como estamos, perdemos inúmeras percepções e impulsos originados nas esferas superiores, nas Hierarquias, nas Consciências Elevadas que emanam e não encontram campo fértil na mente humana, para desenvolverem-se.  
Isto vem exigindo grandes esforços dos indivíduos para que tais percepções possam ser sentidas, mesmo que parcialmente.
Não é à toa que tanta “ajuda” tem se manifestado, nos dias atuais, para que possamos nos orientar para este confuso final de ciclo terreno.

A principal característica desta situação é a insatisfação que borbulha dentro de nós. É uma insatisfação voltada para a confusão, para a ausência, para a necessidade de algo que não conseguimos identificar e muito menos encontrar. Isto ocorre porque nos voltamos, e tão somente, para as ilusões da vida material.

O pensamento é claro neste aspecto: Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
Se este aspecto não se torna relevante, nada acontece (Lei do Livre Arbítrio).
Hilton

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