Continuação (5)
Pensamento do dia 19 de julho de 2...
(1) Existe um significado mais elevado?
Todos nós temos prioridades diferentes. Cuidar
daqueles próximos a nós de forma sábia e amorosa e ter um trabalho
significativo dá grande satisfação. Perder-se em empreendimentos criativos é
libertador para muitas pessoas.
Família, trabalho, amigos e atividades nas horas de
lazer preenchem nossos dias. Isso pode trazer conteúdo e sentido por muitos
anos.
Mas quando envelhecemos – se não antes – podemos
perceber que algo importante está faltando.
Uma pergunta pode estar surgindo diante de nossa
consciência: Existe um significado maior para o ser humano? Existe uma outra
finalidade, compartilhada por todos os seres humanos, para a nossa vida na
terra?
Paul Brunton.
Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos
próximos pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.
(2) O propósito imediato da encarnação e evolução
humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis,
do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico
intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.
Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de
reencarnarmos. Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada
reencarnação, prestando atenção somente às nossas necessidades ilusórias.
São ilusórias, pois são perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda
continuamente suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos
aspectos físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo
de tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”,
“ter” e “poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o
continuísmo da vida que é eterna.
Nos preocupamos com as aparências e significativamente
com a vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade é frágil,
inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que
acontece na vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na
dedicação aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na
curiosidade, entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a
interiorização do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria
ser a atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a
maior parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento,
por isso que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos
a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao
mais elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades
essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações,
respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias,
repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria normal.
Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade,
determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem
sentido. Me deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que
a vida me reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no
azar, no acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.
Todos nós precisamos de um redirecionamento de
prioridades pois as consequências tem sido cada vez mais graves e mais
contundentes. Isto só tende a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela
que será a grande decisão, continuar ou abdicar do livre arbítrio.
(3) O processo de evolução humana serve a um propósito
duplo. O primeiro é desenvolver as características físicas, emocionais e
intelectuais. O segundo é levar o indivíduo a investigar, e se tornar
plenamente consciente de, sua origem divina.
PB.
Pois bem, PB descreve com objetividade, a meta da
evolução humana:
Desenvolver as características físicas, emocionais e
intelectuais para que isto nos leve a investigar, e nos tornarmos plenamente
consciente da nossa origem divina.
Creio que a maioria parou no primeiro passo e se deu por
satisfeito, ou vem, quase indefinidamente, dedicando-se a envolver-se
cada vez mais nos aspectos físicos, emocionais e intelectuais julgando que é o
suficiente.
Misturou religiosidade com emoção e intelectualizou,
racionalizando que a religião deve atender necessidades e atributos da vida
material. Criou inúmeras ilusões e fantasias a este respeito, por imposição de
“domínio sob medos” com indivíduos fracos que ao longo do tempo
fomentaram e profissionalizaram estes falsos atributos.
Sabemos que os atributos físicos, emocionais e
intelectuais deveria nos levar a investigar nossa origem divina, universal e
cósmica.
No entanto, a Vida sendo criativa, inteligente porque
provem do Criador, usa de atributos que criam barreiras, dificuldades,
empecilhos que atropelam nossos interesses físicos, emocionais e intelectuais,
para percebermos que o outro lado ( nossa origem divina) precisa dos mesmos
esforços para desenvolver-se.
A investigação é essencial, assim fazemos e fizemos ao
longo das eras, mas a maioria reteve-se nos planos físicos, emocionais e
intelectuais. Poucos seres humanos deram-se ao trabalho de desenvolver a busca
pela espiritualidade e a compreender o continuísmo da Vida, não como física,
mas como essência, como síntese do Todo, do Criador.
Independente dos nossos esforços, tivemos ao longo das
eras, diversos Seres iluminados que em todas as raças, continentes, religiões,
vieram assegurar-se de transmitir ensinamentos que pudesse nos levar a este
continuísmo investigativo.
A maioria optou por deixar ser conduzido, “comprando”
ideias e ideais e pagando um custo altíssimo, estacando a curiosidade sadia da
pesquisa sobre nosso eu.
É preciso retomar este aspecto investigativo, precisamos
nos autoconhecer, sair do lugar comum, crer nas nossas infinitas
possibilidades.
Voltar-se para dentro, para o eu interno, para este novo
horizonte poderá despertar nosso Instrutor Interno, nos libertando deste ranço
ilusório que esgotou já a muito tempo suas possibilidades, coerências e
perfeccionismo, voltando-se tão somente, para as vaidades.
O autoconhecimento é um eterno vir a ser. É algo sem fim,
pois a cada conhecimento adquirido um novo iniciará, onde novos parâmetros,
novos conceitos e novas verdades complementará o que foi aprendido.
Viver precisa ter este significado senão não é viver, é
repetir.
(4) Estamos aqui no mundo físico para um propósito
mais elevado que o óbvio propósito físico da autopreservação, pois mesmo este
contribui para ele. Estamos aqui para evoluir na consciência do Eu Superior.
Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
PB.
Pois bem, podemos dizer que a autopreservação faz parte
dos instintos, ou seja, desenvolvemos nos primórdios da civilização na Terra.
Hoje é algo arraigado em nosso ser.
Como exemplo, podemos citar que não precisamos comunicar
ao nosso coração que pulse continuamente, que o fígado filtre o que entra, que
os pulmões aspire e inspire, mas devido a inúmeras indisciplinas na manutenção
da vida humana, não saímos da fase instintiva, mesmo tendo agregado a fase
mental/intelectual.
Na etapa atual do ciclo planetário deveríamos estar
entrando na fase da conscientização da vida plena, espiritual, no alinhamento
com o Eu Superior.
Defasados como estamos, perdemos inúmeras percepções e
impulsos originados nas esferas superiores, nas Hierarquias, nas Consciências
Elevadas que emanam e não encontram campo fértil na mente humana, para
desenvolverem-se.
Isto vem exigindo grandes esforços dos indivíduos para
que tais percepções possam ser sentidas, mesmo que parcialmente.
Não é à toa que tanta “ajuda” tem se manifestado, nos
dias atuais, para que possamos nos orientar para este confuso final de ciclo
terreno.
A principal característica desta situação é a
insatisfação que borbulha dentro de nós. É uma insatisfação voltada para a
confusão, para a ausência, para a necessidade de algo que não conseguimos
identificar e muito menos encontrar. Isto ocorre porque nos voltamos, e tão
somente, para as ilusões da vida material.
O pensamento é claro neste aspecto: Toda experiência
física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
Se este aspecto não se torna relevante, nada acontece
(Lei do Livre Arbítrio).
(5) Esta Terra, com as várias experiências de bem e
mal, alegria e sofrimento, paz e perigo que nos oferece, é uma escola
iniciática conduzindo o homem animal primitivo ao desenvolvimento da
consciência até que alcance a primeira descoberta de seu Eu Superior.
Pois bem, temos de perceber que o bem e o mal, o certo e
o errado, faz parte do aprendizado no estágio atual.
No entanto, sair desta escola iniciática é uma decisão
que caberá a cada um tomar no momento do encerramento deste ciclo terreno, que
se aproxima velozmente.
Nos encontramos nesta fase, na oportunidade oferecida, e
cada um definirá sua escolha.
Um ciclo planetário abrange subciclos, onde a humanidade
teve ápices de ascenção e desdobramento evolutivo.
De forma resumida, ganhamos o corpo mental nos primórdios
da raça humana, para o desenvolvimento do intelecto, da inteligência; na
era Atlântida o corpo emocional, onde as paixões como forma rudimentar do amor
começou a tomar forma, e assim ocorreu sucessivamente através de experiencias
individuais e coletivas, onde padrões de evolução material foram introduzidas
para que pudéssemos discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado.
Mas o ciclo se encerra, chega ao seu final e a cada ser
humano terá de optar pelo caminho a seguir.
A nova meta, no novo ciclo terreno, se volta para a
ascenção em viver o Eu Superior. Novos objetivos, significados, dimensões,
contatos, conceitos, alteram-se para um novo patamar de ascese que inicia-se a
partir das modificações da superfície terrestre.
Uma leva de seres humanos estão se preparando e sendo
preparados para a 6ª Raça Humana que não mais se fixará no desenvolvimento dos
planos materiais, mas no desenvolvimento dos planos espirituais.
Podemos dizer que a matéria ficará em segundo plano, como
hoje vem ocorrendo com o espirito, mas não por desleixo ou indiferença como
hoje é característico, e sim porque as necessidades materiais simplesmente
serão supridas para não desviar o novo homem das novas metas que lhe será
apresentado.
Nada se compara com o que hoje acontece. Será tão
diferente que podemos, literalmente dizer, que a nova Terra será um novo mundo.
Relances deste novo contexto estão sendo disseminados
para aqueles, cujas Tarefas faz parte esta divulgação.
Hilton
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