Continuação
(3)
Pensamento
do dia 27 de julho de 2...
Como
o tempo está acelerado e vem se encurtando, passo o novo tema dos próximos
pensamentos.
(1)
O que é um vislumbre?
Muitas
pessoas se lembram de experiências incomuns quando de repente e sem advertência
foram elevadas afora a existência comum de seus egos para dentro de uma
consciência nova e elevada, plena de terno amor e harmonia.
A
experiência de um vislumbre é inesquecível. Numa descrição pode dar-lhe justiça
plena. Mas o vislumbre confirma a existência de uma consciência mais elevada,
que está em nós – e que somos essa consciência!
PB.
(2)
Podemos convencer o intelecto de que a alma existe – mas a única prova
realmente adequada é uma experiência pessoal intuitiva dela.
PB.
Pois bem, na fé acreditamos que a alma existe, mas no plano
material ela não se manifesta porque não é palpável, visível e não expressa
forma, cor, som, etc., ou seja para os 5 sentidos a alma não existe.
Portanto, sendo algo imaginário temos de crer na sua existência
pela fé.
Esta sensação de inexistência acontece por não estarmos
preparados, ou à altura de senti-la como ela realmente é, ou seja, estamos num
estágio aquém da alma.
Sendo assim alma, espirito, Deus, impulsos, insight, fé, entre
tantas outras manifestações, de fato no mundo material não existe.
Pois bem, até apouco tempo atrás voar de avião, dirigir a 100km/h,
mergulhar a 20 mts de profundidade, usar um celular, jogar videogames,
construir pontes, viadutos, pisar na Lua era simplesmente inimaginável, mas na
medida que fomos progredindo cientificamente, intelectualmente e utilizando um
potencial maior de inteligência, estas possibilidades tornaram-se reais e as
usufruímos.
Da mesma forma é com a alma, com o espirito, com Deus, impulsos,
insights, etc., na medida que nos aprofundamos nos planos imateriais ou sutis
da vida, tais possibilidades tornam-se reais e factíveis de as usarmos.
Vejam que o primeiro passo é a fé, ou seja, acreditar sem provas.
A partir deste estagio, aceitamos uma ideia e nos passos seguintes, realiza-la.
Necessitamos de uma experiencia intuitiva proveniente da alma,
pois nas esferas superiores e ela que nos coliga com consciências maiores.
Passamos a vida inteira, ou vidas inteiras na busca e no
aperfeiçoamento do intelecto, da inteligência, do conforto mas com foco
exclusivo nas ambições da matéria, deixando de lado a única coisa essencial que
podemos levar ao concluirmos uma vida. Todo o resto fica, apodrece, se perda,
desgasta, fica ultrapassado. Mesmo assim tem sido somente a isto que temos nos
dedicado. É muita incoerência.
A intuição é um vislumbre através da alma. Não se refere ao que
estamos pensando, raciocinando, intelectualizando, não provem de ideias
compradas, pois é um insight fragmentado de algo maior e caberá a cada um
desenvolver e desfragmentar este insight.
Pode ter até uma certa associação de algo relacionado com a
experiencia da vida material em questão, desde que a alma tenha definido que
naquele momento é o que precisamos.
Ora, precisamos tirar o foco exclusivo das ambições materiais,
pois o que vem da alma se relaciona com aspectos da eternidade, portanto não
são consideradas coisas efêmeras, perecíveis, gananciosas, etc..
Com foco exclusivo nos aspectos materiais da vida, como temos
feito, a alma analisa que insights intuitivos não teriam reflexos na nossa vida
e portanto, usando da Lei da Economia, energias desta natureza não são
desperdiçadas.
Estamos na fase de muitas e grande mudanças.
Não basta termos vontade de aderir, temos de ter fé nesta adesão,
pois o que está mudando, nosso ego e nosso intelecto nunca tiveram acesso e não
sabem identificar o que é.
Não basta uma mudança de postura, pois exige-se mudanças internas
profundas, superação de preconceitos, de ideias preconcebidas, exige-se extrema
ousadia, coragem e muita abnegação, recheada de fé.
O tempo voa, se acelera, se encurta e a humanidade ainda se
preocupa com questões das quais não tem nenhuma chance em resolve-las. As
questões mundiais, no plano que nos encontramos, são insolúveis, portanto serão
das “esferas superiores” que as soluções virão.
A introspeção, ou voltar-se para dentro, para o Eu Interno, poderá
fazer com que administremos melhor o pouco tempo que nos resta e possamos ter
os insights necessários para nos alinharmos com o que é necessário.
Realinhe-se.
(3)
Vislumbre: "É um estado de refinada ternura, de um amor que jorra de um
centro interno e se irradia para todas as direções. Se outros seres humanos ou
animais se põem em contato com você nesse momento, tornam-se receptáculo desse
amor sem exceções, pois então nenhum inimigo é reconhecido, não há desafetos e
é impossível considerar quem quer que seja repulsivo".
PB.
Pois bem, eis uma descrição do vislumbre. Só quem sentiu saberá
identificar esta magnifica sensação.
Todos tem acesso ao vislumbre mas a maioria está tão ocupada com
suas preocupações que não percebe quando este ocorre.
Não há preparo para um vislumbre, mas simples disciplina com relação
às nossas preocupações.
Pior é que pensamos nelas como se pudéssemos modifica-las. Tudo
que fazemos e demandamos no intuito de corrigir algo errado, provem do nosso
Ser Interno e não das ações recheadas de raciocínio e intelecto.
No entanto, todas as mazelas e confusões provem da personalidade e
do ego que busca em primeiro lugar, julgar e agir no julgamento, portanto,
errar.
Quando começarmos a disciplinar nossas emoções, nossas
preocupações e nossas ações, começaremos a conquistar um equilíbrio mínimo necessário
para o vislumbre.
Um vislumbre não ocorre em alguém tenso, preocupado, com medo,
aflito, desalinhado ou expressando sentimentos que não condizem com a
neutralidade.
O indivíduo neutro, equilibrado e distante das situações ao seu
redor começa a ficar apto a ter vislumbres, portanto é uma mera questão de
disciplina.
A vida promove situações que precisam de alinhamentos. Nada ocorre
por acaso, por azar, por desleixo, mas simplesmente porque forças cármicas
estão envolvidas e precisam ser equilibradas ou anuladas.
Tudo que julgamos estar errado, está absolutamente certo porque provem da Inteligência Divina.
Simplesmente não compreendemos ou não temos ainda a inteligência
necessária para compreender.
Quando não compreendemos como e porque algo ocorre é porque
estamos defasados do mínimo necessário no campo da abertura espiritual. Quando
compreendemos e temos de resolver, permitir que o Ser Interno se manifeste é
essencial para que novos erros não aconteçam.
Portanto, dada a situação atual da humanidade dá para compreender porque
erramos tanto.
Realinhe-se.
Hilton
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