Pensamento
do dia 09 de setembro de 2015.
Cada
um de nós contribui com sua parte para a perfeição.
Dorothy
Maclean
Pois bem, hoje iremos, resumidamente contar a
estoria de um pequeno planeta chamado Merla.
Após a sua formação original, na grande poeira
cósmica universal, Merla foi intensamente bombardeada com meteoros, meteoritos,
asteroides, cometas, criando e reunindo as condições e os elementos essenciais
para sua formação e evolução.
Quando se sentiu pronto, percebeu que tinha de ser
útil, de servir, de atender os anseios de seu grande núcleo de magma.
Ofereceu-se para que as criaturas universais
fizessem uso da sua superfície.
Merla se tornou um planeta belíssimo, agradava aos
olhos mais exigentes em todas as linhas evolutivas, da divindade. Pequeno, mas
poderoso, agradecia constantemente seu Regente, o Sol, da qual recebia a
energia da vida.
Acolheu.
Acolheu seres que chamaremos de pulgas, não
menosprezando sua importância, até porque vieram seres deuses, com almas
individualizadas, para perpetuarem seu processo evolutivo, mas eram diminutos
se comparados a Merla.
Merla optou por uma linhagem de pulgas que seria um
verdadeiro desafio, pois o grau de liberdade dada às pulgas era imenso.
Elas vieram, foram se instalando e procriando.
Merla ofereceu o que tinha de melhor, sua
vegetação, sua beleza, suas águas, suas rochas, seus minerais, inclusive os
percussores da Luz divina como o ouro, a energia magnética, sua atmosfera pura
e abundante, enfim cedeu o máximo da sua capacidade e da sua proteção, torcendo
para que as pulgas tivessem todas as reais possibilidades de sucesso.
As pulgas foram se proliferando, usando e abusando,
não paravam de procriar desenfreadamente, atingiram os limites, ultrapassaram
estes limites e tornaram a vida planetária um inferno.
Destruíram, interferiram, cortaram, represaram as
águas, a corrente sanguínea de Merla, destruíram suas rochas, cavaram buracos
profundos, depositaram lixo químico, orgânico, nuclear, em todos os lugares que
ocuparam, deixando um rastro imenso de destruição, não só na superfície, como
na atmosfera e nas águas.
Mas, o pior de tudo é que não evoluíam. Só
consumiam, cada vez mais e com uma ganancia absurda que levava ao profundo
desperdício.
A finalidade principal, evoluir e se disciplinar,
as pulgas não faziam, não evoluíam e não se disciplinavam.
Começaram, alem da destruição da superfície e dos
demais reinos que vieram com a mesma finalidade, a se auto destruírem.
As pulgas tornaram-se essencialmente predadoras,
pois consumiam, não repunham, não preservavam e alem de tudo mudavam o que foi
constituído e criado pelo mesmo Pai que criou Merla, pois suas essências e
tendencias negativas, não mudavam
Desastre total. Colapso eminente.
Merla se sentia ofendida, negligenciada, tinha
dificuldades de girar em torno do próprio eixo, se sentia exaurida, com suas
reservas naturais sendo consumidas vorazmente.
As dificuldades iam aumentando e a população das
pulgas entraram em processos de sofrimento, pois degladiavam-se por terras, por
ouro, por suas reservas naturais, retendo com poucos o que faltava para muitos.
Sua rotação ao redor da estrela, que lhe provia
vida, também entrava em dificuldades.
Merla toma uma decisão e resolve livrar-se deste
grande sacrifício, pois sentia que não estava tendo nenhum reflexo positivo,
nem pra ela e nem pras pulgas e resolve agir.
Primeiro chacoalha-se violentamente, livrando-se
das construções das pulgas, que não tinham o menor sentido pois apoiavam-se na
energia do egoismo, da posse, da ganancia. Como o cachorro que sai do banho,
chacoalha-se para se livrar do excesso.
Com esta ação percebe que agora precisa do grande
banho e sabe que suas águas possuem os elementos químicos e minerais que
poderão desinfetar suas grandes feridas abertas e assim o faz.
Em seguida sente a necessidade do bálsamo
purificador, da pomada cicatrizante e purificadora que irá reconstituir sua
superfície e torna-la novamente apta a servir aos designos para qual Merla foi
constituída que é de abrigar as criaturas universais. Vem a lava, as cinzas e o
fogo das suas entranhas, reconstituindo sua superfície de forma que esteja
liberada de todos os resíduos e do lixo produzido pelas pulgas.
Não é a primeira vez, Merla sabe como agir e o faz
assim que o Pai consentiu.
Merla adormece e deixa o tempo agir.
Ao acordar percebe que toda sua exuberância e
beleza voltaram.
Oferece-se novamente e o Pai lhe garante que as
novas pulgas viram para somar, para contribuir, para evoluírem em conjunto em
sintonia, de acordo com a harmonia universal.
Merla torna-se sagrada e recebe em sua superfície a
vida universal, todos a visitam, pois sua exuberância e beleza é de se admirar.
A contribuição é universal e Merla torna-se, pela primeira vez parte do Grupo
dos Sagrados.
Vejam que a perfeição não se atinge sozinho, mas é
uma soma, uma contribuição que todos, imbuídos das mesmas intenções, agregam
qualidades.
Se eu tenho certos qualidades, o outro tem outras
qualidades e assim sucessivamente, todos, ao final tendem a ter todas as
qualidades.
Não podemos nos distanciar ou nos dissociar do
conjunto que vivemos.
Na superfície terrestre somos uma única coisa. Os
reinos se somam, a vida se soma, as qualidades se agregam e todos se
beneficiam.
A forma que temos nos conduzido com essa vida
ilusória e irreal, nos separa, desagrega, nos torna irresponsáveis e omissos de
coisas que todos tem a mesma responsabilidade.
Vamos refletir.
Obs. Conforme o que foi anunciado na reunião do
Grupo, ontem, saimos da energia de Mirna Jad e de agora em diante estaremos sob
a custodia da energia de Aurora.
Oportunamente seremos instruídos sobre as
características que podem ser predominantes.
A próxima Vigília será dedicada ao Planeta Terra,
que entra na sua delicada fase de transformações.
Sem medos e sem retrações, vamos continuar firmes
em nosso propósito de contribuir, de acordo com nossos limites e nosso alcance.
Gratidão a Mirna Jad que nos acolheu por 3 anos e
teve a paciência e tolerância para suportar nossos descompassos.
Gratidão a Aurora que nos recebe e nos acolhe com
sua exuberância e seu potencial pela qual iremos reunir todos os nossos
esforços possíveis e quem sabe impossíveis, num primeiro momento, para darmos a
nossa colaboração.
Jamais desistam. Este ato de covardia não deve
pertencer ao nosso vocabulário.
Não coloquem o medo na frente, mas coloque-o como o
último da fila.
Confia, confia, confia! Esta palavra é mágica e
revolucionaria.
A Ajuda sempre estará presente, basta somente
permitir e Ela irá atuar.
Não discuta com Deus, Ele sabe o que faz.
Todos, sem exceção chegarão ao mesmo destino e
será o grande reencontro.
Muita paz.