quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Merla.

Pensamento do dia 09 de setembro de 2015.

Cada um de nós contribui com sua parte para a perfeição.
Dorothy Maclean

Pois bem, hoje iremos, resumidamente contar a estoria de um pequeno planeta chamado Merla.
Após a sua formação original, na grande poeira cósmica universal, Merla foi intensamente bombardeada com meteoros, meteoritos, asteroides, cometas, criando e reunindo as condições e os elementos essenciais para sua formação e evolução.
Quando se sentiu pronto, percebeu que tinha de ser útil, de servir, de atender os anseios de seu grande núcleo de magma.
Ofereceu-se para que as criaturas universais fizessem uso da sua superfície.
Merla se tornou um planeta belíssimo, agradava aos olhos mais exigentes em todas as linhas evolutivas, da divindade. Pequeno, mas poderoso, agradecia constantemente seu Regente, o Sol, da qual recebia a energia da vida.
Acolheu.
Acolheu seres que chamaremos de pulgas, não menosprezando sua importância, até porque vieram seres deuses, com almas individualizadas, para perpetuarem seu processo evolutivo, mas eram diminutos se comparados a Merla.
Merla optou por uma linhagem de pulgas que seria um verdadeiro desafio, pois o grau de liberdade dada às pulgas era imenso.
Elas vieram, foram se instalando e procriando.
Merla ofereceu o que tinha de melhor, sua vegetação, sua beleza, suas águas, suas rochas, seus minerais, inclusive os percussores da Luz divina como o ouro, a energia magnética, sua atmosfera pura e abundante, enfim cedeu o máximo da sua capacidade e da sua proteção, torcendo para que as pulgas tivessem todas as reais possibilidades de sucesso.
As pulgas foram se proliferando, usando e abusando, não paravam de procriar desenfreadamente, atingiram os limites, ultrapassaram estes limites e tornaram a vida planetária um inferno.
Destruíram, interferiram, cortaram, represaram as águas, a corrente sanguínea de Merla, destruíram suas rochas, cavaram buracos profundos, depositaram lixo químico, orgânico, nuclear, em todos os lugares que ocuparam, deixando um rastro imenso de destruição, não só na superfície, como na atmosfera e nas águas.
Mas, o pior de tudo é que não evoluíam. Só consumiam, cada vez mais e com uma ganancia absurda que levava ao profundo desperdício.
A finalidade principal, evoluir e se disciplinar, as pulgas não faziam, não evoluíam e não se disciplinavam.
Começaram, alem da destruição da superfície e dos demais reinos que vieram com a mesma finalidade, a se auto destruírem.
As pulgas tornaram-se essencialmente predadoras, pois consumiam, não repunham, não preservavam e alem de tudo mudavam o que foi constituído e criado pelo mesmo Pai que criou Merla, pois suas essências e tendencias negativas, não mudavam
Desastre total. Colapso eminente.
Merla se sentia ofendida, negligenciada, tinha dificuldades de girar em torno do próprio eixo, se sentia exaurida, com suas reservas naturais sendo consumidas vorazmente.
As dificuldades iam aumentando e a população das pulgas entraram em processos de sofrimento, pois degladiavam-se por terras, por ouro, por suas reservas naturais, retendo com poucos o que faltava para muitos.
Sua rotação ao redor da estrela, que lhe provia vida, também entrava em dificuldades.
Merla toma uma decisão e resolve livrar-se deste grande sacrifício, pois sentia que não estava tendo nenhum reflexo positivo, nem pra ela e nem pras pulgas e resolve agir.
Primeiro chacoalha-se violentamente, livrando-se das construções das pulgas, que não tinham o menor sentido pois apoiavam-se na energia do egoismo, da posse, da ganancia. Como o cachorro que sai do banho, chacoalha-se para se livrar do excesso.
Com esta ação percebe que agora precisa do grande banho e sabe que suas águas possuem os elementos químicos e minerais que poderão desinfetar suas grandes feridas abertas e assim o faz.
Em seguida sente a necessidade do bálsamo purificador, da pomada cicatrizante e purificadora que irá reconstituir sua superfície e torna-la novamente apta a servir aos designos para qual Merla foi constituída que é de abrigar as criaturas universais. Vem a lava, as cinzas e o fogo das suas entranhas, reconstituindo sua superfície de forma que esteja liberada de todos os resíduos e do lixo produzido pelas pulgas.
Não é a primeira vez, Merla sabe como agir e o faz assim que o Pai consentiu.
Merla adormece e deixa o tempo agir.
Ao acordar percebe que toda sua exuberância e beleza voltaram.
Oferece-se novamente e o Pai lhe garante que as novas pulgas viram para somar, para contribuir, para evoluírem em conjunto em sintonia, de acordo com a harmonia universal.
Merla torna-se sagrada e recebe em sua superfície a vida universal, todos a visitam, pois sua exuberância e beleza é de se admirar. A contribuição é universal e Merla torna-se, pela primeira vez parte do Grupo dos Sagrados.

Vejam que a perfeição não se atinge sozinho, mas é uma soma, uma contribuição que todos, imbuídos das mesmas intenções, agregam qualidades.
Se eu tenho certos qualidades, o outro tem outras qualidades e assim sucessivamente, todos, ao final tendem a ter todas as qualidades.
Não podemos nos distanciar ou nos dissociar do conjunto que vivemos.
Na superfície terrestre somos uma única coisa. Os reinos se somam, a vida se soma, as qualidades se agregam e todos se beneficiam.
A forma que temos nos conduzido com essa vida ilusória e irreal, nos separa, desagrega, nos torna irresponsáveis e omissos de coisas que todos tem a mesma responsabilidade.

Vamos refletir.


Obs. Conforme o que foi anunciado na reunião do Grupo, ontem, saimos da energia de Mirna Jad e de agora em diante estaremos sob a custodia da energia de Aurora.
Oportunamente seremos instruídos sobre as características que podem ser predominantes.
A próxima Vigília será dedicada ao Planeta Terra, que entra na sua delicada fase de transformações.
Sem medos e sem retrações, vamos continuar firmes em nosso propósito de contribuir, de acordo com nossos limites e nosso alcance.
Gratidão a Mirna Jad que nos acolheu por 3 anos e teve a paciência e tolerância para suportar nossos descompassos.
Gratidão a Aurora que nos recebe e nos acolhe com sua exuberância e seu potencial pela qual iremos reunir todos os nossos esforços possíveis e quem sabe impossíveis, num primeiro momento, para darmos a nossa colaboração.

Jamais desistam. Este ato de covardia não deve pertencer ao nosso vocabulário.
Não coloquem o medo na frente, mas coloque-o como o último da fila.
Confia, confia, confia! Esta palavra é mágica e revolucionaria.
A Ajuda sempre estará presente, basta somente permitir e Ela irá atuar.
Não discuta com Deus, Ele sabe o que faz.
Todos, sem exceção chegarão ao mesmo destino e será o grande reencontro.


Muita paz.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Experiência e não aprendizado.

Pensamento do dia 08 de setembro de 2015.

Quando reconhecerem a grande e silenciosa Fonte de vocês, que é a mesma de todos, então tudo vai se encaixar.
Dorothy Maclean.

Pois bem, de certa forma, ouvimos falar constantemente desta Fonte, ou do Pai, ou de Deus, ou de Adonai, ou de Emanuel, ou de Abba, enfim vários nomes são dadas para a mesma Fonte que nos criou.
Individualizamos, pela falta da capacidade de assimilar melhor, o inimaginável, criando a fantasia de um Deus, homem velho, cansado, sentado no trono, nos observando, dando a sensação que fomos entregue à própria sorte.
Esta figura está tão encruada em nossa mente que só conseguimos nos relacionar com a Fonte desta forma. Por isso que muitos mantem a imagem de um deus omisso, vingativo, punitivo, ofuscado pela responsabilidade, como se não pudesse dar conta da sua própria criação.
Pior que isso é que este deus ficou externo, nós aqui e ele lá em cima, muito alto, inalcançável.
Erros grosseiros desta natureza vem se confirmando por séculos e séculos, como se estivéssemos entregues à própria sorte, fazendo com que tenhamos de lutar, de competir, de dividir, de possuir, para sobrevivermos.
Jesus veio ao mundo para nos mostrar exatamente o contrário, um Deus amoroso, completo, onisciente, onipresente, onipotente, que nos deixou o grande legado, o sucesso de nossa ascenção, independente do que fizemos ou estamos fazendo.
Então o que nos falta para chegar Lá?

Experiência !

Muitos falam que viemos aqui para aprender, quando na realidade viemos aqui para experimentar.
O certo, o errado, o frio, o quente, o bom, o ruim, a morte, a vida, o medo, a paz, a luz, a escuridão, a dor, a tranquilidade, o esforço, a entrega, enfim os opostos precisam fazer parte da nossa bagagem, pois quando chegarmos Lá, seremos Seres Completos.
Mas uma coisa é certa, chegaremos Lá, e serão todos.
Por isso que vivemos fases temporais, onde o fator tempo precisa existir até para avaliarmos nossos sucessos e nossos fracassos nas experiências realizadas.
Ora, não precisamos fazer isto cegamente, basta acolhermos toda a Ajuda que encontra-se disponível para todos e daremos saltos incríveis nesta jornada de experiências, com sucesso.
As experiências não são “imaginadas” para sofrermos, mas é a nossa incapacidade de compreende-la que nos coloca em sofrimento. Quando as compreendemos, elas cessam imediatamente, por milagre ela se esvai, termina e irá parecer que nunca existiu.
O medo, sempre o medo nos retém, nos atormenta e nos corrói. Com medo não saímos de um ciclo vicioso de experiências continuas e confusas que circulam como um ar viciado, estonteante e nefasto, num ambiente fechado. Quanto mais medo maior será a separação.

Resumidamente, podemos dizer que o aprendizado já o possuímos.

Confia!

Palavra chave e absoluta nesta fase da Vida (ciclo atual no livre arbítrio) onde os ciclos de experiências são continuas e constantes e abordam todos os aspectos de superação que teremos de enfrentar e vencer, através desta palavrinha mágica que quase todos desprezam.

Amor!

Outra palavra que sem Ela não existiríamos, portanto se não amarmos incondicionalmente, o que fazemos não serve.
Incondicionalmente: sem recíproca, sem trocas, sem contrapartidas, sem, sem, sem, sem !

Tenho visto muitas pessoas tentarem viver ecologicamente corretas, praticando centenas de disciplinas na vida com a ideia de salvar os reinos, o ar, a terra, os mares, enfim o planeta, mas por dentro são amarguradas, angustiadas, insensíveis com muitas coisas, intolerantes, medrosas, confusas, descrentes das informações que elevam e que evoluem uma pessoa. O que fazem é inerte, incipiente, desnecessário, inútil, perda de tempo, inexpressivo, insignificante, pois sem amor, nada, absolutamente nada funciona.
Perdem tempo com o irrelevante, com o desprezível e não resolvem em nada o gravíssimo problema que já nos levou ao colapso final com a Mãe Natureza.
Transporte este conceito para o resto que fazemos, como a educação dos nosso filhos, com nossos relacionamentos, com nossas atitudes, com nossos empenhos, com nossas atividades, com nossa vida e verão que nada tem sido bem feito, ou corretamente como deveria ser.
Sem este amor incondicional, simplesmente não amamos.

Cuidar de si!

Talvez soe como algo incorreto, egoísta, mas será na evolução espiritual de cada um que somará para todos.
Todo ser humano deveria, primordialmente, cuidar da sua própria evolução, da sua ascenção, aprofundar o seu conhecimento, sua base espiritual, sair da ignorância fecunda que o cerca, para ampliar sua capacidade de compreender a Vida que Deus criou e não perder tempo com atitudes “ecologicamente” corretas, ou de “relacionamentos” aparentemente cordiais e pacatos,  que sem amor incondiconal, valem zero (000000000000000).

Reconhecer pelo menos que a Fonte existe é  abrir espaço para encaixar-se com o tempo, com a Vida, com a vida, com o ser interior, com a meta espiritual, com a evolução, com a natureza, com os desígnios do aprendizado, enfim, é ter FÉ.
Portanto, viver bem, em primeiro lugar é amar, em segundo lugar é amar, em terceiro lugar é amar e assim por diante, até o infinito.

Proponho que façamos algumas reflexões bem profundas a respeito deste tema, para tentarmos nos alinhar melhor na vida e com a Vida.
Claro, para os que tiverem tempo.

 Hilton