Mesmo que a mente esteja cultivando energias positivas, ela pode
ocupar-se inadvertidamente de fatos não essenciais, restringindo a abertura aos
níveis superiores. É portanto necessário que o ser esteja disponível e também
desapegado do cotidiano material, num sentido bem mais amplo do que o existente
na média humana.
Esse estado é uma prova de fé, de saber o quanto se confia no
poder supremo, pois quem tem oportunidade de estar diante da Fonte Única de
vida não deve se deixar levar pela ilusão dos fatos materiais.
Figueira.
Pois bem, o indivíduo desperto e atento aos fatos da vida
espiritual, com interesses verdadeiros na sua rotina evolutiva, poderá facilmente
se deixar seduzir pelas maravilhas do mundo ilusório.
De fato são maravilhas pois a ilusão pode ter um bom começo mas
sempre terá um final horrível. A garantia desta possibilidade é o fato de ser
uma ilusão, ou seja, algo que pode ocorrer mas que contraria as Leis Universais
(ou também conhecida como Leis Divinas).
Tudo que ocorre contrária a estas Leis, inevitavelmente,
desmoronará.
No íntimo, sempre saberemos o que pode e o que não se pode fazer,
mas por uma questão de vaidade e atenção, fazemos mesmo assim. O livre arbítrio
permite, pois as decisões fazem parte do jogo da vida sobre as escolhas.
Optando por escolhas que contraria o eu interno, somente uma
questão de tempo para desmoronar. No entanto, o homem tem optado pelas ilusões,
pois isto o recoloca nos anseios do meio ambiente em que vive. Ele contraria as
Leis vigentes, passa a ser aceito, iguala-se, torna-se cúmplice, compartilha
das desigualdades, cria carmas, mas é aceito no meio social.
No retorno, arrepende-se, assume as consequências, o carma
cobra-lhe a correção da postura assumida e o faz refazer o caminho erroneamente
escolhido.
Este ciclo tem se repetido constantemente na vida dos seres
humanos da Terra, pois as aparências são imprescindíveis para o ego. O ego tem
assumido o controle da maioria das nossas ações, sem levar em conta as consequências
destas ações.
Estamos de tal forma arraigados nestes ciclos contínuos que para
mudar será necessário proceder mudanças na estrutura genética. Isto precisa ser
desincorporado do novo homem na nova Terra.
E assim será no novo contexto que irá exigir: mudança do código genético,
alterações radicais em todo o meio ambiente da superfície terrestre, ausência do
livre arbítrio e hibernação do corpo emocional para que o ego não se manifeste.
A serenidade, a observação, a harmonia e a despreocupação serão
relevantes para que o novo homem mantenha-se aprumado e siga alinhado com as
Leis da nova era.
Aqueles que conseguem mensurar esta nova qualidade de vida, esta
nova oportunidade provida de tantas mudanças importantes, já trabalham com elas.
Isto os faz assumirem certas posturas mais condizentes, mesmo na fase atual.
Este cidadão torna-se mais cordato, mais compreensivo, menos iludido e menos desapegado.
A entrega não o incomoda, pois o que precisará entregar, compreende que estará
sob “as mãos de Deus”.
Eis ai a prova de fé, sendo assim, podemos citar com todas as
letras a última frase do texto: “Esse estado é uma prova de fé, de saber o
quanto se confia no poder supremo, pois quem tem oportunidade de estar diante
da Fonte Única de vida não deve se deixar levar pela ilusão dos fatos
materiais.”
Na tentativa de mensurar o que ocorre hoje, podemos presumir que grande
parte do que fazemos está afeto às nossas ilusões. Muito pouco do que fazemos
está associado ao que é necessário, saudável e evolutivo. Talvez a proporção da
média humana, seja de 90% contra 10%.
Hilton