Se uma pepita de ouro é dada a alguém que julgue possuir menos
outros bens, ela será considerada apenas mais um bem acrescentado à sua riqueza.
Mas se for dada àquela que nada possui, será todo o seu tesouro. Nada tendo,
terá conhecido a necessidade e, se desta puder aprender algo, saberá como se
conduzir na abundancia.
Figueira.
Pois bem, vivemos constantemente todas as situações acima
descritas.
Nosso comportamento deveria ser sempre como um miserável que nada
tem e quando uma informação relevante nos é dada, devemos considera-la nosso
maior bem; estuda-la, absorve-la, aprender a emprega-la e finalmente libera-la.
Parece simples e fácil, mas tem sido muito difícil pois temos uma
postura de acumular a maior parte do que recebemos. Quando acumulamos, não usamos.
Me parecer ser uma questão de “dar prioridade”. Se ficarmos mais
atentos a esta questão, creio que iremos perceber as oportunidades que a vida
nos dá.
No decorrer das nossas reencarnações, necessariamente passamos por
vidas em que as oportunidades são mínimas e restritas aos aspectos da sobrevivência,
mas mesmo assim certas “pepitas” de sabedoria e conhecimento são ofertadas. Em
outras reencarnações estas “pepitas” podem ser abundantes, fartas, disponíveis,
mas mesmo sendo fartas, para poucos elas serão reconhecidas.
Quando adotamos a postura da reflexão é bem provável que possamos
perceber se a vida atual tem sido abundante ou escassa em termos de sabedoria e
conhecimento.
Percebendo a fartura de oportunidades de informações e
acesso é preciso fixar-se neste aspecto para poder completar o que vem sendo
entregue, compreender estas informações em toda a sua extensão e fazer uso desta
riqueza que não tem preço.
Sempre que houver alguma mudança na trajetória do nosso
caminho, as próximas “pepitas” vem na
forma do “ouro dos tolos”, um tipo de mineral sem valor agregado, mas com
efeito espetacular, pois testa nossa capacidade de absorção, de reflexão, do
bem senso e da determinação. Concluídas as etapas em que estamos sendo
avaliados, estaremos aptos a seguir adiante, podendo usufruir novamente a abundância
de informações incríveis e espetaculares, ganhando assim nova expansão na consciência.
Portanto, segue-se
uma rotina em que primeiro somos preparados, depois testados e depois fartamente
amparados. As informações passadas, se absorvidas e corretamente compreendidas,
precisam ser abandonadas e perder o seu efeito de verdade, pois uma nova leva
de informações irá ampliar os conceitos anteriores, abrindo novos horizontes e
expandindo-se para novas fronteiras.
Este ciclo se repete, podendo ocorrer alguns deles em uma única
vida, ou vidas em um único ciclo.
É preciso estar atento, viver com atenção, perceber que a
vida material, se restrita aos aspectos materiais ela é meramente cumpridora de
carmas passados, portanto, nada criativa, monótona, sem graça e repetitiva.
Procurar distrair-se é um efeito colateral do ostracismo que
vivemos na vida meramente material, sem qualquer aspecto positivo para a vida
espiritual.
Enquanto não percebermos a realidade da nossa existência,
continuaremos a ir buscar sem qualquer chance de sucesso, motivos para estarmos
aqui.
Hilton