quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Um novo "sabor".

Somente quando os planos pessoais obtêm a aprovação do destino é que eles podem se concretizar.
PB.

Pois bem, este é o nosso limite.
Como não conhecemos nosso destino em cada reencarnação, reunir um conjunto de ideias e pensamentos nobres e tentar segui-las passa a ser uma boa opção.
Frustrações, desânimos, decepções sempre irão fazer parte deste ciclo de experiencias.
Na realidade isto são ajustes que o destino impõem da qual devemos rever alguns passos e nos preparar melhor para refaze-los. Superar sentimentos de perda são essenciais, senão iremos travar nos primeiros passos e dali não sairemos.
Viver exige constantes reformulações de ideias, pensamentos, atitudes, certa ousadia, incrível disposição, coragem e incrível renovação. Este é o aprendizado da vida.

O destino de cada um interliga-se ao destino da humanidade e ao destino do mundo, assim como o carma de cada um interliga-se ao carma da humanidade.
O maior sempre preponderante sobre o menor. Pode parecer uma certa desvantagem, a principio, mas Servindo aprenderemos e cumpriremos nossa finalidade maior, evoluir.

Encaixe-se nesta ousadia e a vida terá um novo “sabor”.
Hilton

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O duplo propósito da existência humana

O duplo propósito da existência humana
Há um propósito duplo para a existência humana. Devemos desenvolver nossa natureza humana e realizar nossa natureza divina.

Estamos aqui para aprender e amadurecermos como um ser humano completo. Nesse processo evolutivo entramos em harmonia com a Ideia-do-Mundo enquanto expressamos nossa singularidade individual. Cada uma das funções da vida deve ser levada ao pleno uso.

Ao mesmo tempo, o Eu Superior é nossa identidade verdadeira, e desenvolveu sua consciência como a pessoa. O Eu Superior é o que realmente somos, mas muitos de nós não o conhecem, ou não ousam nele acreditar. Essa identidade inconsciente e errônea de pensar que somos o ego é a causa de todos os nossos sofrimentos.

Paralelo ao nosso desenvolvimento humano e baseado em nossa maturidade humana, somos trazidos ao nosso propósito mais profundo – reconhecer nossa verdadeira natureza e transferir nossa identidade do ego para o Eu Superior. É a graça do Eu Superior que nos leva a reconhecê-lo. 
Paul Brunton

Obs.: Temos de refletir sobre este conceito de “duplo propósito da existência humana”.
Estamos cada vez mais próximos de uma “maturidade mínima” que definirá ou não um novo caminho.
A insatisfação é uma manifestação da alma. Através deste sentimento a alma no diz que nosso modelo atual de vida não mais corresponde às necessidades do Eu Superior. É bem simples e direto.
Toda comunicação espiritual é simples e direta. Complicamos quando não usamos a simplicidade.

Como cita o texto sublinhado, ressalta-se que  muitos de nós não ousam acreditar e se prendem taxativamente nas ilusões do mundo materializado. É uma prova.
Superar o ego é condição “sine qua non”. Podemos dizer que desta forma nos tornaremos mais “humanos” ou menos egoístas. Aplicar a cordialidade, a solidariedade, deixar de pensar sempre em si próprio ou nos interesses diretos é algo a ser praticado constantemente. O egoísmo está nos pequenos gestos, nas manifestações mais simples, naquilo que normalmente julgamos inoportuno ou pequeno demais para alguém reparar.
Abdicar, abrir mão, ceder, coisas desta natureza que temos grande dificuldade em fazer, precisa ser uma constante, pois só assim nos acostumaremos com estes procedimentos mais altruístas.
Nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nos pequenos interesses, é assim que nos desapegaremos, pois as grandes acontecem compulsoriamente.

Estes ensinamentos deixam de ser conselhos na fase atual da vida na superfície da Terra, e passam a ser as condicionantes que classificara  se alcançamos ou não a maturidade mínima. É preciso muita atenção com isto se há algum anseio em mudar como se vive.
Hilton

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O mundo e a Mente-do-Mundo.

A seguir, algumas informações “chaves” para compreendermos melhor o sentido da vida.
É importante compreender estes novos conceitos da “realidade que vivemos” pois só assim poderemos expandir a consciência e a mente para entender o significado da vida material.
Vou assinalar alguns tópicos que acho importantes, de prestarmos atenção e refletirmos.

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O mundo e a Mente-do-Mundo (Paul Brunton)
Vimos que há uma realidade interior, uma mente maior, atrás da pessoa, a qual PB chama de o Eu Superior. Qual é então a realidade por trás do mundo?
Mentalismo é um termo que PB usa para explicar que o mundo é um vasto pensamento, não algo material. Quase todo mundo acredita que o mundo esteja lá fora e que a mente está aqui dentro, e que de alguma forma o mundo entra aqui para ser conhecido. O mentalismo assinala que o mundo não é independente do nosso conhecimento dele. Portanto, o mundo tem a sua existência como uma “aparência” na mente

Obs.: As doutrinas orientais chamam esta sensação de que o mundo tem a sua existência como uma aparência na mente, de o grande Maya, ou seja, a grande ilusão. Oportunamente iremos acordar e perceber esta grande ilusão.
Claro que será uma conquista de cada um e para tanto é preciso que se trabalhe com este aspecto.

O mentalismo não só mostra que o mundo é um pensamento, mas aponta para o poder criativo e a presença profunda da mente que tem pensamentos.

Agora mesmo você está lendo estas palavras. Você pode dizer com certeza que está ciente das palavras, de seu corpo, do ambiente onde você está sentado. Mas você não pode levar a consciência para fora e olhar para ela do jeito que você olha para as palavras, para o corpo e para o ambiente. A mente que conhece o mundo não pode ser conhecida da mesma forma que o mundo que ela conhece. Este é o mistério da consciência. O fato mais imediato e importante da experiência – consciência – é ignorado enquanto os conteúdos em contínua mudança obtém toda nossa atenção. 

Obs.: Vejam que neste tópico, ressalta-se que o objetivo é descobrirmos a consciência e não somente as aparências que a mente interpreta sobre a grande ilusão do mundo externo. O mundo externo é um meio, um veículo para esta descoberta e não um fim como assim temos julgado.

Podemos explorar o cérebro tanto quanto quisermos, como um objeto, mas isso não nos leva ao princípio imaterial pelo qual conhecemos ou vemos um cérebro. A consciência cognoscente não pode ser transformada num objeto. A Mente é aquilo que manifesta o mundo e conhece o mundo.

Obs.: Temos e teremos durante nossa existência no universo material, várias manifestações de mundos físicos, através do poder criativo da mente, com a intenção de aprendermos a buscar nossa verdadeira e real origem, que provem do universo imaterial.
Como foi dito na “Continuação (6) – Caminho Breve”, temos de reaprender a linguagem da alma, pois esta será a única forma de continuarmos no caminho ascendente.
Isto não depende de nada e de ninguém, mas dos próprios esforços de cada um.

Além disso, esta natureza da mente que é a realidade mais profunda por trás da pessoa e do mundo, através da qual todos nós conhecemos o mundo, não é local nem individual. É cósmica e infinita.

O nome que PB dá à inteligência criativa que manifesta o mundo é Mente-do-Mundo. Ele diz: "O ato de meditação criativa que traz o universo à existência é realizado pela Mente-do-Mundo. Nós, na medida em que experimentamos o mundo, estamos participando deste ato inconscientemente. É um mundo-pensamento e nós somos seres-pensamento.” Poderíamos simplesmente dizer que a Mente do Mundo "pensa" para que o universo exista.

A ideia da Mente-do-Mundo sobre o cosmos, é a Ideia-do-Mundo. É universal e eterna. A Mente-do-Mundo contempla suas ideias eternas e manifesta suas ideias como o cosmos. A ordem e a continuidade da manifestação é chamada de karma.

Obs.: Vejam que o carma (com c) como é citado nos conceitos esotéricos, é a chama que queima, a locomotiva que nos puxa para a continuidade da evolução. Isto faz o karma (com k) acontecer.
Sem o carma (com c), neste estágio da 3ª dimensão, simplesmente estacionaríamos. Ficaríamos estáticos, parados numa única posição. Por isso de tantas mudanças na ilusória vida material, pois sem este cutucão, nada aconteceria.

Cada um de nós compartilha da Ideia-do-Mundo por pensarmos junto com a Mente-do-Mundo. PB diz: "...A Mente-do-Mundo está escondida no fundo de nossas mentes individuais. A Ideia-do-Mundo gera todo o nosso conhecimento. Quem procura corretamente encontra o sagrado silêncio interior e a sagrada atividade no universo...”

A natureza suprema da Mente é imutável consciência inefável, vazia, espontânea e unificada. Quando a Mente está ativa ao manifestar e sustentar o mundo, é a Mente-do-Mundo. Quando presente e através de centros individuais de experiência, é o Eu Superior. 

PB.
Hilton