Quando
o silêncio emerge, é preciso ao silêncio consagrar—se. Quando o silêncio se afasta,
é preciso em silêncio aguardar o Seu retorno.
Colaborador, firma tua fortaleza. Do poço ergue-te às proximidades do Sol.
Não temas. Não temas. Não temas. A sombra traz a foice, mas nos puros não
encontra o que ceifar.
Na
quietude dos vales deslizam luzes silenciosas. Trabalham pelo porvir. Constroem
o que não podes ver, mas que aí está. Com um estalar de dedos tudo pode
nascer. Não temas.
A
salinidade das lágrimas limpa feridas. O amor as cauteriza. A cura volta a ser
simples; a prolixidade a havia tornado inacessível. Tu, age por meio do
coração.
Mira o
oceano. Contempla suas ondas. Deixa que a água te banhe os pés. Aguarda a
hora de mergulhar nas profundezas, aguarda o silêncio da união que te
arrebatará.
Na
noite, um chamado desperta os que dormem. Não podem levar as sandálias. Pés nus
devem pisar as pedras. O fogo há de tirar deles as camadas de impurezas
incrustadas.
Uma
criança nasce numa casa sem portas.
Conhece a união, o amor e a liberdade. Seu riso é como asas que se movem
trazendo frescor. Vem anunciar o novo tempo.
Há
necessidade de silêncio. A vida tranquila ainda existe em recônditos isolados.
Não cala a ânsia do espírito pela luz. E preciso penetrar a noite. O luar faz
divisar a montanha. Sem palavras, muitos iniciam a escalada.
O
chamado penetra silenciosamente a tua consciência. É tempo de partir para o
serviço.
Figueira.
Pois bem, durante vidas e durante as últimas décadas, fomos instruídos
para o momento que se aproxima velozmente. Como colaboradores devemos servir e
ser úteis.
Para isto bastaria a fé, mas sabendo das nossas inseguranças,
fomos instruídos.
Há uma incrível junção de forças oriundas dos mais diversos planos
para nos ajudar, mas temos de permitir.
Poucos sabem deste segredo (permitir), pois iludidos não percebem
a necessidade de atrairmos estas ajudas, mas muito trabalho e inúmeras providencias
já aconteceram.
Está tudo pronto, nos aguardando para os momentos conturbados e
confusos.
Nossos próprios desatinos farão parte do grande saneamento porque
iremos passar. É preciso limpar toda a sujeira que acumulamos ao longo de
muitas vidas, presos essencialmente nas ilusões.
“Uma criança
nasce numa casa sem portas.” : a nova humanidade está nascendo e com ela a liberdade, a união e o
amor. As ilusões caem pois não haverá mais espaço para suas mentiras.
Na descrição do texto de Figueira temos as diretrizes do processo
em andamento. Como colaboradores chegou nossa vez de darmos, efetivamente,
nossa contribuição. Mais do que nunca precisamos estar alinhados e atentos para
as Tarefas anunciadas. Não são explicitas, pois estão numa vibração acima, portanto
os colaboradores bem intencionados tem
de ir buscar.
É tempo de partir para o Serviço.
Hilton