Uma
vontade sábia pode criar os degraus do caminho. Seu poder revela—se por estar
voltada para a luz.
A
Lei se aproxima velozmente. As portas se abrem. O manto da noite é
espesso. Só a força de corações imaculados pode rasgá-lo. Os inocentes
estão marcados.
A radiação
mortífera se espalha. Penetra o âmago das células, tudo degenera e
degrada. A Voz brada dos céus e da terra. E nada pode esconder o sinal.
Terras e
águas se movem. Há os que verão no seu movimento a radiância da vida que
pulsa no interior do planeta. Dínamos de energia cósmica produzem a
mudança. Na destruição, emerge a transparência e os limites se
desfazem, ao menos por instantes.
A aproximação
da Irmandade é um hino de glória, elo construído com o sumo da sublimidade
dos seres. Todavia, é também mãos estendidas para sustentar o equilíbrio
das esferas.
E,
no final, o Senhor dos Dias tomará forma. Aos que devem reconhecê-lo,
sua face indicará ter chegado o momento do regresso. Um ciclo se encerra.
Dos mundos vizinhos
afluem correntes de auxílio. O poder de
sua focalização vem reconstruir. Faz espargir as névoas que ofuscam a luz. Um
cântico se faz ouvir. E o júbilo da vida que, antes prisioneira, foi por fim
libertada.
Mas
a obra ainda não está terminada. A fera foi expulsa, mas a porta permanece
aberta. Tem-se de refazer a proteção.
Figueira.
Pois bem, as instruções são precisas, mas a indiferença e as
ilusões nos mantem na obscuridade. É preciso forçar para assimilar o recado,
pois estamos tão iludidos e focados no curtíssimo prazo que o dia de amanhã está
muito distante.
É preciso certa inocência e pureza para decodificar estes
recados. Muitos os tem, mas lutam arduamente para encobrirem pois a vergonha e
o medo de sentirem-se diferentes, os fazem recuar.
Vivemos num mundo altamente preconceituoso e ritualista, onde
a sociedade, não sei porque, obriga-se a cumprir o que lhe foi mandado. Perdemos
muitas percepções e uma delas é saber a origem e a coerência físico-espiritual
do que nos mandam fazer. Sem este mínimo de bom senso, perdeu-se a visão e a
sensibilidade do futuro.
Sabe-se que o alimento, a água, o ar, enfim as condições
básicas da sobrevivência humana já estão em alerta vermelho, mas para a maioria
isto não vem ao caso.
Ater-se ao recado exige mudanças de postura e caminho, mas
poucos estão dispostos e estes postergam o quanto podem, pois sair do lugar
comum ainda tem sido algo impensável.
Estamos no limiar das ações pela Mãe Natureza, que não
precisa da nossa concordância, expressará com toda a força condizente com as
necessidades.
Temos, definitivamente, de ser uma nova pessoa e aprender a
viver nos tempos de emergência.
Hilton
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