segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Colaboradores - 3a Parte.


Uma vontade sábia pode criar os degraus do caminho. Seu poder revela—se por estar voltada para a luz.

A Lei se aproxima velozmente. As portas se abrem. O manto da noite é espesso. Só a força de corações imaculados pode rasgá-lo. Os inocentes estão marcados.
A radiação mortífera se espalha. Penetra o âmago das células, tudo degenera e degrada. A Voz brada dos céus e da terra. E nada pode esconder o sinal.
Terras e águas se movem. Há os que verão no seu movimento a radiância da vida que pulsa no interior do planeta. Dínamos de energia cósmica produzem a mudança. Na destruição, emerge a transparência e os limites se desfazem, ao menos por instantes.
A aproximação da Irmandade é um hino de glória, elo construído com o sumo da sublimidade dos seres. Todavia, é também mãos estendidas para sustentar o equilíbrio das esferas.
E, no final, o Senhor dos Dias tomará forma. Aos que devem reconhecê-lo, sua face indicará ter chegado o momento do regresso. Um ciclo se encerra.
Dos mundos vizinhos afluem correntes de auxílio. O poder de sua focalização vem reconstruir. Faz espargir as névoas que ofuscam a luz. Um cântico se faz ouvir. E o júbilo da vida que, antes prisioneira, foi por fim libertada.
Mas a obra ainda não está terminada. A fera foi expulsa, mas a porta permanece aberta. Tem-se de refazer a proteção.
Figueira.

Pois bem, as instruções são precisas, mas a indiferença e as ilusões nos mantem na obscuridade. É preciso forçar para assimilar o recado, pois estamos tão iludidos e focados no curtíssimo prazo que o dia de amanhã está muito distante.
É preciso certa inocência e pureza para decodificar estes recados. Muitos os tem, mas lutam arduamente para encobrirem pois a vergonha e o medo de sentirem-se diferentes, os fazem recuar.
Vivemos num mundo altamente preconceituoso e ritualista, onde a sociedade, não sei porque, obriga-se a cumprir o que lhe foi mandado. Perdemos muitas percepções e uma delas é saber a origem e a coerência físico-espiritual do que nos mandam fazer. Sem este mínimo de bom senso, perdeu-se a visão e a sensibilidade do futuro.
Sabe-se que o alimento, a água, o ar, enfim as condições básicas da sobrevivência humana já estão em alerta vermelho, mas para a maioria isto não vem ao caso.
Ater-se ao recado exige mudanças de postura e caminho, mas poucos estão dispostos e estes postergam o quanto podem, pois sair do lugar comum ainda tem sido algo impensável.
Estamos no limiar das ações pela Mãe Natureza, que não precisa da nossa concordância, expressará com toda a força condizente com as necessidades.

Temos, definitivamente, de ser uma nova pessoa e aprender a viver nos tempos de emergência.
Hilton

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