Certa vez, reunido, um grupo ouviu a gravação de uma determinada
música. Aqueles sons deram um grande impulso aos que ali se encontravam.
Tocados pela energia, todos reconheceram que era o estado interior que os fazia
perceber aquele impulso por intermédio da música, e por ele deixaram-se levar
ainda mais longe.
Ao final do encontro, um dos presentes quis pedir uma cópia
daquela gravação, para novamente poder escutá-la. Então, a sábia voz interna perguntou-lhe:
Podereis
pedir que um parto se repita apenas porque o achastes belo? Ainda não
aprendestes que não há dois momentos iguais? Se puderdes integralmente viver o
que vos é dado a cada momento, conhecereis as maravilhas de estar vivo e
plenamente servir.
Figueira
Pois bem, podemos considerar que indivíduos com certa vocação ao
Serviço manifestam-se da mesma forma, não
agem sob o impulso quando estes se manifestam.
Pensam, repensam, analisam, avaliam, esperam ter tempo, selecionam
épocas, datas, oportunidades, para depois, em outro momento, decidirem-se por
fazer.
O impulso já foi, a vibração dissipou-se, a intenção afrouxou e a
preguiça tomou conta.
No geral tem sido desta forma que temos conduzido nossa vida em
geral, com ênfase na evolutiva.
Temos muita dificuldade em nos identificarmos.
Somos católicos? Quem sabe, não praticante.
Somos espiritas? Quem sabe, não praticante.
Somos muçulmanos? Quem sabe, não praticante.
Somos espiritualistas? Quem sabe, não praticante.
Somos budistas? Quem sabe, não praticante.
Ou quando nos expressamos numa religião, somo ritualistas mecânicos,
onde a rotina e os procedimentos seguem regras mecânicas e costumeiras, onde a
devoção e a entrega são eminentemente superficiais.
Esta falta de expressão verdadeira nos robotiza e nos faz adotar parâmetros
desatualizados, padronizados para uma época remota e muito aquém do momento
atual.
Este processo meramente analítico, prático sob certo ponto de
vista vulgar, nada muda, faz com que nada aconteça, faz com que continuemos nos
decepcionando e perdendo as esperanças, pois temos vivido sob intenso processo
dominado por um comodismo gigantesco.
Abrimos as brechas e as forças involutivas apoderam-se das circunstancias,
mantendo-nos na rotina arcaica, desatualizada e totalmente descompassada do atual
ritmo planetário e universal.
Com isto vivemos do passado, das incertezas e inseguranças que foram
as características do processo de aprendizado “lá de traz”.
Qual seria a dinâmica presente?
O que faz um astronauta?
O que faz um mergulhador submarino?
O que faz um explorador de cavernas secas e submersas?
Aventuram-se ao desconhecido. Partem em busca do que não conhecem,
saem à procura do novo, da novidade, vivem intensamente sem saber aonde pisam,
aonde nadam, aonde aquilo os levará.
São pessoas determinadas e convictas da sua fé, mesmo que os
recursos sejam frágeis, insuficientes, incompletos, aventuram-se rumo ao desconhecido
pois a sede do saber e do descobrir as leva para novos horizontes, novos
patamares, novos tempos.
É preciso ter esta dinâmica de vida, é preciso partir para novos
horizontes, novas fronteiras, mesmo que nos sintamos incapazes, com dúvidas, com
temor do desconhecido, do que virá.
Viver a vidinha de sempre, com as mesmas rotinas, ser um religioso
não praticante, ser um ritualista “mecânico”, fazer o que todos fazem, não
expressar-se por medo, por vergonha, não aventurar-se, limitar-se a seguir
regras e roteiros descompassados, é, em certa escala, um suicídio ao
ambiente totalmente inusitado que estamos vivendo e que está se acentuando dia a dia na transição planetária em
curso.
Não temos que flutuar no espaço, não temos que mergulhar nas
profundezas oceânicas, não temos de entrar em cavernas escuras, mas da mesma
forma temos de vencer os medos.
O medo nos aprisiona, nos torna apáticos, submissos, omissos e indiferentes.
O medo nos traz as crises e com medo não as vencemos.
De nada adianta ser um super praticante de milhões de orações se
não temos a dinâmica da introspecção interna, de aventurar-se no mundo interno.
Estes são novos tempos. Nos aproximamos de fatos inusitados, de
situações que nunca foram vividas pela maioria dos seres humanos em todas as
reencarnações ocorridas na Terra. Não temos memória do ego (nem akashico) a
este respeito, portanto será a grande aventura da qual já entramos mas não
sabemos aonde iremos sair.
Analise, reflita, veja o que você está fazendo com a sua vida.
Use da sua absoluta sinceridade para se dar conta de que faz o
suficiente para si próprio e para o meio em que vive.
Use sua criatividade, sai do lugar comum, aprofunda-se na sua caverna
interior, nas suas profundezas oceânicas, no seu espaço sideral.
São tempos de ação, oração, entrega e fé.
Hilton
Não deixe que este texto seja mais um a ser “guardado” .
Use-o.
Podereis
pedir que um parto se repita apenas porque o achastes belo? Ainda não
aprendestes que não há dois momentos iguais? Se puderdes integralmente viver o
que vos é dado a cada momento, conhecereis as maravilhas de estar vivo e
plenamente servir.
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