A oferta do ser aos níveis superiores de consciência é aceita
mesmo que de início seja limitada às condições impostas pelo ego, pois é esse o
meio de, gradativamente, a vibração superior ir permeando os trajes e a consciência material do indivíduo. É como se ele fosse
atraído, pouco a pouco, para dentro da rede da total rendição. Uma vez seguro
nessa rede sublime, sua entrega não poderá ser condicional, mas haverá de ser
perfeita, assim como perfeita é a obra do Espírito.
Figueira.
Pois bem, a oferta é a base que nos leva para estágios
superiores da evolução. Consequentemente ao trilhar o caminho evolutivo, a
disposição ao Trabalho, ao Serviço (no ato servir) estaremos nos ofertando.
Adaptados a estas novas circunstancias nada do que fazemos nos
incomoda, nos desalenta, nos inibe a fazer.
Graus de prioridades começam a mudar e muitas coisas que o
individuo não abria mão, não cedia, diminuem sua resistência. Em decorrência desta
nova postura as atividades de serviços passam a ocupar lugares de destaque.
E isto ocorre naturalmente quando há vontade no coração e esta
vontade torna-se um desejo de expressá-la.
Vê-se neste contexto que muitas coisas consideradas
imprescindíveis na vida e no cotidiano, passam a não fazer mais sentido, e uma delas
será a “falta de tempo”.
O tempo se estende, dilata-se, torna-se mais longo?
Na realidade, quando a calma se instala, a ansiedade diminui e as
prioridades passam a ser para atos mais elevados, como mágica, o tempo se
adapta (se alonga) para as novas circunstancias.
O cérebro irá mensurá-lo sob novas regras e condições.
Com esta nova condição instalada os desgastes diminuem, os
batimentos cardíacos seguem novo ritmo, o cérebro se ajusta para suas reais
finalidades e o individuo torna-se sereno e tranquilo.
Muitas coisas que o afetavam, o tiravam do sério, do eixo, ter
explosões de fúria, deixava-o confuso e com medo, cessam.
Evoluir é servir. Quando vivemos o oposto contrariamos regras inquebrantáveis das Leis em questão.
Vejam que uma simples mudança de postura, de atitudes, de ser e de
pensar, reequilibra o conjunto.
O tempo é proporcional à serenidade ou a ansiedade.
Temos vivido às avessas. Queremos ser, queremos ter e queremos
poder. Queremos, queremos e na maioria das vezes não merecemos, portanto uma
luta inglória é travada. É inglória, pois pequenas batalhas podem ser vencidas
pelo ego, mas sempre serão passageiras, finitas e desastrosas.
Queremos ser algo que pode estar contrariando o destino traçado.
Isto por si só o torna inalcançável. Assim a maioria vive, tentando administrar suas
frustrações.
Quando se oferta, tudo se ajusta ao destino traçado, tornando as
conquistas reais.
Os tempos atuais são tempos de mudanças radicais, inovadoras
(nunca vividas), envolvendo o corpo, a mente, a alma e o meio ambiente, ou
seja, estamos vivendo algo inusitado.
Desadaptados para estas circunstancias, desatrelados da linha
evolutiva (o ato de servir), concentrados somente no corpo e na mente, estamos
vivendo uma escala progressiva do caos.
Estamos completamente fora do meio em que a Terra ingressou no seu
caminhar pelo Universo. Somos peixes com água até a metade do corpo, lutando
desesperadamente para tentar sobreviver. Isto é caótico.
É precioso rever esta postura se temos alguma intenção de passar
pelas novas fases da transição planetária com um mínimo de equilíbrio, bom
senso e adaptabilidade a mudanças tão profundas.
Esta chance ocorre quando entramos nas regras da evolução
espiritual.
Pare para pensar!
Hilton
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