A
fortaleza interna de um ser firmemente decidido por uma meta evolutiva
assemelha-se aos mais imponentes castelos e fortes antigos. É dessa energia
estável e claramente direcionada para o espiritual que se beneficiam os que têm contato com seres como
esse.
O
trabalho interior é fruto do desenvolvimento do núcleo profundo do ser.
Realiza-se independentemente da parte consciente e, ainda que a possa dele ser um instrumento, quase sempre
está desvinculado da atividade pessoal do indivíduo. A base desse trabalho está
relacionada à intensidade com que o ser despertou para a energia espiritual e
aproximou-se da Fonte de vida, sendo, portanto, imperceptível aos sentidos
humanos.
Figueira.
Pois bem, quando uma clara convicção de que a meta evolutiva está
incorporado em nosso ser, frutos verdadeiros e legítimos serão produzidos.
Todo tipo de desafio se fará presente no percorrer desta meta.
Como falamos em reuniões passadas, para tudo que fazemos sempre virá algo
contra.
É assim que funciona a sistemática da vida num mundo cármico. Para
cada ação haverá uma reação.
Tudo que faço, todo movimento, toda ação, todo pensamento, haverá
uma reação contraria e equivalente.
Vivemos num planeta onde a energia fricativa, da fricção, do
atrito, prevalece, portanto, para toda ação que estou desencadeando haverá uma
reação contraria e do porte equivalente à ação desenvolvida.
Por isso que temos tantas dificuldades para realizar algo. Por
isso que nossa convivência tem sido conflituosa.
Por isso que temos de empreender grandes esforços em tudo que
fazemos.
Sob todos os aspectos, o conflito prevalece e após decisões
corretas (no âmbito das Leis) o conflito se anula.
O texto de forma lúdica retrata os castelos, as fortalezas como
sendo nossa convicção, nossa força interior, nossa fé, em vencer os obstáculos
colocados pela energia fricativa.
A própria subsistência exige esforços, continuidade, demanda de
grandes energias, pois nada acontece sem reações contrárias.
No entanto, quando nossos esforços vão além da simples sobrevivência,
ganhamos significativamente, conhecimento, evolução, elevação.
Esta é a postura, não para atenuar os esforços exigidos, mas
compreende-los, deixar de dar toda a atenção a eles e assimilar informação.
Geralmente as pessoas se prendem aos esforços, limitam-se, lamentam,
ficam estagnadas, desistem, ficando assim sob o efeito da lei do atrito e acabam
vivendo muito aquém do necessário, com baixo aproveitamento evolutivo.
A lei do atrito existe para superarmos.
Ela não nos dá trégua, ela não diminui, ela não atenua, é
constante e presente em tudo que fazemos, mas justamente por ela que evoluímos.
O texto cita a independência do trabalho interior e do
desenvolvimento do núcleo profundo do ser, mas a convicção já se faz presente
neste individuo que definiu como meta sua evolução espiritual.
O despertar para a evolução espiritual é o que determinará o
potencial energético que será dispendido pelo individuo no seu processo
evolutivo, portanto, externamente, estará encastelado em sua convicção para que
o atrito e a forças contrarias não o enfraqueçam naquilo que fica exposto.
Hilton
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