Ao
homem é dado o dom da entrega e a capacidade de servir. Ao Sol é dado o poder
de despertar a vida e de alimentar a todos com o Fogo da criação e da
purificação.
A
cada um, sua parte.
Para
avançar no Caminho, o indivíduo recebe como ajuda a solidão. Quando a solidão
chega e é acolhida, sabe-se ser
ela o arauto do mensageiro interior. A partir de então, não é mais a ação
direta sobe as coisas subjetivas que leva o ser a caminhar. Como as mãos
diligentes de um ser cuidador a preparar os papeis para nele imprimir as
ideias, a consciência deve zelosamente abrir-se ao silencio que lhe trará a
mensagem.
A
solidão é amada pelo contemplativo e temida pelo sensual. Assusta os que estão
presos a si mesmos e é um trampolim para o salto da liberdade dos que nela
encontram o caminho para o Insondável.
Figueira.
Pois bem, nos trabalhos preparatórios de um individuo que se dedicará
ao Serviço, a solidão é um estado de ser imprescindível.
A solidão não é única e exclusivamente o ato de ficar quieto. É o
ato de aquietar-se externamente e internamente. É o ato de acalmar-se em
relação a fatos e acontecimentos. É reconhecer que nunca estará no comando ou
no domínio das situações definidas para o seu destino e o destino dos outros. É
o ato de observar, contemplar se for o caso, mas não interferir.
O ser solitário é o ser que se habilita a receber todo tipo de
ajuda que precisará para realizar ou enfrentar uma situação.
“Quando
a solidão chega e é acolhida, sabe-se ser ela o arauto do mensageiro
interior.” Ou seja, o indivíduo manifesta a devida quietude, calma e cautela
para ser orientado pela sua alma ou pelas almas que irá auxiliar.
A solidão aquieta a mente e ela se expande.
No inverso ela se contrai. Quando nos encontramos naquele ritmo frenético
de ser, de fazer, de julgar, esta agitação ocupa pequenas regiões da mente.
Neste ritmo frenético continuado, a mente se retrai, ficará omissa e passara a ser
comandada pela personalidade, pois os estímulos da alma não encontra campo
sadio para se desenvolver. Perde-se o acesso à intuição e à criatividade.
É impossível alcançar o silencio da mente sem o exercício da
solidão.
Estamos vivendo um período crítico da transição planetária sem a
necessária e devida preparação. Pelo contrário, estamos vivemos um período de estímulos
mínimos para a mente, tornando-a preguiçosa e omissa.
Muitos veem o contrário, baseado na agitação (competitividade,
disputas, egoísmo, conquistas pessoais, distração) destes momentos e na intensa
comunicação (redes sociais, televisão, comunicação de baixíssima qualidade) ,
sem perceber que estes estímulos alcançam somente pequenas áreas da mente e
sempre as mesmas, mantendo inerte o gigantesco potencial que deveria estar aflorando
para que o “contato” alcançasse Seres e Estruturas
além da Terra. Quando agitamos a superíicie de um lago, não agitaremos
todo o seu volume.
Vivemos momentos de intensa agitação, de muita aglomeração, mas de
pouca ou quase nenhuma solidão. As consequências deste posicionamento são
terríveis para o desenvolvimento mental.
É preciso mudar certas posturas, aquietar-se mais, tentar
cadenciar um ritmo de vida menos intensa, com menos aglomeração, para que estímulos sutis possam desenvolver áreas
da mente que acolha e receba.
O supérfluo, o passageiro, a rebeldia, o ímpeto pessoal, eram
posturas de uma época em que estes estímulos precisavam acontecer. Viramos o século mas não nos adequamos,
mantemos a mesmice de sempre e estamos afundando com estas limitações.
O tema de Passos Atuais -32ª Parte, ressalta categoricamente a
necessidade de não sermos os mesmos de sempre. É preciso interagir rapidamente
com os novos tempos, os novos impulsos, a nova era. É preciso mudar, é preciso
acentuar posições que foram consideradas erradas por serem mal compreendidas. É um novo momento e não podemos mais perder a
oportunidade de perde-lo como das vezes anteriores.
É preciso recolher-se para expandir.
Hilton
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