Continuação
(2)
Que
sou Eu?
Que
é um ser humano? Que sou Eu?
Sou
meu corpo?
Sou
a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou
uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas
pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou
talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul
Brunton.
Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um
pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para
conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as
vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os
outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito,
consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão
ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo
plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados
vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que
ganha e perde vida.
Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com
isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.
(1)
Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência
constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que,
sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB
Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos
e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões,
não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é
importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso
aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas
ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada
iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo
ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de
opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento
da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele
emana realidades e não ilusões, é um passo importante.
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana,
pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas
posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução
deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.
(2) O que comumente
pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este é o “eu”
pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em todas
essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de existir,
nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB
Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos
imaginamos de forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em
cada circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional
que varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou
adequadamente aos “tempos do planeta”, entre a puberdade, adolescência e a fase
adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades
exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou
negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo
que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é
essencial, fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece
a relevar aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra
muito mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos,
além de outras opções que nem devem ser mencionadas) o que deveria ser fundamental. Cabe ressaltar
o fato de que poucos são os casais e as familias preparadas para formarem novas
gerações para o processo evolutivo da raça humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar
material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na
melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada
espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a carência
é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes os
impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois
incomoda e atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos
identificarmos quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam
estes positivos ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”.
Vemos, nesta condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos:
corpo (físico + espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.
Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir
seriam motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da
vida.
É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico,
pois sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de
circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se
desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na
pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da
necessidade de experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa
caminhada pelas várias moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa
reconsiderar estes aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta
fase na 3ª dimensão, é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias
e no máximo algumas paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem
isto como sendo “normal”.
É um grande desafio para a época atual, conceber
tais definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz,
competitiva e sangrenta.
Aceite este desafio e corra o “risco” de mudar, ou viva sua
vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.
Hilton
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