quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Que sou eu ! (2)

Continuação (2)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

(2) O que comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB

Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou adequadamente aos “tempos do planeta”,  entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial, fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além de outras opções que nem devem ser mencionadas)  o que deveria ser fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as familias preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico + espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.

Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.

É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão, é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como sendo “normal”.  
É um grande desafio para a época atual, conceber tais definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz, competitiva e sangrenta.


Aceite este desafio  e corra o “risco” de mudar, ou viva sua vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.  
Hilton

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