terça-feira, 15 de agosto de 2017

Que sou eu? (1)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.

Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

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