Que
sou Eu?
Que
é um ser humano? Que sou Eu?
Sou
meu corpo?
Sou
a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou
uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas
pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou
talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul
Brunton.
Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um
pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para
conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as
vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os
outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito,
consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão
ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo
plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados
vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que
ganha e perde vida.
Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com
isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.
(1)
Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência
constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que,
sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB
Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos
pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões,
não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é
importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso
aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas
ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada
iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo
ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de
opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento
da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele
emana realidades e não ilusões, é um passo importante.
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana,
pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas
posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução
deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.
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