És portador da chama que deve espargir o Bem.
Figueira.
Fomos educados e convencidos que não somos merecedores de atributos
divinos. As religiões e a sociedade em geral, negam que o homem tem acesso a
tais possibilidades.
Este grave erro nos condicionou a esquecer inúmeras percepções que tínhamos
no “princípio”, da qual se utilizados com frequência e continuidade, poderiam
abrir o único caminho que temos de percorrer, o da evolução espiritual.
Perdemos ao longo do tempo, pela falta de fé, pela falta de uso,
pelo ceticismo e descrença, de que compomos a divindade e temos a capacidade de
utilizar seus atributos. Isto provocou inúmeras tendências negativas,
separatividade, comportamentos distorcidos das Leis e o pior, a capacidade de
compreender a vida como ela realmente é. O mundo da ilusão veio e preencheu
esta lacuna.
Este espaço vazio foi ocupado pelo egoísmo, provocando a ganancia,
a competitividade e acentuando os sentimentos negativos como a agonia, a desilusão,
a mágoa, a covardia, entre tantos outros, despedaçando a integridade do homem
em “mil pedaços”, que agora precisam ser juntados para nos recompormos e evidenciarmos
a divindade que habita o coração de cada um.
Portanto, somos todos portadores da chama que deve espargir o Bem,
e o Bem será exercido de acordo com a necessidade.
O homem atual faz uso do seu intelecto e se considera astuto e
esperto por exercer este procedimento. No entanto, não percebe quão pobre e pequenas são as atitudes manifestadas pelo intelecto sob a influencia da personalidade. Somente
a dúvida em admitir a vida cósmica, nos coloca aquém da base dos princípios primordiais
da existência.
Por isso de tantas divergências, opiniões, contradições,
inconclusões e atitudes irresponsáveis, pois o fato de nos distanciarmos dos
impulsos divinos nos mantem desatualizados e à mercê de forças involutivas.
Estas se alimentam das nossas divergências, dos nossos conflitos, dos nossos
medos, sendo assim temos oferecido um verdadeiro banquete pelo tanto de
energias conflituosas e por tantos desafetos que se formou na convivência social
entre pessoas, entre povos e nações.
É preciso, em primeiro lugar, nos convencermos de que possuímos este
lado divino, e depois procurar compreende-los, para em seguida utilizá-los.
Nos convencermos deste lado divino é a parte mais difícil. Fomos por eras, por encarnações, convencidos do contrário. Vejam, é muito comum nos centros religiosos, seja de qual for a religião, as divindades estarem representadas no alto, distante, de forma quase inacessível, quando na realidade “as” temos ao nosso lado, ofertando-se sempre para disponibilizar aquilo que poderemos utilizar se mostrarmos a devida sabedoria e equilíbrio para isso.
Todos tem esse direito e todos, mais cedo ou mais tarde seguirão
este caminho, pois ele é único, portanto, em algum momento isto irá começar.

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