Pois bem, gostaria de compartilhar um sonho com vocês.
O texto é meio longo mas traz conceitos importantes para
relembramos.
interessante é que ele se
repetiu 3 vezes na noite de ontem, exatamente iguais.
O sonho:
Estava num grande caminhão, sentado no banco da frente e ao meu
lado, dirigindo este caminhão, um cão grande, da raça shar pei,
extremamente alegre e feliz, como o da foto abaixo.
Senti-me estranho, mas continuamos.
Senti-me muito incomodado e com jeito peguei a direção do
caminhão, acertando seu trajeto na estrada. O cão ao meu lado, alegre, ficou
com a cabeça de fora sentindo o vento fresco na sua cara.
Em dado momento entramos num local onde havia uma cúpula, uma meia
circunferência, fechando um ambiente inteiro. Continuamos lentamente, no caminhão, e víamos pessoas muito bem vestidas, mulheres
com roupas incrivelmente sofisticadas, muitas joias, segurando taças de espumantes.
O local era todo artificial, com fontes de agua plastificada, mobílias de
design bem fora do padrão, luzes que mudavam por onde passávamos. Havia uma
total indiferença à nossa presença, mesmo sendo notada.
A cúpula que “protegia” aquele ambiente, era pintada, aparentava
um “céu de brigadeiro” e nas partes
baixas um pôr do sol avermelhado.
As pessoas circulavam sem se tocar , sem se falar e sem se olhar, mostrando
uma indiferença com tudo aquilo.
Ao nos aproximarmos da borda, pois cruzamos o ambiente, havia um
pântano por toda extensão desta cúpula cheio de cobras, sapos, lagartos,
crocodilos e muito insetos. As cobras estavam em posição de ataque, olhando
fixamente para as pessoas que circulavam a uma certa distância.
Saímos da cúpula sem ser
notado, com o cão sempre alegre ao meu lado, e entramos numa cidade
aparentemente vazia. O caminhão dava muitos solavancos pois passava por pedaços
de concreto caídos, buracos nas ruas, arvores caídas, estilhaços de vidros. No
céu, apesar de estar claro, uma chuva de raios atingia muito lugares ao mesmo
tempo. O barulho era ensurdecedor. A caçamba do caminhão balançava demais nestas
ruas cheias de obstáculos, mas as pessoas, lá dentro, não paravam de conversar
entre si, meio que anestesiadas sobre o que acontecia.
Diminui a velocidade e pude notar moradores dentro das casas,
olhando pelas janelas e apavoradas com toda aquela confusão, barulho, raios
caindo, destruição. No começo meu coração apertou, mas depois senti-me mais
leve e consciente de que deveria continuar.
Saímos novamente daquela cena e entramos num campo. Havia muitas
plantações, creio que trigo, soja, mas continuávamos na estrada. O local a princípio
parecia bem agradável. Desenhos muito variados apareciam nas plantações, do
tipo crop circles, mas eram diferentes, mesclava figuras geométricas com figuras
humanas e extraterrestre. Vários desenhos de pássaros que se moviam quando o
vento batia nas plantações. Não era um cenário da vegetação natural, mas
modificado pelo homem pois só tinha plantações.
À medida que percorríamos as plantações, eu com o shar pei sempre
alegre, notava-se que o céu estava ficando negro. Estava assustador, pois uma
rápida formação de nuvens pretas, anunciava uma tempestade imensa. Muitos clarões
acontecendo no céu, com as nuvens rodopiando em furacões a muitos metros de
altura.
Na frente via-se um grande canyon, uma formação rochosa enorme,
com paredes de pedras escarpadas, formando um corredor. A estrada seguia para o
caminho do canyon.
Ao entrarmos no canyon, parei o caminhão e todos desceram. Estava
muito irritado, pois as conversas não paravam e poucos perceberam o dilema que
nos encontrávamos.
Aos poucos foram todos descendo.
Do nosso lado esquerdo vimos uma grande caverna incrustrada na rocha
e do lado direito um caminho estreito entre as pedras que levava para o topo do
canyon.
As conversas foram diminuindo e as pessoas começaram a perceber a
gigantesca tempestade que vinha velozmente e começaram a ficar assustadas.
Ficamos quietos por alguns momentos, mas logo em seguida, sem
conversarmos sobre o que fazer, muitos começaram a correr em direção à caverna.
Permaneci quieto e senti que nosso caminho seria para o topo.
Obvio que aquela grande tempestade iria alagar e transformar o canyon numa
grande corredeira, portanto era premente sair dali.
Resolvemos subir para o topo. Começamos, mas o grupo era pequeno,
pois a maioria resolveu abrigar-se na caverna. Iriamos ficar expostos por todo o
caminho e no topo ficaríamos ao sabor dos ventos e dos raios que caiam
continuamente.
A subida foi intensa, difícil. Incrivelmente nosso shar pei
demonstrava um eterno bom humor e muita alegria. Pulava pra lá e pra cá e nos
esperava. Latia forte em certos momentos e foram aqueles em que o medo se
aproximava de todos nós.
Chegamos ao topo. O vento era terrível, a chuva intensa e a
sensação de estarmos desprotegidos chegou no seu limite.
Em dado momento sentimos um calor intenso, uma luz muito forte e
tudo desapareceu.
Acordei.
Acordei.
Acordei.
Por 3 vezes acordei no mesmo final.
O sonho é simbólico. Nunca se deve levar ao “pé da letra”, pois
como somos muito emocionados, é preciso criar-se uma situação intensa para
recebermos o “recado”.
No entanto, dá para se tirar informações importantes e aqui vai
algumas das minhas interpretações.
Voce poderão visualizar outras interpretações, símbolos ou
recados, podendo ir até certas particularidades mais intimas ou internas.
Vou dar a minha interpretação:
Creio que o caminhão simbolizava um transporte para o aspecto mais
espiritualizado da vida, com um destino definido, tendo em vista o final da
transição planetária em curso.
As condições por que passamos e o tempo do relógio nada significa
neste sonho, pois somos uma raça com um destino definido e etapas cíclicas que
terminam e começam, mas indica, invariavelmente, um ciclo se findando.
O shar pei, inicialmente conduzindo o caminhão, mostra nossa etapa
inicial como raça humana da terra, onde a consciência não era muito bem
definida e a vida sendo conduzida sem muitas responsabilidades.
Ao assumir o caminhão, representei uma consciência mais plena, mas
clara e com poder de decisão, que é a fase atual que nos encontramos, onde
decisões essenciais e fundamentais precisarão ser tomadas para o continuísmo do
caráter evolutivo dos que assim optaram.
Como o shar pei, fui um indivíduo simbólico no desenrolar
deste sonho, até por ter sido o protagonista dele, mas, no geral representei a
nossa parte consciente e decisória daquilo que nos cabe decidir e fazer.
A caçamba com várias pessoas, creio que representa os que estão
despertos para a virada cíclica, conscientes da sua importância, desejosos de
um novo futuro sem o livre arbítrio, sem o carma, com disposição para evoluírem
de forma mais light, menos radical do que tem sido, mas ainda muito desatentos
e dispersos com os procedimentos essenciais para alcançarem este grau de
libertação.
Assumir a direção do caminhão representa um ato de despertamento,
onde devemos e podemos conduzir nossa vida segundo critérios que igualam nossa parte
material com nossa contraparte espiritual. Muitos ainda deixam o seu shar pei
conduzir sua vida. São pessoas boas, religiosas, participativas, caridosas, mas
que não assumiram definitivamente a direção que lhes cabe. A vida então se
reveste de incidentes, muitas vezes desnecessários.
Ao entramos na cúpula, vê-se um mundo artificial, um mundo construído
segundo as ambições, a ganancia, a indiferença, a ostentação, onde os fatores
básicos da vida compartilhada não significam nada. Literalmente vivem uma vida
artificial, onde a luta e as conquistas só tem sentido no ambiente material. As
pessoas convivem socialmente, mas se desconhecem, são oportunistas e almejam
poder, riqueza e soberania. Irá desmoronar e ao acontecer as cobras (que
representa os pecados da ignorância) assumirão o controle, como dizem os livros
sagrados.
A cidade em processo de destruição pelas forças da natureza
representa as construções humanas, no geral, não só físicas mas as mentais
também, em processo de renovação.
Na história da civilização é comum encontrarmos construções em
cima de outras construções do passado. Jerusalém, por exemplo, foi reconstruída
diversas vezes. Acumula-se alicerces de várias religiões e culturas
conquistadoras. Desta forma o que foi alicerçado até hoje será a base do que
será alicerçado no futuro, portanto, nada se perde e tudo procede. Na transição
cíclica tudo que for base do crescimento
espiritual continuará.
As pessoas nas janelas são aquelas que, distraídas demais com as
coisas atuais, esqueceram-se de perceber que a vida é um eterno “vir a ser”,
que estamos em um processo continuo e constante de transformação e que tudo o
que foi conquistado, deverá ser abandonado. Estes estão no “limiar do final da
curva”, pois está próximo um tempo em que a decisão tomada será irreversível.
Ao entramos no campo, via-se quilômetros de plantações. Vê-se
portanto um panorama anormal, modificado pelo homem, sem preservar estruturas
de apoio em que poderia se mesclar a natureza natural com a plantada. Por ignorância
e ganancia desrespeitamos o processo de recuperação do planeta, onde poderíamos
ter um convívio harmônico e continuo de preservação. O desequilíbrio que implantamos
torna-se irrecuperável em condições normais, portanto, condições anormais que
nos afetará, terá de ser executada para que o planeta volte ao seu “status quo”
definido no ato da sua criação.
No entanto, a presença alienígena , com desenhos nas plantações,
mostra que não estamos sozinhos, abandonados, mas estruturas evoluídas e
conscientes da nossa ignorância já se encontra em plena atividade de auxilio e
acolhimento.
No entanto, para a maioria não tem significado e enquadra-se no
folclore. Este desconhecimento e esta falta de percepção mostra o quanto
estamos encruados na ilusão da matéria e como a visão só alcança o bico do
sapato, em termos de dinâmica universal.
O canyon. Sim, o caminho inevitavelmente se afunilará para todos.
É um aspecto importante, pois todos aqueles que estão teoricamente despertos,
precisam passar por um desafio final. Será o grande desprendimento, onde a preservação
natural e os instintos serão definitivamente colocados à prova para sabermos se
somos mais intuitivos do que instintivos.
Na verdade esta qualificação entre instintivo e intuitivo, de
certa forma, também é uma decisão pessoal. Ainda temos um certo tempo para sabermos
o que queremos ser, pois a partir daí a prova virá para todos, inexoravelmente.
A caverna do lado esquerdo e a subida apertada do lado direito.
Isto tem uma alusão especifica ao desenvolvimento do lado esquerdo ou do lado
direito, do cérebro. O lado esquerdo define-se pelas regras do plano
material e o direito pelas regras do plano espiritual. O equilíbrio é
quando as duas partes do cérebro estão em sintonia.
No geral, existem diversas possibilidades de nos auto avaliarmos,
mas uma característica pode ser muito útil através da seguinte pergunta: Como
está o meu desapego?
É oportuno nos perguntamos sobre o desapego em todos os aspectos: coisas
materiais, posses, propriedades, aparências, relacionamentos, vaidades,
individualidade, etc. Não raramente confunde-se desapego com rejeição ou indiferença.
Desapego é uma forma de vermos o que nos cerca sem interferir.
Geralmente quem precisa de atenção, vem requerer esta atenção, mas
impor a atenção que julgamos necessário a alguém chama-se interferência. O nível
de desapego pode dar uma sinalização se estamos trabalhando mais com o lado
direito ou esquerdo do cérebro. Ai é só corrigir.
A decisão para a caverna, tomada por alguns, demonstra que o medo
e certa irracionalidade ainda comandam as decisões e estas são comandados pelo
lado esquerdo do cérebro, onde o apego, e os instintos de preservação do próprio corpo
inibe o ato da fé, a entrega e escurece a intuição. A caverna com certeza seria
inundada com o fluxo das aguas da tempestade, no canyon.
A subida ao topo do canyon mostra um ato de fé, uma partida para o
desconhecido onde a exposição é plena e a autoconfiança precisa ir ao limite. É
uma decisão difícil pois troca-se um pseudo abrigo imediato por algo
desconhecido e sem previsão para algum tipo de sucesso. É uma entrega para algo
que não sabemos, em absoluto, o que vai acontecer.
O shar pei nos acompanhando, muda um pouco sua definição e mostra
que um “ser” nos assiste e nos acompanha. Na realidade é nosso Eu Interno que manifesta-se sobre outro ângulo, mais
eficiente, mais dinâmico e mais decisivo e nos impele a continuarmos apesar das grandes
dificuldades. Digamos que é um shar pei evoluído.
Em momentos cruciais, late, despertando-nos dos nossos medos e
aflições.
A vida inteira teremos um “shar pei” ou Eu Interno nos
acompanhando, mas na maioria das vezes estamos tão pessimistas e ausentes da
fé, que seus “latidos” serão em vão. Prolongamos estados de sofrimento desnecessários
pelo simples fato de desacreditar que somos assistidos.
A chegada ao topo prenuncia o fim do desafio, dos esforços e neste
momento a “Providencia Divina” se manifesta e acolhe.
Perceberemos então que nunca estaremos sozinhos, nunca seremos
abandonados, nunca ficaremos para trás, mas as provas que definem nossa
maturidade precisam ser vencidas.
Deus é um “cara” despreocupado, ao contrario do que muita gente pensa,
pois nos criou, definiu uma meta a ser atingida e nos deu a vida infinita para
alcança-La, portanto dependerá de nós mesmos para atingi-La. Deu o tempo que
quisermos e colocou certas facilidades um pouco acima das nossas mãos erguidas,
esperando que “saltemos” para ter acesso.
De forma simples e objetiva é o que temos de fazer.
Gratidão.
Hilton
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