domingo, 3 de setembro de 2017

O Caminho Breve - PB. (3)

Continuação (3)


O Caminho Breve
PB.

Paul Brunton introduz dois conceitos: O Caminho Longo e o Caminho Breve. O Caminho Longo foca o ego, e o Caminho Breve, o Eu Superior. Esta é a principal diferença entre os dois. 
A Busca começa no Caminho Longo. O Caminho Breve vem depois. Com o tempo, caminhamos em ambos simultaneamente até que a meta – de estar completamente consciente de sermos o que inconscientemente já somos – seja atingida. 

(1) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem, de forma categórica, temos descrito o objetivo fundamental da nossa existência. Quem não percebe e se apruma para o desenvolvimento desta autoconsciência em todos os níveis (físico, mental, emocional e astral) , simplesmente percorre a marginal da vida.
Dificilmente este indivíduo sairá da sua ilusão. Poderá viver “n” encarnações sem perceber de fato seu objetivo de existência.
Assim ocorre, infelizmente, para a maioria da população terrena, que cria diversos objetivos para obter coisas perecíveis, finitas, esporádicas e inconsistentes. São inconsistentes, pois não levam a lugar nenhum e simplesmente somem, seja no transcorrer da vida ou na morte.
Por sua vez, o ego se torna o elemento mais importante na condução deste indivíduo, que percorre a marginal da vida, pois ninguém sobrevive sem motivos para existir.
Vive em altos e baixos, atropela, luta para motivar-se continuamente, sofre estados depressivos, pois a alma não aceita e não tolera que ele simplesmente viva por viver.
É semiconsciente, sonolento, intolerante, desequilibra-se com grande facilidade, desconfia sempre, adota o “acaso”, a “sorte” , o “azar” e o “toma lá dá cá” para suas efêmeras conquistas.
Esta situação cresce paulatinamente a cada vida vivida nas mesmas condições. É uma rotina árdua e desesperançada.

Quem nos tira desta situação?
Somos nós mesmos. Não há influencias externas para nos tirar desta situação.
É necessário um novo alento, uma nova onda de motivos e estes partem basicamente da fé (o desconhecido) para que impulsos internos possam acontecer e o indivíduo possa se redescobrir. Desta forma, o livre arbítrio foi respeitado.
Este alento, assim que consolidado, atrai fontes e padrões de energias elevadas e um processo de autoconhecimento começa a acontecer. Ele passa a perceber as “portas que vão se abrindo” e quanto maior o seu interesse pelo subjetivo, pelo sutil, numa espécie de seleção natural com as coisas materiais, eleva-se, percebe, separa, atenta, motiva-se.
Tornar-se outra pessoa e com serenidade encara os fatos da vida, pois sabe que o carma da humanidade é gigantesco.
Torna-se útil, mas passa sempre desapercebido pois sua integração acontece em níveis mais elevados, onde o humano médio ainda não alcança.
Quando se torna consciente de quem é e como pode ser útil, novas satisfações ocorrem e sem troca.
Neste novo compasso a vida, para ele, é encarada pela sua utilidade universal e não mais individual.
Eis o novo homem, o homem redescoberto e preparado para sua longa jornada evolutiva pelos confins do Universo.

(2) O Caminho Longo quer purificar e aperfeiçoar o ego, mas o Caminho Breve quer encontrar Deus…
PB.

Pois bem, podemos dizer que estamos no Caminho Longo.
Basicamente nos concentramos no Caminho Longo, onde  o ego é dominante, intenso, poderoso e vive sendo massageado. Temos feito de tudo para agradar o ego, o nosso e dos outros, pois esta tem sido a tônica e o objetivo da imensa maioria dos indivíduos aqui na Terra.
No Caminho Longo o ego é prepotente, senhor da razão, por isso que somos tão racionais, dedutivos, personalizados, pois ser diferençado nos aspectos físicos da vida material é o que importa, é o que nos destaca, é o que nos envaidece e, ilusoriamente, nos faz sentir bem.
O ego ilumina também, mas sua luz é sempre carregada de energias densas, impulsos destrutivos, sobreposição de valores ilusórios por cima dos valores reais.
O Caminho Longo é evolutivo e ascensional, mas caminha com intensos altos e baixos e isto nos confunde, nos ilude, nos torna questionáveis, pois os meios que podemos utilizar no livre arbítrio podem ser contrários às Leis Regentes do planeta e da humanidade em questão.
No Caminho Longo leva-se eras no tempo cronológico, inúmeras vidas nas reencarnações, habitabilidade em mundos diversos para percorrermos a rota traçada e definida pela alma no caminho da evolução, neste estágio universal da vida material.

O Caminho Breve é outra opção, mas tem como característica básica a superação dos estas ilusórios que vivemos, portanto, contrario ao que temos feito.
Para esta opção, tem de haver um rearranjo pleno, total, nos conceitos, tendências e movimentos que temos feito.
Muitos começam, poucos persistem e pouquíssimos se dispõem a continuar.
A principal dificuldade são as sensações ilusórias de "perdas" que teremos no Caminho Breve.
Abre-se mão de um tempo que consideramos imprescindível para a maioria daquilo que fazemos e que temos julgado como essencial. Isto ocorre porque simplesmente não sabemos administrar este tempo e o desperdiçamos com coisas inúteis, fúteis e relacionamentos sem apoio na Lei do Amor.
Quando se coloca a palavra relacionamentos, leia-se todos eles: pais, filhos, parentes, amigos, profissionais, conhecidos e desconhecidos, ou seja numa escala em que somos considerados seres humanos de uma mesma raça e seres humanos de raças e origens diferentes, sejam estas terrestres e extraterrestres.
Por esta dificuldade imensa de não sabermos nos relacionar, o Caminho Breve tem sido abandonado pela maioria. Ao passo que no Caminho Longo podemos massagear os egos ou termos nosso ego massageado, em vários graus e níveis de satisfações egocêntricas. Isto inicialmente seduz, depois derruba e decepciona.
Derruba e decepciona porque estamos numa outra fase, onde o novo objetivo não é mais egóico, mas sim anímico (da alma).
Estamos vivendo completamente defasados do tempo real.

(3)  Se o Caminho Longo busca a salvação principalmente através da construção do caráter e da concentração do pensamento, o Caminho Breve a busca principalmente através de meditação reverente diretamente sobre o Eu Superior.

Pois bem, havendo estrita disciplina e muita força de vontade, o Caminho Breve, como diz PB, através da meditação e da reverencia, contataremos o Eu Superior.
A reverencia não é submissão, como muitos caracterizam esta postura, mas respeito, obediência e aceitação do menor para com o maior. 
O ocidente, apoiado nos atropelos de governos e comandos alinhados com as forças involutivas, deturpou esta característica que foi sempre utilizada pelo oriente.
Percebe-se que atualmente há fortes tendências de ocidentalizar todo o planeta e com isto perde-se boa parte desta grande cultura que permitiu que Seres se manifestassem em momentos oportunos e instruíssem a humanidade.
O caos domina, é preponderante e tem como meta confundir, pois na confusão domina e exerce seu poder devastador.
Por outro lado nos tornamos fracos demais, fora do tempo (atrasados) e perdemos nossa capacidade de discernir com as coisas sutis, subjetivas e que procedem das esferas superiores. Ou seja, perdemos o "time" da capacidade de identificar o certo do errado.
Podemos dizer que o caos se instalou no planeta e sem a devida interferência divina, nos restaria a autodestruição.
Felizmente, com a intercessão de nosso Pai (Jesus de Nazaré) seremos uma humanidade que poderá se recuperar da situação que vive.
Cabe considerar que o Pai (Jesus de Nazaré), representa um grande conjunto de todo tipo de ajudas que necessitamos.
Precisamos, aos que sentem este chamado, doar-se incondicionalmente a estas forças do bem e oferecer-se.
O que a humanidade precisa virá de cima, via seres humanos dedicados, daqui. Isto anula eventual interferência no livre arbítrio.

Assim seja.
Hilton

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