Continuação (3)
O Caminho Breve
PB.
Paul Brunton
introduz dois conceitos: O Caminho Longo e o Caminho Breve. O Caminho Longo
foca o ego, e o Caminho Breve, o Eu Superior. Esta é a principal diferença
entre os dois.
A Busca começa no
Caminho Longo. O Caminho Breve vem depois. Com o tempo, caminhamos em ambos
simultaneamente até que a meta – de estar completamente consciente de sermos o
que inconscientemente já somos – seja atingida.
(1) O propósito
imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena
autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que
não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.
Pois bem, de forma categórica, temos descrito o objetivo
fundamental da nossa existência. Quem não percebe e se apruma para o
desenvolvimento desta autoconsciência em todos os níveis (físico, mental,
emocional e astral) , simplesmente percorre a marginal da vida.
Dificilmente este indivíduo sairá da sua ilusão. Poderá
viver “n” encarnações sem perceber de fato seu objetivo de existência.
Assim ocorre, infelizmente, para a maioria da população
terrena, que cria diversos objetivos para obter coisas perecíveis, finitas,
esporádicas e inconsistentes. São inconsistentes, pois não levam a lugar nenhum
e simplesmente somem, seja no transcorrer da vida ou na morte.
Por sua vez, o ego se torna o elemento mais importante na
condução deste indivíduo, que percorre a marginal da vida, pois ninguém
sobrevive sem motivos para existir.
Vive em altos e baixos, atropela, luta para motivar-se
continuamente, sofre estados depressivos, pois a alma não aceita e não tolera
que ele simplesmente viva por viver.
É semiconsciente, sonolento, intolerante, desequilibra-se
com grande facilidade, desconfia sempre, adota o “acaso”, a “sorte” , o “azar”
e o “toma lá dá cá” para suas efêmeras conquistas.
Esta situação cresce paulatinamente a cada vida vivida
nas mesmas condições. É uma rotina árdua e desesperançada.
Quem nos tira desta situação?
Somos nós mesmos. Não há influencias externas para nos tirar
desta situação.
É necessário um novo alento, uma nova onda de motivos e
estes partem basicamente da fé (o desconhecido) para que impulsos internos
possam acontecer e o indivíduo possa se redescobrir. Desta forma, o livre
arbítrio foi respeitado.
Este alento, assim que consolidado, atrai fontes e
padrões de energias elevadas e um processo de autoconhecimento começa a
acontecer. Ele passa a perceber as “portas que vão se abrindo” e quanto maior o
seu interesse pelo subjetivo, pelo sutil, numa espécie de seleção natural com
as coisas materiais, eleva-se, percebe, separa, atenta, motiva-se.
Tornar-se outra pessoa e com serenidade encara os fatos
da vida, pois sabe que o carma da humanidade é gigantesco.
Torna-se útil, mas passa sempre desapercebido pois sua
integração acontece em níveis mais elevados, onde o humano médio ainda não
alcança.
Quando se torna consciente de quem é e como pode ser
útil, novas satisfações ocorrem e sem troca.
Neste novo compasso a vida, para ele, é encarada pela sua
utilidade universal e não mais individual.
Eis o novo homem, o homem redescoberto e preparado para
sua longa jornada evolutiva pelos confins do Universo.
(2) O Caminho
Longo quer purificar e aperfeiçoar o ego, mas o Caminho Breve quer encontrar
Deus…
PB.
Pois bem, podemos dizer que estamos no Caminho Longo.
Basicamente nos concentramos no Caminho Longo, onde
o ego é dominante, intenso, poderoso e vive sendo massageado. Temos feito de
tudo para agradar o ego, o nosso e dos outros, pois esta tem sido a tônica e o
objetivo da imensa maioria dos indivíduos aqui na Terra.
No Caminho Longo o ego é prepotente, senhor da razão, por
isso que somos tão racionais, dedutivos, personalizados, pois ser diferençado
nos aspectos físicos da vida material é o que importa, é o que nos destaca, é o
que nos envaidece e, ilusoriamente, nos faz sentir bem.
O ego ilumina também, mas sua luz é sempre carregada de
energias densas, impulsos destrutivos, sobreposição de valores ilusórios por
cima dos valores reais.
O Caminho Longo é evolutivo e ascensional, mas caminha
com intensos altos e baixos e isto nos confunde, nos ilude, nos torna
questionáveis, pois os meios que podemos utilizar no livre arbítrio podem ser
contrários às Leis Regentes do planeta e da humanidade em questão.
No Caminho Longo leva-se eras no tempo cronológico,
inúmeras vidas nas reencarnações, habitabilidade em mundos diversos para
percorrermos a rota traçada e definida pela alma no caminho da evolução, neste
estágio universal da vida material.
O Caminho Breve é outra opção, mas tem como
característica básica a superação dos estas ilusórios que vivemos, portanto,
contrario ao que temos feito.
Para esta opção, tem de haver um rearranjo pleno, total,
nos conceitos, tendências e movimentos que temos feito.
Muitos começam, poucos persistem e pouquíssimos se
dispõem a continuar.
A principal dificuldade são as sensações ilusórias de
"perdas" que teremos no Caminho Breve.
Abre-se mão de um tempo que consideramos imprescindível
para a maioria daquilo que fazemos e que temos julgado como essencial. Isto
ocorre porque simplesmente não sabemos administrar este tempo e o desperdiçamos
com coisas inúteis, fúteis e relacionamentos sem apoio na Lei do Amor.
Quando se coloca a palavra relacionamentos, leia-se todos
eles: pais, filhos, parentes, amigos, profissionais, conhecidos e
desconhecidos, ou seja numa escala em que somos considerados seres humanos de
uma mesma raça e seres humanos de raças e origens diferentes, sejam estas
terrestres e extraterrestres.
Por esta dificuldade imensa de não sabermos nos
relacionar, o Caminho Breve tem sido abandonado pela maioria. Ao passo que no
Caminho Longo podemos massagear os egos ou termos nosso ego massageado, em
vários graus e níveis de satisfações egocêntricas. Isto inicialmente seduz,
depois derruba e decepciona.
Derruba e decepciona porque estamos numa outra fase, onde
o novo objetivo não é mais egóico, mas sim anímico (da alma).
Estamos vivendo completamente defasados do tempo real.
(3) Se o Caminho Longo busca a salvação
principalmente através da construção do caráter e da concentração do
pensamento, o Caminho Breve a busca principalmente através de meditação
reverente diretamente sobre o Eu Superior.
Pois bem, havendo estrita disciplina e muita força de
vontade, o Caminho Breve, como diz PB, através da meditação e da reverencia,
contataremos o Eu Superior.
A reverencia não é submissão, como muitos caracterizam
esta postura, mas respeito, obediência e aceitação do menor para com o maior.
O ocidente, apoiado nos atropelos de governos e comandos
alinhados com as forças involutivas, deturpou esta característica que foi
sempre utilizada pelo oriente.
Percebe-se que atualmente há fortes tendências de
ocidentalizar todo o planeta e com isto perde-se boa parte desta grande cultura
que permitiu que Seres se manifestassem em momentos oportunos e instruíssem a
humanidade.
O caos domina, é preponderante e tem como meta confundir,
pois na confusão domina e exerce seu poder devastador.
Por outro lado nos tornamos fracos demais, fora do tempo
(atrasados) e perdemos nossa capacidade de discernir com as coisas sutis,
subjetivas e que procedem das esferas superiores. Ou seja, perdemos o "time" da
capacidade de identificar o certo do errado.
Podemos dizer que o caos se instalou no planeta e sem a
devida interferência divina, nos restaria a autodestruição.
Felizmente, com a intercessão de nosso Pai (Jesus de Nazaré)
seremos uma humanidade que poderá se recuperar da situação que vive.
Cabe considerar que o Pai (Jesus de Nazaré), representa
um grande conjunto de todo tipo de ajudas que necessitamos.
Precisamos, aos que sentem este chamado, doar-se
incondicionalmente a estas forças do bem e oferecer-se.
O que a humanidade precisa virá de cima, via seres
humanos dedicados, daqui. Isto anula eventual interferência no livre arbítrio.
Assim seja.
Hilton
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