sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Caminho Breve - PB. (2)

Continuação (2)

Obs.: Na sequência do temos estudado, iniciaremos nova série das questões levantadas por Paul Brunton, como forma de nos conhecermos melhor e termos novas opções para decidirmos o que fazer em nossa vida.
Toda vida, na sequência das vidas que vivemos, tem por objetivo criar oportunidades para que cada um se conheça e saiba explorar seu próprio potencial.
Muitas vezes pequenos insights vem através de informações que vamos conhecendo nos estudos, nas pesquisas, enfim na busca por algo a mais além da vida material.
Este é o objetivo destas informações, nos apresentar um mundo mais completo, mais subjetivo, pois vai além das formas, portanto  mais abrangente e  que nos traga inspirações, desperte nossa curiosidade para que possamos compreender melhor o objetivo de estarmos aqui.
Nem todos se sentem aptos a encarar estas informações, pelo simples fato de que muitos não tiveram oportunidade de acesso a estes conceitos. Desta forma esta é a oportunidade e caberá a cada um aceita-la ou não.
Paul Brunton, assim como  outros “filósofos inspirados”, expõem aspectos religiosos com grande discernimento e total ecumenismo.
A religião na nova era, na nova Terra, será integralmente filosófica, completamente diferente do formato atual, até porque os que prosseguirem estarão aptos a conhecer seus “segredos” e usá-los corretamente, sem explorar, escravizar ou enraíza-los em aspectos egocêntricos e egoístas.
Recomenda-se que as leituras sejam realizadas mais de uma vez, pois a cada momento um novo impulso que se apoiou no anterior, ressalta novos aspectos da mesma informação.
Uma informação contém várias “chaves” e cada uma delas abre novas “portas”. Não há precipitações, ou seja, será sempre uma porta na sequência da outra e seremos nós que ditaremos esta sequência.
Uma leitura desatenta, inoportuna, fora de hora, será pura perda de tempo, pois a “chave” em questão não se manifesta, a porta não se abre e o impulso não acontece.
A disciplina é uma regra inviolável para a vida em qualquer plano, em qualquer lugar, e dela sairá a ordem e a organização.
Assim que tudo funciona.
Aproveitem.
Hilton

O Caminho Breve
PB.

Paul Brunton introduz dois conceitos: O Caminho Longo e o Caminho Breve. O Caminho Longo foca o ego, e o Caminho Breve, o Eu Superior. Esta é a principal diferença entre os dois. 
A Busca começa no Caminho Longo. O Caminho Breve vem depois. Com o tempo, caminhamos em ambos simultaneamente até que a meta – de estar completamente consciente de sermos o que inconscientemente já somos – seja atingida. 

(1) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem, de forma categórica, temos descrito o objetivo fundamental da nossa existência. Quem não percebe e se apruma para o desenvolvimento desta autoconsciência em todos os níveis (físico, mental, emocional e astral) , simplesmente percorre a marginal da vida.
Dificilmente este indivíduo sairá da sua ilusão. Poderá viver “n” encarnações sem perceber de fato seu objetivo de existência.
Assim ocorre, infelizmente, para a maioria da população terrena, que cria diversos objetivos para obter coisas perecíveis, finitas, esporádicas e inconsistentes. São inconsistentes, pois não levam a lugar nenhum e simplesmente somem, seja no transcorrer da vida ou na morte.
Por sua vez, o ego se torna o elemento mais importante na condução deste indivíduo, que percorre a marginal da vida, pois ninguém sobrevive sem motivos para existir.
Vive em altos e baixos, atropela, luta para motivar-se continuamente, sofre estados depressivos, pois a alma não aceita e não tolera que ele simplesmente viva por viver.
É semiconsciente, sonolento, intolerante, desequilibra-se com grande facilidade, desconfia sempre, adota o “acaso”, a “sorte” , o “azar” e o “toma lá dá cá” para suas efêmeras conquistas.
Esta situação cresce paulatinamente a cada vida vivida nas mesmas condições. É uma rotina árdua e desesperançada.

Quem nos tira desta situação?
Somos nós mesmos. Não há influencias externas para nos tirar desta situação.
É necessário um novo alento, uma nova onda de motivos e estes partem basicamente da fé (o desconhecido) para que impulsos internos possam acontecer e o indivíduo possa se redescobrir. Desta forma, o livre arbítrio foi respeitado.
Este alento, assim que consolidado, atrai fontes e padrões de energias elevadas e um processo de autoconhecimento começa a acontecer. Ele passa a perceber as “portas que vão se abrindo” e quanto maior o seu interesse pelo subjetivo, pelo sutil, numa espécie de seleção natural com as coisas materiais, eleva-se, percebe, separa, atenta, motiva-se.
Tornar-se outra pessoa e com serenidade encara os fatos da vida, pois sabe que o carma da humanidade é gigantesco.
Torna-se útil, mas passa sempre desapercebido pois sua integração acontece em níveis mais elevados, onde o humano médio ainda não alcança.
Quando se torna consciente de quem é e como pode ser útil, novas satisfações ocorrem e sem troca.
Neste novo compasso a vida, para ele, é encarada pela sua utilidade universal e não mais individual.
Eis o novo homem, o homem redescoberto e preparado para sua longa jornada evolutiva pelos confins do Universo.

(2) O Caminho Longo quer purificar e aperfeiçoar o ego, mas o Caminho Breve quer encontrar Deus…
PB.

Pois bem, podemos dizer que estamos no Caminho Longo.
Basicamente nos concentramos no Caminho Longo, onde  o ego é dominante, intenso, poderoso e vive sendo massageado. Temos feito de tudo para agradar o ego, o nosso e dos outros, pois esta tem sido a tônica e o objetivo da imensa maioria dos indivíduos aqui na Terra.
No Caminho Longo o ego é prepotente, senhor da razão, por isso que somos tão racionais, dedutivos, personalizados, pois ser diferençado nos aspectos físicos da vida material é o que importa, é o que nos destaca, é o que nos envaidece e, ilusoriamente, nos faz sentir bem.
O ego ilumina também, mas sua luz é sempre carregada de energias densas, impulsos destrutivos, sobreposição de valores ilusórios por cima dos valores reais.
O Caminho Longo é evolutivo e ascensional, mas caminha com intensos altos e baixos e isto nos confunde, nos ilude, nos torna questionáveis, pois os meios que podemos utilizar no livre arbítrio podem ser contrários às Leis Regentes do planeta e da humanidade em questão.
No Caminho Longo leva-se eras no tempo cronológico, inúmeras vidas nas reencarnações, habitabilidade em mundos diversos para percorrermos a rota traçada e definida pela alma no caminho da evolução, neste estágio universal da vida material.

O Caminho Breve é outra opção, mas tem como característica básica a superação dos estas ilusórios que vivemos, portanto, contrario ao que temos feito.
Para esta opção, tem de haver um rearranjo pleno, total, nos conceitos, tendências e movimentos que temos feito.
Muitos começam, poucos persistem e pouquíssimos se dispõem a continuar.
A principal dificuldade são as sensações ilusórias de "perdas" que teremos no Caminho Breve.
Abre-se mão de um tempo que consideramos imprescindível para a maioria daquilo que fazemos e que temos julgado como essencial. Isto ocorre porque simplesmente não sabemos administrar este tempo e o desperdiçamos com coisas inúteis, fúteis e relacionamentos sem apoio na Lei do Amor.
Quando se coloca a palavra relacionamentos, leia-se todos eles: pais, filhos, parentes, amigos, profissionais, conhecidos e desconhecidos, ou seja numa escala em que somos considerados seres humanos de uma mesma raça e seres humanos de raças e origens diferentes, sejam estas terrestres e extraterrestres.
Por esta dificuldade imensa de não sabermos nos relacionar, o Caminho Breve tem sido abandonado pela maioria. Ao passo que no Caminho Longo podemos massagear os egos ou termos nosso ego massageado, em vários graus e níveis de satisfações egocêntricas. Isto inicialmente seduz, depois derruba e decepciona.
Derruba e decepciona porque estamos numa outra fase, onde o novo objetivo não é mais egóico, mas sim anímico (da alma).

Estamos vivendo completamente defasados do tempo real.
Hilton

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