Continuação (1)
Obs.: Na
sequência do temos estudado, iniciaremos nova série das questões levantadas por
Paul Brunton, como forma de nos conhecermos melhor e termos novas opções para
decidirmos o que fazer em nossa vida.
Toda vida, na sequência das vidas que vivemos, tem por
objetivo criar oportunidades para que cada um se conheça e saiba explorar seu
próprio potencial.
Muitas vezes pequenos insights vem através de informações
que vamos conhecendo nos estudos, nas pesquisas, enfim na busca por algo a mais
além da vida material.
Este é o objetivo destas informações, nos apresentar um
mundo mais completo, mais subjetivo, pois vai além das formas, portanto
mais abrangente e que nos traga inspirações, desperte nossa
curiosidade para que possamos compreender melhor o objetivo de estarmos aqui.
Nem todos se sentem aptos a encarar estas informações,
pelo simples fato de que muitos não tiveram oportunidade de acesso a estes
conceitos. Desta forma esta é a oportunidade e caberá a cada um aceita-la ou
não.
Paul Brunton, assim como outros “filósofos
inspirados”, expõem aspectos religiosos com grande discernimento e total
ecumenismo.
A religião na nova era, na nova Terra, será integralmente
filosófica, completamente diferente do formato atual, até porque os que
prosseguirem estarão aptos a conhecer seus “segredos” e usá-los corretamente,
sem explorar, escravizar ou enraíza-los em aspectos egocêntricos e egoístas.
Recomenda-se que as leituras sejam realizadas mais de uma
vez, pois a cada momento um novo impulso que se apoiou no anterior, ressalta
novos aspectos da mesma informação.
Uma informação contém várias “chaves” e cada uma delas
abre novas “portas”. Não há precipitações, ou seja, será sempre uma porta na
sequência da outra e seremos nós que ditaremos esta sequência.
Uma leitura desatenta, inoportuna, fora de hora, será
pura perda de tempo, pois a “chave” em questão não se manifesta, a porta não se
abre e o impulso não acontece.
A disciplina é uma regra inviolável para a vida em
qualquer plano, em qualquer lugar, e dela sairá a ordem e a organização.
Assim que tudo funciona.
Aproveitem.
Hilton
O Caminho Breve
PB.
Paul Brunton introduz dois conceitos: O Caminho Longo e o
Caminho Breve. O Caminho Longo foca o ego, e o Caminho Breve, o Eu Superior.
Esta é a principal diferença entre os dois.
A Busca começa no Caminho Longo. O Caminho Breve vem
depois. Com o tempo, caminhamos em ambos simultaneamente até que a meta – de
estar completamente consciente de sermos o que inconscientemente já somos –
seja atingida.
(1) O propósito
imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena
autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que
não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.
Pois bem, de forma categórica, temos descrito o objetivo
fundamental da nossa existência. Quem não percebe e se apruma para o
desenvolvimento desta autoconsciência em todos os níveis (físico, mental,
emocional e astral) , simplesmente percorre a marginal da vida.
Dificilmente este indivíduo sairá da sua ilusão. Poderá
viver “n” encarnações sem perceber de fato seu objetivo de existência.
Assim ocorre, infelizmente, para a maioria da população
terrena, que cria diversos objetivos para obter coisas perecíveis, finitas,
esporádicas e inconsistentes. São inconsistentes, pois não levam a lugar nenhum
e simplesmente somem, seja no transcorrer da vida ou na morte.
Por sua vez, o ego se torna o elemento mais importante na
condução deste indivíduo, que percorre a marginal da vida, pois ninguém
sobrevive sem motivos para existir.
Vive em altos e baixos, atropela, luta para motivar-se
continuamente, sofre estados depressivos, pois a alma não aceita e não tolera
que ele simplesmente viva por viver.
É semiconsciente, sonolento, intolerante, desequilibra-se
com grande facilidade, desconfia sempre, adota o “acaso”, a “sorte” , o “azar”
e o “toma lá dá cá” para suas efêmeras conquistas.
Esta situação cresce paulatinamente a cada vida vivida
nas mesmas condições. É uma rotina árdua e desesperançada.
Quem nos tira desta situação?
Somos nós mesmos. Não há influencias externas para nos tirar
desta situação.
É necessário um novo alento, uma nova onda de motivos e
estes partem basicamente da fé (o desconhecido) para que impulsos internos
possam acontecer e o indivíduo possa se redescobrir. Desta forma, o livre
arbítrio foi respeitado.
Este alento, assim que consolidado, atrai fontes e
padrões de energias elevadas e um processo de autoconhecimento começa a
acontecer. Ele passa a perceber as “portas que vão se abrindo” e quanto maior o
seu interesse pelo subjetivo, pelo sutil, numa espécie de seleção natural com
as coisas materiais, eleva-se, percebe, separa, atenta, motiva-se.
Tornar-se outra pessoa e com serenidade encara os fatos
da vida, pois sabe que o carma da humanidade é gigantesco.
Torna-se útil, mas passa sempre desapercebido pois sua
integração acontece em níveis mais elevados, onde o humano médio ainda não
alcança.
Quando se torna consciente de quem é e como pode ser
útil, novas satisfações ocorrem e sem troca.
Neste novo compasso a vida, para ele, é encarada pela sua
utilidade universal e não mais individual.
Eis o novo homem, o homem redescoberto e preparado para
sua longa jornada evolutiva pelos confins do Universo.
Hilton
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