Pensamento do dia, segunda-feira, 7 de abril de 2014
"O amor é sábio quando libertador, curativo e
impessoal."
Trigueirinho.
Pois bem, se soubéssemos amar verdadeiramente, nossas
relações seriam extremamente sadias.
Imagine-se amando alguém e ao mesmo tempo libertando-o,
deixando-o livre, pois quando se ama verdadeiramente, este sentimento, se assim
podemos chama-lo por falta de outra expressão mais elevada, é libertador.
Liberta pois é altruísta e tem por princípio manifestar-se sem qualquer vínculo
com o egoísmo.
No entanto, vemos hoje relações doentias onde o ciúmes, a
posse e o domínio, rebaixaram o amor a um determinado patamar da Lei do
Egoísmo.
A pessoa se sente dona da outra e tenta assumir,
literalmente, os sentimentos que a outra pessoa deveria possuir. Isto ocorre
entre duas pessoas, entre pais e filhos entre ditadores e seus comandados,
entre patrões e empregados, enfim é algo tão genérico que o que muda somente é
a intensidade das suas manifestações.
Aqui diz que o amor é curativo. Sem dúvida o amor real e
verdadeiro é puro equilíbrio. Uma pessoa equilibrada em todos os seus aspectos
é uma pessoa sadia, pois seu corpo emocional se coloca no seu devido lugar e
não assume o comando das ações, como tem acontecido com a maioria. O mental
deixa de racionalizar e torna-se intuitivo, pois admite a impossibilidade de
saber de tudo para tomar uma decisão correta. Normalmente o mental consegue
analisar uma parte muito pequena e muito aquém do que efetivamente estará envolvido
na decisão a ser tomada.
O corpo físico, demandado numa ação equilibrada,
realizará ações equilibradoras, contribuindo assim para um processo de cura dos
envolvidos.
No entanto, vemos que normalmente o físico demanda ações
conflituosas e de grande competitividade, mesmo entre pessoas muito próximas,
pois a mente racionalizou sem o conhecimento de causa, o emocional se encheu de
ciúmes, inveja, frustrações, angustias, levando a uma conclusão que não será
sadia para quem exerceu a ação e para quem a recebeu.
O amor é impessoal, sim, pois sendo impessoal ele levará
em conta o nível de consciência da pessoa amada, o nível de inteligência da
pessoa amada, as condicionantes cármicas da pessoa amada e seus objetivos
evolutivos mais próximos que a pessoa amada deverá alcançar.
Sendo assim quando todos estes fatores forem levados em
conta e desde que não sejam questionados, você poderá dizer que realmente sabe
amar.
É assim que Deus e sua complexa estrutura divina composta
por todos os Seres que nos auxiliam, manifestam seu amor, não interferindo no
aprendizado que estamos realizando aqui na Terra. Por isso que Suas
manifestações são discretas e muito mais indicativas do que efetivas.
No entanto, precisamos aprender a praticar este amor
puro, altruísta e libertador, pois se nossa meta espiritual será viver num
mundo sagrado, como será a Terra no próximo ciclo, sem o livre arbítrio e
convivendo com Seres e estruturas que sabem amar, não poderemos carregar o que
hoje temos praticado sobre este conceito.
Quando você começa a se envolver com convicção nestes
aspectos, ondas de amor poderão te envolver e isto irá ajuda-lo muito neste
processo. Estas ondas de amor, circulam por todo o Universo e se retém onde
encontram acolhimento, onde as vibrações emanadas das pessoas e dos ambientes
se aproximam das vibrações que elas emitem.
Como temos falado, nunca estamos sozinhos. Somo
universalmente assistidos e no momento que damos a permissão, ondas de amor nos
envolvem. Daí em diante será a tua fé que irá mantê-las por mais tempo ou menos
tempo com você.
Sempre tenho alertado para a relação dos pais com as
crianças, pois estas como estão mais próximas do processo reencarnatório, veem
a este mundo com o enfoque de um amor verdadeiro, pois antes de reencarnarem
foram amadas na expressão correta deste sentimento e quando reencarnam,
normalmente acabam topando com um amor egoísta, possessivo, dominante,
escravizando-as dos desejos e das emoções nem sempre equilibradas de seus pais.
Isto transforma, deturpa, máscara e finalmente modifica os ensinamentos que
estas tiveram no mundo astral como preparatório daquela reencarnação.
Quando percebem este choque de informações (corretas no
astral e incorretas com seus pais e familiares) ficam confusas, atônitas,
perdidas, às vezes tendo reações de revolta, de insegurança, de medos, de
agressividade pois aprenderam uma coisa e convivem com outra. Poucas saem
ilesas deste contrassenso. A maioria acaba adotando o amor doentio que temos
praticado aqui na Terra e voltam-se para as atitudes egoístas que tem deturpado
este sentimento puro que nada mais é do que a base de toda a criação universal.
Deus não está errado, somos nós, seres humanos que
perdemos o "compasso" real e correto da vida. Deveríamos, segundo os
objetivos traçados para a raça humana da Terra, já ter atingido esta condição
de saber amar altruisticamente, mas falhamos como temos falhado em quase tudo
na vida.
No entanto as crianças que vencerem estas circunstâncias
agressivas do "amor" praticado por seus pais, poderão ajudar de forma
mais eficaz e poderosa toda a humanidade da Terra, por isso que quase todas as
crianças tem se submetido a estas circunstancias desfavoráveis. Homens santos,
mulheres santas e tantos outros que se destacaram na seara de Deus, foram
aquelas crianças vencedoras neste processo de ampla desigualdade e de grande
desafio.
Mas, não é assim que deveria ser, pois todas as crianças
deveriam ser igualmente tratadas na Lei do Amor, dando origem a uma humanidade
sadia, equilibrada, convicta do seu caminho evolutivo, o que tornaria nosso
planeta um planeta sagrado.
Enfim assim será no futuro, mas demandará ainda muita dor
e sacrifício de todos para aprendermos como viver corretamente.
Hilton