Pensamento
do dia 12 de janeiro de 2016.
Tudo
o que discernimos é posto à prova.
Trigueirinho.
Pois
bem, discernimento (critério, juízo, escolha) define as ações, a postura, o
caminho que escolhemos trilhar.
Desta
forma, como usamos o livre arbítrio em nossas escolhas, todas estas escolhas
serão colocadas à prova.
Escolher
bem, no momento oportuno, de forma equilibrada é a chave do sucesso destas
escolhas.
É
muito comum, o estudante que trilha o caminho espiritual, escolher Tarefas e
responsabilidades das quais ainda não está devidamente preparado.
Na
ânsia de produzir, de ofertar e de ajudar, opta por caminhos ainda perigosos,
pois Servir ao Plano nos expõe tremendamente para o foco das forças
involutivas.
Estas
forças negativas podem atribuir cargas emocionais, cargas mentais e isolamentos
que levam o estudante ao fracasso, ao desanimo, tornando-o fragilizado até para
continuar o caminho que vinha percorrendo.
Na
dúvida temos de consultar, buscar pessoas experientes e de confiança que possam
nos ajudar nas decisões que pretendemos tomar.
Outro
problema comum são as condicionantes cármicas que ainda nos envolvem e acabam
por atrapalhar as decisões que pretendemos tomar. Digo que aí se encontra algo
que está mais sob nosso domínio e nossa luta para vence-las, dominá-las e
fazê-las trabalharem a nosso favor.
De
forma geral temos cedidos facilmente a esta condicionantes cármicas e nos
prostramos diante das suas exigências, nos tornando escravos do seu domínio.
Obviamente pessoas que amamos estão envolvidas e são habilmente conduzidas para
nos atrapalhar no progresso desejado. É uma armadilha comum, das quais
emocionalmente temos sido escravos destes apelos retrógrados e inúteis para a
evolução de todos os envolvidos.
Se
participo de um Grupo e ainda não tenho o discernimento para decidir com
clareza sobre as Tarefas que o Grupo sinalizou, não devo participar. Preciso
antes da decisão analisar com cuidado até que ponto poderei me envolver e até
que ponto isto será prioritário, pois numa Tarefa comum a todos a prioridade
deverá ser do conjunto e não do indivíduo.
Em
todos os momentos da vida somos colocados à prova, por isso a vida tem sido
dura com todos. Não são as provas que são duras, mas é nossa absoluta falta de
preparação e de conhecimento sobre a Vida, que tem nos levado a fracassos
contínuos sobre o que temos decidido.
Ao
reencarnamos participamos, parcialmente, das escolhas do destino da vida a ser
vivida. Só que ao nascermos participaremos da fecunda ignorância que bloqueiam
as pessoas ao nosso redor e nos aprofundaremos na mesma ignorância, desprezando
as oportunidades do aprendizado e nos tornando pessoas obsoletas e
ultrapassadas nos critérios de escolhas que o livre arbítrio nos permite
realizar.
Normalmente
temos escolhidos o lado errado, a postura incorreta, as ações prejudiciais,
mesmo que estas estejam, ilusoriamente, carregadas de boas intenções. Aí, nos
frustramos e ficamos angustiados, culpando a Deus pelos nossos insucessos.
Por
isso da ampla insistência da Busca continua e constante sobre os aspectos
evolutivos da forma de se viver. Ser informado, praticar as informações que
soam como verdadeiras e continuar sem cessar a Busca tem de ser nosso principal
objetivo
A
vida nos dá oportunidades incríveis, de forma cíclica e continua, mas pouco
fazemos sobre os atos preparatórios para viver os ciclos de forma gradual e
ascendente.
Os
medos e a soberba tem sido a causa da maioria das derrotas no campo evolutivo.
O medo trava, parece insuperável, insuportável, nos sentimos acorrentados, mas
com um pouquinho de fé, estas correntes viram água, e tudo se torna
claro, límpido e transparente. A soberba, o orgulho, é mais difícil, pois
teremos de ceder algo que contraria nossas decisões emocionais. Da mesma forma,
a fé como ato de submissão, irá superar a soberba e o orgulho, ou então
a vida, compulsoriamente, irá fazer com que as quedas aconteçam e a próxima
sempre será mais intensa que a anterior.
Viver
é um ato de muita reflexão e de inteligência. Jamais devemos pensar como uma
única vida, como únicas oportunidades, mas no continuísmo de tudo que estamos
realizando no “agora”, portanto se meu “agora” se apoia em atitudes de fé,
inteligentes, com discernimento de escolhas, na neutralidade, no doar-se,
podemos ter certeza de que o depois do “agora” será melhor.
O
momento atual é riquíssimo de informações, de amparo, de acolhimento, portanto
o que podemos fazer são pequenos esforços para buscar o que nosso coração
clama, inclusive por momentos de paz interior, pois exteriormente isto já é
impossível.
Não
tenham medo de mudar, de serem outra pessoa, de superar o retrógado que existe
em nós, de serem esquisitos perante os outros, pois só assim poderão fazer algo
útil e evolutivo para todos.
E
para concluir, o tempo. A falta de tempo, a ausência, outras prioridades, se
ainda fazem sentido para você, significa que tua luta precisa se intensificar,
pois você ainda se encontra presa ao seu quadro emocional desvirtuado da
verdade eterna que seu coração e sua alma vem clamando por você.
Vamos
refletir.
Hilton