Pensamento
do dia, quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
"O
mergulho há de ser dado. No sofrimento do ego está a libertação. "
Trigueirinho.
Pois
bem, aonde, na piscina, no mar, na banheira?
O
mergulho será na consciência. Incialmente toparemos com o ego/personalidade.
Estes
dois tem comandado nossas vidas em quase todos os momentos.
Daí
vem nosso baixo aproveitamento ou produtividade em termos evolutivos. Quando
muito, evoluímos nos aspectos materiais da vida que terminam no final do
exercício programado pelo destino.
Na
sequência, ou vidas posteriores, repete-se continuamente a maioria das fases
vividas anteriormente, como numa repetição chata e exaustiva de um mesmo filme.
Será
que se eu assistir 1000 vezes o Titanic, o casal se salva e poderá viver aquela
paixão explosiva pelo resto das suas vidas?
Parece
absurdo falar assim, mas com certeza é isto que temos feito na sequência das
vidas escolhidas. O que muda, na comparação com o Titanic é que navio deixa de
ser a vela, passou a ser a vapor, é a diesel e será atômico, mas dramaticamente
iremos viver as mesmas sensações, emoções, dramas, alegrias, paixões,
explosões, etc., etc..
É
muito chato.
Então
porque temos, repetidamente, vivido as mesmas situações? Pelo simples fato de
termos nos materializado de tal forma e em circunstancias tão bloqueadas que
perdemos a percepção de sentir o imenso desejo e imensa necessidade de mudar a
vida, mudar o filme.
Mergulhe
em você e você sentirá o quanto esta ilusão tem sido real. Temos medos e estes
medos nos tem travado de uma forma tão competente, que até acreditamos que
estes medos existem.
Em
mundos evoluídos a última preocupação de um indivíduo será para com a própria
vida, pois este sabe que Quem a constitui e permitiu sua existência, definirá
adequadamente sua real necessidade. De cara o indivíduo ficará livre deste
“peso morto” que tem dominado excessivamente nossa maior preocupação.
Aqui
tem gente que sofre pela desencarnação dos outros, como se pudesse ser
responsável ou tivesse algum domínio sobre isto (falo das mortes naturais e não
das provocadas pela ignorância humana). Temos vivido incríveis absurdos em
nosso mundinho repetitivo que tem nos bloqueado num mesmo estágio da
consciência.
Agora,
tem gente que não tempo de aprender isto e ainda se julga dono da verdade.
Imagino que se julgue um deus conhecedor da verdade e da vida, da mesma forma
que uma ostra em seu casulo ao sabor das marés, conhece o oceano.
O
sofrimento, inicialmente, liberta o estudante para a nova ciência da vida. Na
sequência o estudante acabará despertando para tantas novidades, para tantos
ritmos, para tanta informação que, aí sim, não terá tempo para perder com a
materialidade da vida que neste momento o conduz e o domina. Falar em
sofrimento, nesta nova etapa será algo tão ultrapassado que poderá no máximo,
ter vagas lembranças.
Um
novo céu, um novo horizonte, uma nova conjuntura o despertará. Haverá pouco
cérebro para tanta novidade, mas com moderação irá perceber que tudo se adequa,
tudo cabe pois tudo se expande.
A
matéria terá nesta nova fase, sua real e verdadeira função, ou seja, a de te
sustentar fisicamente para que a vida espiritual se aflore e se afirme como
meta inexorável.
Assim
o estudante irá se preparar para o que se tornará no futuro, um espiritualista
(sem alusão a doutrinas e religiões) encarnado.
Reflita,
seja um estudante, aflore sua coragem, elimine seus preconceitos, viva sem
medo, realize seus sonhos mais elevados, defina o curso da sua vida e por fim seja
dono do seu “nariz”, ou, viva covardemente, escondendo-se ou justificando sua
ausência das oportunidades que a vida no curso da sua alma, anseia
ardentemente.
Hilton