terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Saia do atrito.



Pensamento do dia 24 de janeiro de 2017

A intuição nos diz o que fazer; a razão nos diz como fazê-lo.
Paul Brunton.

Pois bem, em geral as pessoas usam a razão para tudo, para o que fazer e como fazer.
Digamos que nesta hipótese temos 50% de chances de acertar. É um jogo de dados.
A razão, a logica, o raciocínio provem das experiências passadas, do que ocorreu e como ocorreu.
Como nosso saldo de erros é extremamente elevado, temos chances enormes de repetir os mesmos erros do passado.
Assim tem caminhado a humanidade.
Isto é facilmente comprovado, quando olhamos para a dinâmica da vida material.
De tempos em tempos, temos alguém que se destaca por encarar e adotar posturas bem diferentes, literalmente “remando contra a maré”.
Estas pessoas sempre enfrentaram dificuldades enormes, pois mudanças é algo que a maioria não gosta de fazer.
São estas pessoas que trazem as mudanças necessárias, mas mínimas, que precisam ocorrer.
Fazer o mínimo nunca será suficiente e não preencherá os requisitos necessários para alcançarmos os patamares evolutivos, previstos na evolução de uma raça dentro do contexto da dinâmica universal.

Porque mudar se pode continuar? Porque mudar o que conheço? Porque devo me arriscar?
Enfim uma infinidade de questionamentos se interpõe entre eu e as mudanças e no fundo são os medos que afloram no indivíduo, que o faz permanecer como está.
No entanto, como temos sido informados, a dinâmica da Vida é intensa, contínua e constante. Se deixarmos isto de lado, viveremos sempre do passado.
Brincando um pouco, somos a “humanidade-museu” , onde no teatro da vida, trocamos de figurinos mas mantemos sempre os mesmos textos (posturas e preconceitos).

Isto não condiz com as mudanças dos ciclos evolutivos, quando envolve o reino humano.
No universo, as mudanças cíclicas são violentas, pois envolvem seres do reino mineral que mudam pelo atrito, pelo choque, pelas explosões.
Nós somos seres pensantes, de alma individualizada, com uma certa inteligência e percepção, deveríamos perceber as mudanças de acordo com a dinâmica da Vida Universal. Mas, isto não ocorre, ficamos estáticos, paralisados, omissos a estas percepções pois não acompanhamos o caráter evolutivo da Vida.
Focamos nossa total atenção no plano da matéria mesmo sabendo que esta é finita, perecível, de curta duração, deixando de lado nossa contraparte espiritual que é infinita, contínua e que precisa acompanhar a dinâmica da Vida Universal, pela evolução.
Isto situação de similaridade entre nós e o reino mineral nos envolve no plano dos atritos, nos choques, nas explosões.

Esta postura que adotamos definiu como mudaremos de ciclo, no atrito, pois atraímos pela ociosidade espiritual, as vibrações do reino mineral.
Quando um mundo precisa mudar, segundo a dinâmica da Vida, este segue as regras do atrito, mas a humanidade que ali habita, sendo progressiva e atuante na sua evolução, simplesmente muda de plano dimensional. Assim foi com Júpiter, Netuno, Saturno, entre outros, onde as mudanças na 3ª dimensão ocorreram sem a presença da humanidade que simplesmente mudou de dimensão.

A nova era será definida por esta postura, onde o homem deixará de ser racional para ser intuitivo.
Suas decisões serão tomadas com um enfoque infinitamente mais amplo do que o atual, onde as percepções levarão em conta séculos adiante, para qualquer ação idealizada, não comprometendo nosso futuro, como hoje está comprometido.

Atualize-se, arrisque-se, aceite as mudanças.
Saia do atrito.
Hilton

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Não seja sempre, o mesmo voce. Mude.



Pensamento do dia 23 de janeiro de 2017

Mude sua perspectiva e, com isso, “o reino do céu lhe será dado por acréscimo”.
Paul Brunton.

Pois bem, quando concluímos alguma coisa e tomamos nossa decisão, será sempre em cima de uma perspectiva sobre determinada situação.
Sim, sobre determinada perspectiva pois como vivemos iludidos, a realidade sempre será outra.
Para exemplificar, uma pessoa num estado de ignorância mais profunda poderá usar da violência para resolver seus conflitos, enquanto outra poderá dialogar, ceder, superar, etc.

Assim temos conduzido nossas “vidas” ao longo das eras, em cima de perspectivas e pontos de vista.

A evolução, ou evoluir é a meta, em que as perspectivas vão mudando a cada passo evolutivo.

Assim,  na medida que o horizonte for se ampliando, na aquisição de novos conhecimentos, a consciência se expande, tornamo-nos mais sábios, mais completos, mais seguros, menos agressivos, pois passaremos a compreender com mais amplitude, as novas perspectivas, aproximando-me cada vez mais da realidade.
Este é o caminho.

A sabedoria é um caminho eterno, sem volta, pois sempre haverá algo para aprendermos.
Percorre-lo é inevitável e inexorável, mas podemos parar em determinado ponto e ficar “apreciando a paisagem”.
Na dinâmica universal, onde nada para, tudo continua, ficar “apreciando a paisagem” será um tempo perdido, manter-se desatualizado.
É assim que a raça humana se encontra, parada, “apreciando a paisagem”, fora da dinâmica universal, alheia aos ciclos, à evolução.

Poucos são os cidadãos que tem lutado para superar suas ilusões, pois exige esforços, muito trabalho, grande dedicação, movimentos contínuos, abandono das coisas antigas, ultrapassadas, enfim exige a pratica do DESAPEGO mas, segundo alguns, manter o status significa manter-se “confortável” e “seguro” (não sabemos porque desta conclusão!!).

Deveríamos estar mudando continuamente nossas perspectivas, seguindo a dinâmica do planeta, da Mãe natureza, dos tempos, dos movimentos, como o pulsar de um coração, na sístole e diástole, onde cada batimento cardíaco corresponderá a um novo momento, um novo tempo, um novo movimento.
Mas, como não percebermos esta dinâmica, achamos que é sempre tudo igual.

Este erro tem sido fatal para a humanidade, pois não aprimoramos as conquistas anteriores e não nos abrimos para as novas conquistas.
Estamos no tipo “agua parada”. Só que água parada estraga, fica fétida, poluída, insalubre, faz mal e tem sido desta água que temos matado nossa sede.
Isto tornou-se um ciclo vicioso.
Esquecemos que a renovação é eterna, sistemática e acontece independente do ser humano ou de qualquer criatura.

No entanto, a vida é sábia e compreendendo nossa preguiça, definiu uma espécie de gatilho que nos alerta para este processo da renovação.
Tudo aquilo que nos incomoda é um sintoma de que tem de ser renovado, tem de ser mudado, tem de ser ajustado, tem de ser reciclado, enfim mudanças precisam acontecer.
Enfim, se vencermos a preguiça e tivermos disposição e isto significa DESAPEGAR-SE, mudaremos o que precisa mudar.

O Grupo vem mantendo esta dinâmica a duras penas. Se houvesse mais gente motivada poderíamos ser mais atuantes e mais participativos em inúmeras Tarefas.
De certa forma uma Tarefa nos é dada quanto entramos na sintonia dos seus impulsos.
Podemos dizer, em palavras bem simples, que escolhemos o que queremos fazer.
Isto para ficar bem claro, é o mesmo que dizer que a Tarefa nos escolhe.
Portanto, quando pessoas não se sentem motivadas, elas próprias são culpadas, pois não entraram na dinâmica que a Vida Universal exige.
É bem mais fácil culpar os outros ou as circunstancias pelo nossos problemas, mas precisamos entender que estes “outros” e estas “circunstancias”, nós mesmos às atraímos pela ociosidade e falta de motivação em assumir riscos.

Evoluir e arriscar-se pois sempre entraremos num “campo desconhecido”.

A fé é a única ferramenta disponível para entrarmos neste “campo desconhecido” .
Quem resolve se preservar, fica, estagna, vira “agua parada” com todas suas consequências negativas.    

Não seja sempre, o mesmo voce. Mude.
Hilton

domingo, 22 de janeiro de 2017

Um DNA das antigas.



Pensamento do dia 22 de janeiro de 2017

Somente alguém que transcenda o ego pode compreendê-lo.
Paul Brunton.

Porque às vezes ficamos furiosos? Queremos explodir? Socar alguém até virar pó?

Este desequilíbrio provem do ego.
No ego adotamos inúmeros parâmetros e referências que consideramos corretos. No entanto, no eterno vir a ser, estes parâmetros e referencias desatualizam e tornam-se obsoletos, inaplicáveis em curtíssimo espaço de tempo, tendo em vista a grande dinâmica da Vida Universal.
No ego não aplicamos, com facilidade, as continuas e infindáveis atualizações dos inúmeros “softwares mentais” (numa analogia) existentes.
Não nos atualizamos como seres humanos na mesma dinâmica que a Vida se movimenta, pois nossa meta principal é o conforto, o ostracismo, o “dolce fare nienti”.
O ego, um dos elementos que compõem o corpo emocional, torna-se DOMINANTE e impõe à mente, corpo pensante, suas tendências desatualizadas, mas a princípio confortáveis e nos indica decisões que geram ações completamente erradas em relação aos impulsos que estamos recebendo.
Isto em certos momentos vira raiva, vira vingança, ativa a revolta, enfim, ressalta nossos instintos da fase animal, super antigos, da época dos dinossauros, pois ainda “os” carregamos em nosso DNA.
Com isto estamos quase sempre fadados a errar quando usamos o ego em nossas decisões.
É muito importante saber que quando nos sentimos DESEQUILIBRADOS, com alguns sentimentos negativos, estaremos decidindo com o ego e não com a alma.

O ego, na conjuntura atual continua predominante, dominante em muitos de nós e as decisões ainda continuam naquele deus dos antigos, que uma frase simplifica tudo: “Olho Por Olho, Dente Por Dente”.
O indivíduo egocêntrico, acumula, pensa em si, vive em torno do seu eixo, sempre quer mais, tem dificuldades em dividir, não compartilha, não transcende, não absorve, não filtra, explode, compara-se, compete continuamente, reserva-se, guarda, quase não perdoa, critica, enfim vive em seu mundo e o considera perfeito.
Estas definições aplicam-se no mundo material como no mundo espiritual, pois muitos indivíduos considerados expoentes da espiritualidade, em certos momentos tornam-se os donos da verdade e dos dogmas perfeitos. 
Tanto um como o outro, podem alcançar quedas vertiginosas.

Pois bem, estamos experimentando a vida egóica a tempos. Estamos sob o domínio intenso do ego, a eras, a infindáveis vidas e ainda não o transcendemos.
Nos acostumamos tanto com seu domínio, que a personalidade com suas infinitas variações, vem dominando a mente dos homens e estes tem tomado decisões altamente negativas, muitas vezes inimagináveis, separando, selecionando, priorizando, definindo atitudes absurdamente desastrosas para os conceitos da vida única, da irmandade, do amor.
Após milhares de reencarnações temos mantidos as mesmas posturas dos “tempos das cavernas”, do “olho por olho”, onde o maleficio substitui o benefício.

A maioria não superou a fase do ego, do egocentrismo, dos mandos da personalidade, ou seja, não alcançou o estágio preponderante em que a alma deveria estar predominando sobre as decisões da mente.
Por isso somos tão separatistas, individualistas, competitivos, gananciosos, sem sequer pensar que compartilhamos o mesmo planeta, o mesmo ar, a mesma água, as mesmas ofertas da Mãe Natureza, onde o crescimento de um alavanca o crescimento de todos.

Enfim vamos rever nossa postura em relação às nossas decisões.
Vamos evitar contrapor nosso bom senso, nas fases equilibradas que costumamos ter.
Vamos envidar esforços para manter um tom e um som único em nossas manifestações, para manter uma certa harmonia e coerência com nosso lado mais elevado.
Vamos olhar o próximo, os reinos como algo que compõem o Único, o Todo, e que Tudo também faz parte de  mim.
Desta forma, poderemos compreender o ego e supera-lo, pois ele sempre fará parte do meu todo, do meu arquétipo e do meu aprendizado.
Enfim, vamos transcende-lo.
Hilton