segunda-feira, 12 de junho de 2017

Enquanto houver interesses meramente materiais, a estrutura da vida será imperfeita.



Precisamos ordenar a própria vida pelo contato com nosso interior
Trigueirinho.

(texto de Trigueirinho – sublinhado Hilton)
Diante dos acontecimentos que hoje presenciamos no mundo, podemos perguntar internamente: estamos preparados para nos manter em equilíbrio? Até que ponto cada um de nós se volta para as dimensões mais sutis da vida?

Podemos afirmar que hoje já se pode criar, na humanidade, harmonias individuais e grupais de qualificada integridade. Apesar das atuais imperfeições, das lutas, das discórdias e da infelicidade terrenas em que vive a humanidade, pode-se atingir um novo estado, que elevará tudo a um plano que ainda não se conhece.

Enquanto houver interesses meramente materiais, a estrutura da vida será imperfeita, e esse é um dos problemas a serem resolvidos pela humanidade.

Cuida-se do que é temporal, físico, social, ignorando-se dimensões espirituais, mais sutis. Tal perspectiva só se ampliará quando a natureza do homem se desenvolver além de si mesma, quando deixar de limitar-se aos seus aspectos naturais, como normalmente acontece.

Só pode haver vida integrada no Todo quando a busca de coisas materiais deixar de ser exclusiva e quando predominar a busca do conhecimento.



O que nos é necessário, nestes tempos de desconcerto e confusão, é ordenar a própria vida a partir do contato com a existência interior. Ao estabelecer esse contato, poderemos transcender velhos conceitos e entrar em harmonia com o Universo. Os que forem conseguindo esse novo equilíbrio ajudarão os demais. Citamos aqui as bases da vida interior, que são o serviço, a cooperação, o respeito e a tolerância mútua.

Atualmente, é notório o fato de os que se encontram na trilha espiritual terem de vencer provas especiais de vários tipos. Não se pode dizer que sejam provas fáceis. Mas hoje nos é oferecida uma oportunidade de integração em realidades internas muito abrangentes. O estado de consciência a ser alcançado pelo ser humano pode chegar a uma escala cósmica, e a Terra será então cumulada de dádivas. Alcançá-lo depende de não mais nos sujeitarmos à mente comum e ignorante, mas transcende-la até atingirmos a intuição e a espiritualidade.
Tenhamos em conta que uma consciência que se eleva abre caminhos para as demais, Assim, se permanecermos conscientes no nosso mais elevado nível, estaremos colaborando para que outros também possam ascender.

É papel dos que já podem aspirar pela ascensão espiritual estar cientes do que está sucedendo no planeta e em toda a humanidade nestes tempos, sem se enganar. Vivemos momentos de transição para um novo ciclo e deveríamos estar cada vez mais disponíveis para os nossos semelhantes e para o mundo.

De nossa abnegação virá o controle sobre a situação que nos for apresentada. Quanto mais esquecidos estivermos de nós mesmos, mais teremos a prontidão requerida.

Preparamo-nos para os tempos que se aproximam à medida que nos descentralizamos do ego e entregamos ao eu profundo, com intenção de cooperar no cumprimento do propósito superior da vida na Terra.

Quem estiver imbuído do seu papel estará bem concentrado no suprimento da necessidade geral, e é essa atitude que o capacitará a servir melhor. Se deixamos escapar o momento exato de nos doar, pode ser difícil encontrar novamente outra conjuntura favorável para isso.

Obs.: O texto em questão leva em conta “desafios”. Não só os desafios que a vida nos imputa, sem possibilidade de escolhas, como os desafios que poderemos escolher e nos testar. A finalidade será sempre o aprimoramento e a preparação para alcançarmos as dimensões espirituais, mais sutis. Isto, sem dúvida exige sacrifícios. 
Hilton

sábado, 10 de junho de 2017

Anular o medo.



Aspiração à busca espiritual e ao serviço altruísta anula o medo.
Trigueirinho.

(texto de Trigueirinho – sublinhado Hilton)
O medo é, entre outras coisas, o resultado da atividade mental mal direcionada. Quando a mente é orientada para a meta superior da existência, ele se abranda ou nem surge.
Poderíamos dizer que a ignorância acerca do que realmente somos em essência é que faz surgir o medo. Quase sempre nos vemos como indivíduos isolados, e não como células de uma única Vida. Mas à medida que por amor nos doamos a alguma causa ou serviço altruísta, vamos tomando consciência da existência de um Universo Maior, e o medo começa a dissolver-se.

Há também um medo ancestral que costuma emergir do subconsciente de todos, originado da memória de experiências vividas em épocas pré-históricas, em que o ambiente sobre a Terra era por demais inóspito. Esse medo é ainda atuante devido à falta de comunicação livre entre a consciência externa e o nível supra mental - encontrado além da mente normal e concreta. Quando essa comunicação se estabelece e se firma, quando a pessoa chega à vibração interior e
profunda da alma, o medo tende a desaparecer.

Importante saber que medos e sentimentos negativos alheios podem ser incorporados à nossa aura sensitiva e tomados como nossos. A mente individual tem capacidade para captar elementos do nível mental coletivo e transferi-los para si mesma. Também podemos manifestar apreensões pelo que está ocorrendo não especificamente conosco, mas de modo generalizado. Por exemplo, muitos hoje estão sentindo a iminente ruína da economia no mundo e costumam interpretar isso como algo que seu destino pessoal lhe reserva. Nesses pode-se redobrar, então, o medo de sofrer privações.

A humanidade atual sofre de um medo bastante comum: o medo do fracasso. Esse medo advém de estarmos identificados em demasia com a personalidade e vivermos em ambientes que nos depreciam. Habituados pela educação normal, a comparar-nos e a confrontar-nos com os semelhantes, é comum ficarmos insatisfeitos com nossas possibilidades. Na realidade, cada um é útil com suas próprias qualidades e virtudes, e as qualidades dos demais têm outra serventia.

Mas o sentimento de inadequação pode também resultar da imensa necessidade planetária. Dado o número insuficiente de pessoas disponíveis para ajudar na grande obra evolutiva, espiritual, a ser realizada na Terra, às que estiverem dispostas a servir são oferecidas oportunidades que exigem uma capacidade maior do que a por elas manifestada. E que se conta com seu potencial oculto. Assumir essas tarefas com coragem atrai uma força desconhecida, que dissolve o medo do fracasso logo que desponta.

Aceitar sem receio trabalhos mais complexos do que os de hábito cura-nos dessa espécie de medo — desde que as circunstâncias para realiza-los venham dos níveis superiores do ser, e não de impulsos engendrados pela ambição.
Hilton

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Ponderar antes de reagir.



A importância de saber ponderar diante dos fatos da vida.
Trigueirinho.

(texto de Trigueirinho – sublinhado Hilton)
Ponderar significa observar com atenção minuciosa. Significa medir e pesar todos os lados de uma questão antes de formar juízo sobre ela ou antes de
agir.
É requisito para uma ação interior profunda.

Portanto, precisamos dedicar-nos a avaliar amplamente os assuntos, a vê-los de diferentes ângulos,
e não só conforme a nossa própria reação. Precisamos aprender a considerar os pontos de vista dos demais, alargar nossas perspectivas.

Algumas atitudes são requeridas para nos tornarmos ponderados. A primeira delas é a sinceridade na aspiração e a determinação a evoluir, a ir adiante
mesmo que exista alguma reação nossa, mesmo que não estejamos dispostos. Para optar com correção temos, portanto, de diferenciar o que provém da natureza da alma, do interno do nosso ser daquilo que provém da personalidade, da natureza externa.

Outra atitude é a de não fazermos as coisas superficialmente em razão de alguma pressão externa, como prazos, debilidade física ou outras.
Mesmo quando o tempo parece que vai terminar, mesmo quando o corpo físico parece não estar bem, não podemos deixar de refletir e buscar perceber o que é mais indicado em dado momento. Se agirmos assim, com verdadeira ponderação, o tempo passa a ser suficiente, o corpo passa a responder de modo positivo e tudo começa a corresponder às nossas decisões mais íntimas.

A terceira atitude é a de não deixar a mente vagar por conta própria. A mente tem de se organizar e estabelecer as prioridades entre os assuntos do dia, para fazermos com ordem o que nos cabe.

Para conquistarmos essas atitudes precisamos de firme intenção e de esforço. Não nos tornarmos ponderados de um momento para outro. E necessário buscar tal qualidade com persistência.

Enquanto ponderamos, podemos ir além da nossa experiência se pedirmos sugestões ao profundo do nosso ser e aguardarmos em silêncio, porém sem criar expectativas. Podem então surgir ideias ou vislumbres de caminhos inusitados. Podem emergir sentimentos que não conhecíamos ou transformarem-se sentimentos antigos. Ponderar é usar todos os recursos de que dispomos: aqueles de que temos consciência e outros, da consciência superior, que se tornam acessíveis porque estamos receptivos.

Precisamos aprender a ponderar e não mostrar fraqueza. Isso significa refletir sem nos entregar a desânimos nem a pensamentos negativos. Conseguimos isso com a atenção treinada, com a qual seguimos nitidamente e com equilíbrio as etapas de um processo ou acontecimento.

Quando pedimos luz sobre algo, temos de observar como aquilo se desenvolve sem nos condicionar ao que já discernimos, pois sempre pode advir um fato novo, e o processo pode tomar outro rumo. Tudo o que discernimos é posto à prova, e precisamos continuar observando e buscando níveis mais internos da realidade.

Saber ponderar sem mostrar fraqueza leva-nos a mudanças importantes. Se tivermos essa reflexão incorporada em nossa vida, coisa alguma poderá nos surpreender. Passamos a prever os fatos e a entrever oportunidades ocultas nos acontecimentos. O inusitado deixará de ser incômodo ou fator de decepção.

Tendo aprendido a ponderar, ficamos diante do desenrolar da vida com muita simplicidade e naturalidade. Ficamos, também, preparados para suportar qualquer tipo de tensão. A ponderação tem, pois, repercussões profundas: com ela, por nada mais nos abalamos.

Hilton