Precisamos
ordenar a própria vida pelo contato com nosso interior
Trigueirinho.
Trigueirinho.
(texto de Trigueirinho – sublinhado Hilton)
Diante dos acontecimentos que hoje presenciamos no mundo, podemos
perguntar internamente: estamos preparados para nos manter em equilíbrio? Até que
ponto cada um de nós se volta para as dimensões mais sutis da vida?
Podemos afirmar que hoje já se pode criar, na humanidade, harmonias
individuais e grupais de qualificada integridade. Apesar das atuais
imperfeições, das lutas, das discórdias e da infelicidade terrenas em que vive
a humanidade, pode-se atingir um novo estado, que elevará tudo a um
plano que ainda não se conhece.
Enquanto houver interesses meramente materiais, a estrutura da
vida será imperfeita, e esse é um dos problemas a serem resolvidos pela
humanidade.
Cuida-se do que é temporal, físico, social, ignorando-se dimensões
espirituais, mais sutis. Tal perspectiva só se ampliará quando a natureza do
homem se desenvolver além de si mesma, quando deixar de limitar-se aos seus
aspectos naturais, como normalmente acontece.
Só pode haver vida integrada no Todo quando a busca de coisas
materiais deixar de ser exclusiva e quando predominar a busca do
conhecimento.
O que nos é necessário, nestes tempos de desconcerto e confusão, é ordenar a própria vida a partir do contato com a existência interior. Ao estabelecer esse contato, poderemos transcender velhos conceitos e entrar em harmonia com o Universo. Os que forem conseguindo esse novo equilíbrio ajudarão os demais. Citamos aqui as bases da vida interior, que são o serviço, a cooperação, o respeito e a tolerância mútua.
Atualmente, é notório o fato de os que se encontram na trilha
espiritual terem de vencer provas especiais de vários tipos. Não se pode
dizer que sejam provas fáceis. Mas hoje nos é oferecida uma oportunidade de
integração em realidades internas muito abrangentes. O estado de consciência a
ser alcançado pelo ser humano pode chegar a uma escala cósmica, e a Terra será
então cumulada de dádivas. Alcançá-lo depende de não mais nos sujeitarmos à
mente comum e ignorante, mas transcende-la até atingirmos a intuição e a
espiritualidade.
Tenhamos em conta que uma consciência que se eleva abre caminhos
para as demais, Assim, se permanecermos conscientes no nosso mais elevado
nível, estaremos colaborando para que outros também possam ascender.
É papel dos que já podem aspirar pela ascensão espiritual estar
cientes do que está sucedendo no planeta e em toda a humanidade nestes tempos,
sem se enganar. Vivemos momentos de transição para um novo ciclo e deveríamos
estar cada vez mais disponíveis para os nossos semelhantes e para o mundo.
De nossa abnegação virá o controle sobre a situação que nos for
apresentada. Quanto mais esquecidos estivermos de nós mesmos, mais teremos a
prontidão requerida.
Preparamo-nos para os tempos que se aproximam à medida que nos descentralizamos
do ego e entregamos ao eu profundo, com intenção de cooperar no cumprimento
do propósito superior da vida na Terra.
Quem estiver imbuído do seu papel estará bem concentrado no
suprimento da necessidade geral, e é essa atitude que o capacitará a servir
melhor. Se deixamos escapar o momento exato de nos doar, pode ser difícil
encontrar novamente outra conjuntura favorável para isso.
Obs.: O texto
em questão leva em conta “desafios”. Não só os desafios que a vida nos imputa, sem
possibilidade de escolhas, como os desafios que poderemos escolher e nos testar.
A finalidade será sempre o aprimoramento e a preparação para alcançarmos as
dimensões espirituais, mais sutis. Isto, sem dúvida exige sacrifícios.
Hilton