Pensamento
do dia 11 de julho de 2...
Liberdade
é antes de tudo a capacidade de preferir o bem acima do mal, sem jamais se
deixar iludir por aparências.
Thomas
Merton.
Pois bem, este conceito de liberdade deve estar arraigado em nosso
ser para que nossas manifestações possam se dar expontaneamente nestes parâmetros.
Temos vivido e praticado uma liberdade ocasional, uma vida cheia
de regras, leis, costumes, pois não exercemos o que somos por dentro.
As aparências ficaram mais fortes do que as verdadeiras aspirações,
as elevadas, pois não é costume pratica-las abertamente.
Desta forma, por medo e omissão, temos deixado de lado as
oportunidades de exercer o que nosso coração indica.
O medo de quebrar certas regras, ou de se expor de forma
verdadeira, limitou nosso comportamento em cima de padrões e rotinas que a
sociedade encara como correto.
Nas caças às bruxas, da idade média, expor certas ideias e
movimentos que hoje já são aceitos, tinha um caminho certo, a fogueira.
Mas continuamos a viver com profundos preconceitos, dogmas,
doutrinas e parâmetros que para os tempos atuais, tempos das grandes mudanças,
acabam sendo impeditivos para nos atualizarmos com a velocidade requerida.
Informações “fora do normal”, “acima do comum” encontram inúmeras barreiras
por muitos, que no achômetro as rejeitam impedindo que impulsos possam desdobrar
a informação recebida. Esta é uma pratica antiga, sempre foi exercida, onde
somente certos parâmetros foram mudados.
Ainda se sacrifica o indivíduo que ousa sair da rotina, de outras
formas. Ele pode ser classificado e isolado como forma de penitencia
para sua ousadia.
É preciso levar tudo ao coração, ao ponto em que seu universo
interno condensa a origem da Criação e lá aceitar ou rejeitar. A mente não tem
capacidade, não tem parâmetros, não tem elementos que a levem a concluir
qualquer nova informação, ou fato novo, pois por ser novo ainda não viveu e
experimentou.
Estamos na fase em que a mente sai do palco e vira espectadora. A
mente tem de apreciar e saber absorver, sem rejeitar. Esta função passa agora a
ser do coração, pois no ciclo de experiencias que estamos entrando tudo será
novo.
Se não comandarmos esta inversão de valores, rejeitaremos a
maioria das informações, pois estas não tem parâmetros de comparação.
Este é um estado de liberdade onde as ilusões e as aparências
passam a ser contidas pelo coração.
Jamais exercemos este estado de liberdade e poucas foram as vezes
que exercemos esta inversão de papeis (mente-coração para coração-mente).
Liberte-se para este novo contexto.
Hilton