Continuação (2)
Pensamento do dia
19 de julho de 2...
Existe um
significado mais elevado?
Todos nós temos
prioridades diferentes. Cuidar daqueles próximos a nós de forma sábia e amorosa
e ter um trabalho significativo dá grande satisfação. Perder-se em
empreendimentos criativos é libertador para muitas pessoas.
Família, trabalho,
amigos e atividades nas horas de lazer preenchem nossos dias. Isso pode trazer
conteúdo e sentido por muitos anos.
Mas quando
envelhecemos – se não antes – podemos perceber que algo importante está
faltando.
Uma pergunta pode
estar surgindo diante de nossa consciência: Existe um significado maior para o
ser humano? Existe uma outra finalidade, compartilhada por todos os seres
humanos, para a nossa vida na terra?
Paul Brunton.
Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos
próximos pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.
O propósito
imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena
autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que
não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.
Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de
reencarnarmos. Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada
reencarnação, prestando atenção somente às nossas necessidades ilusórias. São ilusórias, pois
são perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda
continuamente suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos
aspectos físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo
de tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”, “ter”
e “poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o continuísmo
da vida que é eterna.
Nos preocupamos com as aparências e significativamente
com a vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade
é frágil, inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que
acontece na vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na
dedicação aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na
curiosidade, entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a
interiorização do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria
ser a atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a
maior parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna
incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento,
por isso que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos
a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao
mais elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades
essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações,
respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias,
repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria normal.
Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade,
determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem
sentido. Me deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que
a vida me reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no
azar, no acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.
Todos nós precisamos de um redirecionamento de
prioridades pois as consequências tem sido cada vez mais graves e mais
contundentes. Isto só tende a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela
que será a grande decisão, continuar ou abdicar do livre arbítrio.
Hilton