Obs.:
Terminamos com esta 9ª informação, o tema
“que sou eu”. A seguir iremos explorar outro tema de PB -- Existe
um significado mais elevado? dando
continuidade a esta série de informações importantes sobre nossas capacidades.
É um momento
oportuno e fundamental, pois estamos no limiar de grandes alterações e ter pelo
menos a informação da finalidade da nossa existência, nesta etapa da vida, pode
fazer uma grande diferença em nosso posicionamento do que iremos enfrentar.
Hilton
Continuação (9)
Que sou Eu?
Que é um ser
humano? Que sou Eu?
Sou meu corpo?
Sou a consciência
comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma
consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas
possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja
alguma combinação deles?
Paul Brunton.
Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos
conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos
para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e
as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente
sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso
respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita
amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que
ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria
relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de
estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo
físico que ganha e perde vida.
Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos
melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar
menos.
Vamos em frente.
(1) Os pensamentos
e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o
eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma
emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB
Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física
nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com
opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos,
mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a
discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso
aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas
ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada
iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no
ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que
acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor
a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto
chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e
que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida
cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e
estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a
solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.
(2) O que
comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este
é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em
todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de
existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB
Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de
forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada
circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que
varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou adequadamente
aos “tempos do planeta”, entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades
exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou
negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo
que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial,
fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar
aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito
mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além
de outras opções que nem devem ser mencionadas) o que deveria ser
fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as famílias
preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça
humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar
material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na
melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo
“alimentada espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em
especial onde a carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na
maioria das vezes os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e
atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos
quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos
ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta
condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico +
espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.
Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam
motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.
É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois
sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de
circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se
desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na
pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de
experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias
moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes
aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão,
é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas
paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como
sendo “normal”.
É um grande desafio para a época atual, conceber tais
definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz,
competitiva e sangrenta.
Aceite este desafio e corra o “risco” de mudar, ou
viva sua vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.
(3) Aquele
elemento em sua consciência que lhe permite entender que ele existe, que o faz
pronunciar as palavras “Eu Sou”, é o elemento espiritual, aqui chamado de Eu
Superior. É realmente seu ser básico pois as três atividades de pensar, sentir
e querer são derivadas dele, são ondulações se espalhando para fora dele, são
atributos e funções que a ele pertencem. Mas como nós habitualmente pensamos,
sentimos e agimos, essas atividades não expressam o Eu Superior porque elas
estão sob o controle de uma entidade diferente, o ego pessoal.
PB
Pois bem, reforçando o que temos comentado em informações
passadas, vejam que neste pensamento PB deixa bem claro como vivemos, quase que
essencialmente em função dos mandos e desmandos do ego pessoal.
Nesta situação as emoções são dominantes e os sentimentos
negativos podem aflorar com bastante intensidade tornando certas ações insanas
e sangrentas.
O ego pessoal tem como premissa uma Lei que adotamos, a
Lei do Egoísmo manifestada na sedução do ser, ter e poder, que foi nos ofertado
pelas forças involutivas e ainda não saímos desta intensa trama.
Esta sedução foi habilmente reforçada com as ilusões e
falsas promessas, mas mesmo assim nosso discernimento não foi suficientemente
independente para renunciar.
O ego pessoal, à cavaleira, recebe do Eu Superior o ato
de pensar, sentir e querer, mas rearranja para que nossos comportamentos
continuem reforçando os aspectos ilusórios da vida. Faz isto de forma
muito simples, ao nos manter focados nas ambições e na ganancia que a Lei do
Egoísmo manifesta.
A Lei do Egoísmo é uma lei divina e neste momento estamos
usando um dos aspectos que ela possui, obviamente o mais rudimentar,
justamente para aprendermos e superarmos, pois para quem no futuro irá
criar este é um dos aspectos a ser aprendido.
Tínhamos de aprender, saber conviver e superar este
aspecto rudimentar desta Lei, para alcançar os aspectos mais elevados, mas
paramos no primeiro aspecto e ali permanecemos.
No futuro, sem o livre arbítrio, os outros aspectos desta
Lei serão revelados e a humanidade poderá suplantar o que hoje não consegue.
Tudo é aprendizado, e na fase atual doloroso.
Na admissão da nossa real composição física-espiritual,
compreenderemos melhor pois o conhecimento injeta “energias de deslocamentos
ascensionais”, na medida que nos tira da ignorância sobre quem somos, de onde
viemos e para aonde vamos.
Na fase atual, “para aonde vamos” deve ser o foco.
Na transição planetária em curso, onde o caos na matéria
estão às portas, esta pergunta “para aonde vamos” deve ser essencial, pois
poderá ajudar na maior e mais profunda decisão que iremos tomar deste os
primórdios da raça humana na Terra.
A superação do ego pessoal acontece na medida que nos
instruímos e substituímos valore menores por valores maiores, preconceitos por
novos conceitos, desequilíbrio por equilíbrio, medo por paz e tranquilidade,
egoísmo por altruísmo, enfim a instrução nos leva a mudanças essenciais de
comportamentos e isto nos aquietará.
Mude. É o momento e este momento também
passará.
(4) A verdade é
que este segundo eu – ou melhor, a percepção de sua presença ficou trancada por
tanto tempo que viemos a considerá-lo como inexistente e os sinais de sua experiência
real como alucinações. É por isso que a religião, o misticismo e a filosofia
têm de travar uma batalha tão árdua nestes tempos, uma batalha contra a
inevitável incredulidade humana.
PB
Pois bem, PB cita a que ponto chegamos, onde as
experiencias reais do Eu Superior ou Eu Interno, como temos chamado, viraram
alucinações.
Desta forma, deletamos várias experiencias extra
corpóreas, por considera-las como sendo alucinações, transe, sonhos.
Hoje poucos são aqueles que distinguem uma experiencia
real de uma alucinação. De certa forma, quase tudo tem sido encarado como
alucinação por vivermos tão intensamente na mentira e na falsidade.
Este estilo de vida que adotamos onde ninguém é
confiável, joga uns contra os outros e imputou o conceito de julgamento.
Julgamos pelas aparências e sempre erramos.
Esta forma de se viver teve estes reflexos negativos na
confiabilidade das inúmeras experiências internas que todos passam ao longo da
vida.
No passado isto foi tão marcante que a forca e a fogueira
eram utilizados para indivíduos "alucinados".
É preciso superar estas ilusões, as mentiras, os medos,
para podermos aceitar os recados insistentes que recebemos do Eu Superior e
aplica-los na vida pratica.
Raríssimos são os indivíduos que confiam nas próprias
experiencias extra corpóreas e as aplicam na vida física. A maioria não quer se
expor para não ser classificado, nitidamente preocupado com as aparências e o
seu ego.
A ajuda de alguém mais desprendido, neste aspecto,
poderia ser muito esclarecedor e oportuno, mas o ego não permite.
Nos próximos momentos, onde perderemos TODAS as
referências, seria essencial que a intuição via Eu Superior tivesse presença
marcante em todos, pois o resto estará desmoronado ou desmontado na fase aguda
da transição planetária.
Creio que poucos irão se atentar para isto, mas o recado
está dado.
(5) O ser
humano é como um ator que ficou tão envolvido com a interpretação de seu papel
que esqueceu sua identidade original. Isso efetivamente o impede de lembrar
quem e o que é.
PB.
Pois bem, de forma clara PB nos alerta para a postura que
adotamos face nosso profundo envolvimento com o mundo das ilusões.
Nos perdemos, nos confundimos e hoje trocamos as verdades
pelas ilusões.
Este distanciamento do mundo espiritual, aquele que é o
único que continua, nos fez focar somente nas ações materiais como se só estas
existissem e fossem as únicas necessárias.
Hoje nos identificamos pela carteira de identidade ou
passaporte, como se isto bastasse para saberem e sabermos quem somos. Outros
além disto, adoram exibir títulos, diplomas, especialidades, doutorados e
outras manifestações de vaidades a título de se posicionarem acima de alguém,
mas de fato não sabemos quem e o que somos.
Ora, como podemos ir para outro lugar sem sabermos o que
somos e o porquê deste outro lugar?
Neste momento, nesta virada cíclica planetária, seremos
conduzidos, se por opção quisermos continuar nossa escalada evolutiva, mas no
futuro teremos de saber quem somos e o que viemos fazer aqui.
Infelizmente, muitos ainda não tem esta noção ( da
mudança cíclica planetária), o que tornará ainda mais difícil suas escolhas. No
entanto, a Providência Divina vem atuando para que na religiosidade, a opção
certa possa se manifestar e os indivíduos com determinado potencial espiritual
possa seguir adiante.
A religiosidade é crucial nestes momentos de definição,
pois a fé age em nome do potencial máximo que aquele indivíduo pode expressar.
Isto bastará para que seja conduzido e reconquiste o caminho ascensional.
“Os indivíduos mais conscientes, como vocês, podem nestes
momentos cruciais ser o exemplo para a tomada de decisão do caminho ascensional
de muitos, por isso de tanta assistência.
A responsabilidade de vocês é imensa e ninguém pode
esmorecer. É preciso buscar arduamente tudo o que converge para este caminho,
pois na medida que forem aprofundando-se mais responsabilidades são
atribuídas a cada um”.
Temos de estar conscientes destes “recados” pois a
vivencia aqui na Terra ainda se manifesta em formas de grupos para indivíduos
que se destacam. Infelizmente os destaques sempre tiveram tendências negativas
para o desenvolvimento e a amplitude da consciência, ao passo que no plano
material o desenvolvimento ocorreu mas foi sempre predatório.
Enfim, dada a devida atenção para estes assuntos, a
consciência amplia-se e novos fatores manifestam-se na consciência do indivíduo
que se coloca a Serviço.
(6) Este estado
benigno é um passado do qual caímos ou um futuro ao qual nos dirigimos? A
verdadeira resposta é que não é nenhuma deles. Este estado sempre existiu
dentro de nós, existe agora, e sempre existirá. Está conosco eternamente
simplesmente porque é aquilo que realmente somos.
PB.
Pois bem, PB nos diz que esta indefinição do “que sou
eu”, sempre existiu, existe e sempre existirá.
Esta falta de definição aparente, faz parte da nossa
concepção como Ser, promovendo avanços contínuos na evolução deste próprio Ser.
De forma geral, nunca seremos eternamente o que somos,
pois há um continuísmo na escalada evolutiva.
Na fase que nos encontramos, ainda bem rústica em termos
evolutivos, temos de promover e perseguir esta busca pela evolução, por isso de
tantos esforços.
Estamos sobrevivendo no plano material com grande
esforços e em certos momentos com sangue, suor e lágrimas. Todas nossas
conquistas exigem esforços extremos, luta, dedicação, busca, sacrifícios.
Este formato de evolução está nos moldando para outros
formatos em que estes esforços que nos mantem vivos hoje, não sejam mais
necessários.
A nova era na nova Terra abrigará a nova humanidade, em
cima de novos padrões de sobrevivência que cessará os esforços para manter-se
vivo fisicamente.
Viver no plano físico, no futuro, não exigirá da nossa
parte nenhuma demanda de esforços físicos, deixaremos de lutar para sobreviver.
Obviamente viveremos numa nova Terra, pacifica, equilibrada com a Natureza e
alinhada com as forças evolutivas.
Será completamente diferente do que hoje ocorre.
Mas, o formato destes tempos que nos coloca numa luta
crucial para sobreviver, está nos moldando para o próximo futuro, ou o próximo
ciclo da Terra.
O ideal seria que todos tivessem esta consciência e
trabalhassem para que esta fase fosse vivida com harmonia, mas cedemos para o
egoísmo e deturpamos a base embrionária do nosso modo de vida atual, fazendo
com que sua sequência fosse igualmente deturpada e com lutas intensas.
Precisamos avaliar, neste momento, agora, estas possibilidades
da nova vida futura. Desejá-la ardentemente, colocando toda nossa estrutura de
fé é agir dentro de padrões que se alinham com isto.
Esta manifestação tem um poder inimaginável em nosso Ser
que nos destaca e nos candidata, numa autoconvocação para o que virá.
A não ser que estejamos satisfeitos com o formato da vida
atual, candidatar-se para a nova era exigirá movimentos contínuos
imaginando no que virá e no que será.
De cara, aquilo que consideramos como ilícito, errado,
nefasto, deve ser abandonado e novas posturas devem substituir as atuais.
As mudanças ocorrem, ou melhor, só ocorrem se as
promovemos em nós mesmos. Não há que se depender de alguém , de estruturas externas,
de leis, de ações de terceiros, de condições externas, pois cada um em si mesmo
é o próprio universo.
(7) O Eu Superior
é um termo do qual a experiência passada não pode fornecer nenhum significado.
Mas talvez você tenha tido momentos estranhamente belos nos quais tudo parecia
estar tranquilo, nos quais um mundo etéreo do ser parecia muito próximo a você.
Bem, naqueles momentos você foi elevado ao Eu Superior…
PB
Pois bem, como cita PB, o Eu Superior é um eterno
presente, onde passado e futuro não existem.
Para nós ainda é inconcebível esta condição de eterno
presente, uma vez que vivemos numa profunda ILUSÃO. Portanto este não é nosso
foco neste momento.
Se atentarmos para momentos especiais que acontecem
conosco, onde certa magia nos envolve, nos dá plena satisfação, onde tudo
“desaparece” e de repente é você com você mesmo e nada mais importa, significa
que fomos contatados pelo Eu Superior. Como cita PB, fomos elevados ao Eu
Superior e nestes pequenos momentos sentiremos o “eu sou”, veremos o universo
pulsando em nosso coração e nada mais importa.
São pequenos espasmos que se não acontecessem não
existiríamos, pois nossa fonte eterna da vida é o Eu Superior.
Podemos dizer que nestes momentos mágicos, vislumbres
acontecem, impulsos ocorrem, ideias geniais se manifestam, enfim a vida se
redefine, se realinha e portas se abrem para novas oportunidades.
Mas, confundimos estes momentos mágicos com uma origem
mental, com a personalidade, as ideias de alguém, quase como uma intrusão, pois
poucos praticam o exercício da fé.
Sem estes espasmos, esta magia, não existiríamos, mas
concretizamos (concreto, tipo: ferro + cimento) na mente que este
fenômeno não existe e tudo deriva do plano material, da mente, da
personalidade, da intelectualidade e coisas do gênero.
Concretizamos ao ponto de desconsiderar nossa origem ou
limitá-la a partir do “parto até a morte”. Isto é tão forte e presente que só
damos atenção a estes diminuto e insignificante (perto da eternidade) tempo de
vida material. Então, para a maioria, tudo se resume ao que acontece no mundo
das formas.
Nos distanciamos a tal ponto que esquecemos, inclusive,
porque existimos.
Este é o momento da retomada, de “fazer as pazes” com o
Eu Superior, de prestar atenção na sua magia, nos seus impulsos, pois é a única
forma de continuarmos na cadeia evolutiva da raça humana da Terra na sua nova
fase, na nova era.
Claro que ninguém deixará de existir, mas refazer o mesmo
caminho já percorrido, deve ser extremamente exaustivo e maçante.
Esta retomada exigirá nossa atenção nas coisas sutis, nas
percepções intuitivas, nos detalhes, nas pequenas coisas que passam diariamente
e não temos dado a menor bola.
Nossa mente e nossos pensamentos ficam tão focados no
plano material, em especial na ganancia de “ter” e de “ser” que fechamos os
olhos para o cerne da existência, da vida, do universo.
Há poucos dias o universo nos brindou com um eclipse
solar. Será que alguém reparou na grandiosidade deste efeito e nas suas
influencias sobre nossas vidas ou prestamos atenção somente ao espetáculo sem,
inclusive, considerar a grandiosidade do fenômeno no nosso sistema solar.
Temos sido desatentos, esparsos, confusos, nos
preocupando somente com mesquinharias, pois desconsideramos o plano de vida
traçado por Deus para cada um de nós.
Nada é aleatório, ao acaso, por sorte ou azar, e tudo tem
um amplo e complexo significado. Descobri-lo é a nossa meta de vida e o que
consideramos como negativo são ajustes, ou retomadas, ou realinhamentos, ou
experiencias que precisam ser concluídas corretamente, portanto quanto maior a
resistência que colocamos maiores serão as dores.
É simples assim.
(8) Esta é a
essência permanente de um homem, seu verdadeiro eu em contraste com sua pessoa
efêmera. Quem quer que entre em sua consciência entra na atemporalidade, uma
experiência maravilhosa onde o fluxo de prazeres e dores chega ao fim com
absoluta serenidade, onde os arrependimentos acerca do passado, a impaciência
com o presente e os medos do futuro são desconhecidos.
Pois bem, PB descreve algumas da inúmeras características
que é o contato com o Eu Superior, em especial a ausência do tempo.
Prazeres e dores chega ao fim.
Aparentemente a perda de prazeres pode ser algo ruim, mas
na realidade mudamos de patamar e as sensações de prazer vão para outra escala
de valores, que nada se assemelha ao que aqui sentimos.
Por exemplo, o ato sexual na concepção de um novo
indivíduo é prazeroso mas o parto, doloroso, ou seja, temos sempre a
contrapartida da dualidade da vida, portanto o prazer de certa vem sempre
acompanhado pela dor.
Isto muda completamente, até porque nossas escalas de
valores e referencias passam a ser outros, completamente diferente dos atuais.
Neste momento são absolutamente desconhecidas, pois não se alinham com as
vibrações que emitimos.
Mudando esta escala vibracional, que se sutiliza e se
desapega da materialidade, uma nova forma de se viver se manifesta.
A Terra já acolhe indivíduos desta natureza, mas são os
que procedem de outros mundos e estão aqui, em sacrifício, para
acompanhar a grande virada planetária.
Crer nisto é uma questão de fé.
Aliás ainda lutamos pela sobrevivência porque todos os
seres humanos, sem exceção, sentem esta possibilidade. Claro que a maioria não
percebe este sentimento que os faz viver, mas ele é presente, forte, intenso e
motiva nosso continuísmo. Sem ele, desistiríamos.
No entanto, se formos atentos a tudo que vem sendo
revelado, podemos mudar muitos parâmetros que temos adotado e que não servem
para mais nada, pois passaram do tempo que deveriam atuar.
De certa forma, somos uma humanidade completamente
defasada do tempo cronológico do nosso sistema solar, estamos atrasados, nosso
relógio parou de funcionar, pois nada de novo surgiu (nesta escala de valores)
desde os tempos que adotamos a energia do egoísmo para sobreviver.
Haverá na nova era um período de adaptação em que
ajustaremos nosso tempo, o tempo da humanidade com o tempo deste sistema solar
e em seguida com o tempo universal.
Deus, pacientemente, nos aguarda e nos estimula para este
alinhamento.
Tomara que consigamos.
(9) Por ter acesso
a essa fonte interior, a pessoa poderá viver a mais solitária das vidas mas sem
estar desprovido de amor. A alegria e o calor de sua eterna presença habitarão
com ele.
PB.
Pois bem, o Eu Superior preenche inúmeros vazios que
sentimos.
O que temos feito, erroneamente, é tentar preencher estes
vazios com cargas emocionais que na maioria são conflituosas, passageiras, contrarias às Leis e a Vida, mantendo estados
ilusórios que preenchem e esvaziam continuamente. É insaciável.
Isto nos tira energias, entre elas a energia vital,
aquela que ganhamos ao nascer e quando expira, morremos. Perde-se, ou troca-se energia
vital pessoal por estados emocionais passageiros e na maioria conflituosas, por
isso que adoecemos constantemente e envelhecemos tão rápido.
Quando apreendermos a lidar com as energias universais,
as utilizaremos sem perda da própria energia vital tornando nossa vida útil e
saudável para o meio e para si próprio.
O Eu Superior emana as energias diversas, além da vital,
sendo que a energia vital não é reposta, pois ao gerar a vida no indivíduo, a
que foi fornecida é suficiente para que alcance suas metas evolutivas e cumpra
suas experiencias programadas ao longo do destino. As demais, sabendo usá-las
são infinitas e abundantes e podemos utiliza-las sempre que o Serviço e as
Tarefas são necessárias, e nos voluntariamos.
A solidão é um estado de ser necessário, pois libera
espaço para ser preenchido com alegria, o amor e a eterna presença.
Não tem nada a ver com a solidão que sentimos, pois esta
provem do fracasso na realização da maioria das experiencia que nos submetemos,
por estarmos despreparados para enfrenta-las.
Tais experiencias seguem uma ordem e uma organização estabelecida
pelo destino ao reencarnarmos, mas o tempo que decorre até seu surgimento,
desperdiçamos om as ilusões e não nos preparamos para realiza-las.
O tempo dedicado aos nossos atropelos no plano da matéria
é imenso, ao passo que o dedicado ao plano do espirito é insignificante. Este é
o “estado de ser” que temos vivido ao longo de todas as eras, com um profundo continuísmo
nesta imensa confusão mental.
A vida planetária irá se “enfurecer”, no sentido de que
as energias negativas que usamos em nosso método de vida material (no
egocentrismo), se transformará em energia dinâmica potencializando as forças da
Natureza. Desta forma, pretende-se anular o que foi gerado ao longo das eras de
forte agressividade contra os reinos da superfície terrestre.
Não existe este conceito que temos de vingança, mas sim
de que sempre haverá um equilíbrio compensatório, via forças cármicas, do que
foi gerado indevidamente. Sendo assim prevê-se magnitudes jamais sentidas no
planeta Terra desde sua formação.
É tempo de introspecção, de reflexões, de elevarmos os
estados espirituais, de entrega, de voltar-se para o que realmente é
importante.
Nunca formos e nunca seremos abandonados.
Acolha-se a seu Eu Superior, reveja as escalas de
valores, dedique-se que que realmente importa, simplifique, desapegue-se, não
se distraia, não acumule, alinhe-se na fé (no desconhecido) e assim será
conduzido.
Eu sou o próprio Universo, a Vida total, a simplicidade e
o amor. Sou o Criador e a criatura ao mesmo tempo.
Estou me descobrindo e em cada etapa, tudo ficará mais
claro.
Hilton