Pois bem, continuando aspectos da Instrução, o tema escolhido foi “
mundo material”. Compreender alguns aspectos da sua formação nos possibilita
interagir melhor e ajudar o processo evolutivo. Podemos extrair como elemento
principal da sua característica, o mental concreto no mundo material, depois o continuísmo
no astral no plano astral, e o etérico físico atuando em ambas as formações. A
reencarnação torna-se, neste processo, o aperfeiçoamento das vidas anteriores.
Ela terminará no momento em que todas as experiências programadas sejam
cumpridas com sucesso.
Assim sendo, é importante notar que temos uma ação determinante no
número de reencarnações que irão consolidar conhecimentos ou repeti-la
indefinidamente até sua consolidação.
O texto a seguir foi extraído do Glossário Esotérico – 9ª
edição – página 297 – Editora Irdin. O texto original está grafado em
itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs.
MUNDO MATERIAL — No sentido normalmente empregado, este termo
compreende o nível mental concreto, o astral e o etérico-físico da existência no plano físico cósmico. Por um lado, é o mundo do viver humano, onde a trama das civilizações se
desenvolve e o sofrimento é o principal instrutor. É um mundo de
multiplicidade, no qual as formas ocultam a essência e as aparências
encobrem a realidade dos fatos e dos
seres. Por outro lado, é o crisol em que o fogo do espirito se deve fundir no da matéria e assim divinizá-la.
Obs. O corpo físico que abriga o mental concreto, define a mente
pensante no plano físico. Dela provem as decisões no livre arbítrio, conforme
as barreiras forem surgindo. Destas decisões incorpora-se o conhecimento ou
submete-se a repetidas experiencias até que o sucesso seja alcançado.
Na morte, assume-se o corpo astral, a mente astral e o processo
torna-se bem semelhante à reencarnação física. Podemos dizer que nesta etapa o
aprendizado se dará com mais facilidade e menos pressão. O etérico físico faz a
coligação da alma nas duas circunstancias, mantendo o destino programado. Quando
sentimos a sensação de frio ou calor, trata-se da expressão do etérico
estimulando o cérebro para que reaja a estes estímulos. O etérico coliga os vórtices
de energia emanadas da alma e de esferas superiores para que o mecanismo físico
se mantenha, ou se desenvolva, ou pereça.
Como citado no texto, o sofrimento, no mundo cármico, é o
principal interlocutor da evolução programada para cada um. Sem ele deixaríamos
de evoluir e simplesmente desapareceríamos.
“as formas ocultam a essência e as aparências encobrem a realidade dos fatos e dos seres” : esta
expressão define o mundo das ilusões, ou seja, não temos, ainda, acesso à
realidade dos fatos e dos seres. Dai provem a diferença que fazemos entre uma
pessoa e outra, entre um objeto e outro, entre o feio e o bonito, entre a
justiça e injustiça, pois temos uma ilusão do que é a realidade da vida.
O aprendizado desta etapa nos levará à fusão da matéria com o
espirito, a ilusão terminará e a realidade será desvelada.
Fornece a substância com que o Logos erige a parte mais externa da
sua obra . À proporção que a consciência humana ascende a níveis abstratos e
permite ás energias deles afluírem aos
planos concretos, a cura se efetiva, a essência e a realidade se revelam .
Obs. Logos – núcleo da consciência. A consciência humana ainda encontra-se
atrelada ao materialismo. Nossa mente pensante elabora planos e manifesta-se quase
que exclusivamente para os planos materiais da vida, mesmo sabendo que na morte
tudo se desfaz e na reencarnação tudo recomeça do zero. Mesmo assim a essência das
coisas está se desenvolvendo e é assim que permitirmos que ela se manifeste.
Assim teremos contato com a “realidade” das coisas. O sofrimento concentra-se
na perda, mas a essência jamais se perde.
Ao desencarnarmos perdemos o corpo físico mas sua essência se
mantem inteira, completa, exatamente como foi formada no ato da Criação. Esta
forma de pensar mais abrangente e mais completa, aliviaria inúmeros sofrimentos
e poderia cessar inúmeros medos, mas poucos se dão a oportunidade de pensar assim.
Envolvido com o que se passa no mundo material, o indivíduo
permanece restrito às suas leis, sujeito à inércia, ao nascimento e à morte, ao
egoísmo.
Obs. Esta postura tem tornado as reencarnações repetitivas, onde tudo
volta a acontecer da mesma forma que já aconteceu, gerando insatisfações na vida
seguinte.
Ao despertar para realidades
sutis, outras leis começam a mostrar-se a ele e fatos surpreendentes e de certo
modo inexplicáveis podem acontecer.
Mesmo imerso na aparente densidade do mundo material, poderá ver
circunstâncias organizarem-se e ajustarem-se de maneira precisa, para permitir
seus passos no caminho espiritual. Seu relacionamento com situações e pessoas
muda, pois ele se põe a interagir com a vida numa sintonia mais elevada. Vai
percebendo o mundo material como um pequeno universo inserido em outros,
universo que, visto de planos Internos, é ponto de partida para o retomo à
Origem.
Obs. Ao experimentar mudanças de hábito, pensamentos, postura, amplia
a linha de raciocínio, abre-se para novas informações, novos conceitos, novas
situações, alargando fronteiras e rompendo com o pessimismo. Sente-se atraído e
volta às origens do processo evolutivo. Despreocupa-se mais, percebe que tudo
se encaixa, torna-se mais calmo e aprende a esperar por soluções que estavam prontas,
mas no conflito interno tornaram-se invisíveis; “Seu relacionamento com
situações e pessoas muda, pois ele se põe a interagir com a vida numa sintonia
mais elevada.”; enfim um processo de transformação ocorre.
“No mundo material crias a base para tornar-se Senhor.” (mensagem
de Samana para este texto)




