O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 283– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. Os grifos foram acrescidos ao texto original.
A função da Medicina é propiciar a cura. Esta advém da integração
da vontade humana na vontade do eu interior, em outras palavras, da união da
forma com os padrões do seu arquétipo.
Nos níveis sutis, principalmente na rede etérica, podem ser
obtidas chaves para a decodificação e dissolução dos nódulos geradores das
doenças e desarmonias nos corpos humanos . Mesmo que uma enfermidade tenha
origem na mente, por exemplo, indicações claras para tratá-la poderão ser
descobertas no corpo etérico do indivíduo. Esse corpo compõe o envoltório
físico sutil que mantém o corpo físico denso integrado.
À medida que a consciência humana se expande e o planeta se
sutiliza, o contato com esses registros etéricos torna-se acessível a maior
número de pessoas, que, em consonância com as leis regentes da existência
universal, poderão atuar como curadores.
Em THE NOTEBOOKS OF PAUL BRUNTON (Larson Publications, Nova York),
lê-se: "A função dos tratamentos físicos de qualquer espécie é prover
condições favoráveis para a ação da força-de-vida universal; ela exerce o
verdadeiro trabalho de cura, assim como alimento, água e ar fornecem materiais
para essa mesma força reparar os tecidos do corpo e regenerar as células... A
força-de-vida atua automaticamente quando a cura é necessária, mas nós
colocamos tantos obstáculos em seu caminho que prolongamos a doença a tal ponto
que chega a tornar-se cónica...
Não há milagres na Natureza, mas há acontecimentos para os quais a
ciência não possui a chave. A consciência humana, por exemplo, é capaz de manifestar
poderes que contradizem o conhecimento psicológico, assim como o corpo humano é
capaz de manifestar fenômenos que contradizem o conhecimento médico. Tanto os
poderes como os fenômenos podem parecer miraculosos, mas realmente se
manifestam fundamentados em leis ocultas inerentes ao próprio ser do homem. Os
processos acontecem velados apenas para nós...
Incubação é um antigo termo aplicado ao sono como meio para cura,
realizado em um templo, em geral um santuário exclusivo, especialmente dedicado
à cura, aos sonhos curadores ou aos sonhos reveladores. Essa prática foi
exercida pelos antigos gregos e babilônios. Era também frequentemente utilizada
no antigo Egito, nos templos de Ísis e Serápis, com efeitos semelhantes aos do
hipnotismo. Cinco séculos antes de Cristo, no Templo de Epidaurus, no qual o
espírito ou deus inspirador era Esculápio (ainda considerado santo patrono da
medicina atual), doentes eram colocados pelos sacerdotes para dormir aos pés da
estátua de Esculápio. Em muitos casos, eles despertavam curados
repentinamente"
Antigas técnicas de cura serão no futuro redescobertas e ajustadas
às novas conjunturas energéticas planetárias. A Psicologia, a Medicina, a
Astrologia, a Astronomia e outras ciências deverão operar em uníssono, como única
e mesma ciência .
O exercício da Medicina será o que espiritualmente se chama arte
de curar. Não haverá lugar para sectarismos, nem para comercialização de dons
recebidos pela Graça . Observar com fidelidade as leis do espírito e doar-se
sincera e abnegadamente para restaurar o equilíbrio do ambiente e dos
semelhantes é requisito para se desvendarem os mistérios dessa arte. Em TIMEU,
Platão diz que se um homem cultiva o amor à ciência e aos pensamentos verazes,
se, de todas as suas faculdades, exerce sobretudo a de pensar nas coisas
divinas, fruirá da imortalidade tanto quanto a natureza humana possa dela
participar. Assim estará curado, e poderá curar seus semelhantes.
Na primeira metade do século XX, grande impulso foi dado para a
humanidade reencontrar-se e curar a si e ao planeta. A obra de Rudolf Steiner e
a de Alice A. Bailey, entre outas, fizeram parte desse impulso. Apesar de a
resposta ter sido pequena, houve sementes que germinaram, e nesta época de
transição alguns frutos já prenunciam o ciclo vindouro.
Obs.: Medicina – arte de curar, hoje tornou-se uma distopia, engendrada
por um comércio intenso e egoísta, que acabou por se restringir aos aspectos
materiais, somente, o que impede de realizar-se a cura autêntica. Tornou-se uma
ação paliativa, crônica, que vicia o paciente a resguardar-se dos sintomas, num
amplo e desregrado comércio de medicamentos, que mascara os sintomas mas mantem
a fonte da doença.
A cura é um objetivo de levar o individuo ao seu arquétipo (fôrma
original) que detém os aspectos perfeitos deste indivíduo. Para isso é
necessário que o curador explore o individuo no seu todo, levando em
consideração os aspectos espirituais envolvidos.
A medicina atual não faz uso dos acessos ao corpo etérico do
paciente, consequentemente, restringindo-se aos sintomas físicos, analisará 50%
do indivíduo. Sendo assim, raramente consegue acertar um diagnóstico real.
Poucos são os verdadeiros curadores e na maioria das vezes este
não conseguem concluir seu trabalho dado o desconhecimento do paciente da
absoluta necessidade de transformar-se, tornar-se um novo ser, com novas
ideias, intenções, vontades, diretrizes, mudando o que foi até então.
A doença é a manifestação de procedimentos e comportamentos
inadequados às metas evolutivas do indivíduo, portanto, mudanças são
essenciais.
Curar-se é uma entrega, é dispor-se ao novo, e isto exige um
aprimoramento do conhecimento sobre a parte sutil da vida. A maioria recusa
esta necessidade e assim que sentir que os sintomas diminuíram, retorna ao
antigo status quo, abrindo as portas para que a mesma doença, ou semelhante, se
repita.
A medicina vive sob intenso bombardeios de operações financeiras das
Big Pharma ’s, onde a doença tornou-se um mecanismo que precisa ser mantido a
todo custo.
A arte de curar já foi e será novamente exercido após a transição
planetária em curso, no entanto durante a fase aguda do processo necessitaremos
contar com os “milagres” dada a falte de recursos e a escassez de alternativas.
Prevê-se que curadores surgirão e usando leis desconhecidas a medicina será
praticada como verdadeiro serviço às necessidades reais da humanidade.
